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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:50:32

Alagoas reduz mortes no trânsito

Em um ano, foram 100 óbitos a menos no estado; número de vítimas caiu em todo o país

Maria Salésia [email protected]

Efetividade das ações de fiscalização após a lei seca e a desaceleração da economia podem ter contribuído para a redução no número de mortes no trânsito em todo o país. Em Alagoas, de 2014 a 2015, foram salvas 100 vidas, sendo que 832 mortes em 2014 e 732 em 2015. Em 2013, foram 775 óbitos; em 2012, 836. Em todo o Brasil, o número caiu mais de 11% em um ano, salvando pelo menos cinco mil vidas. Os dados são do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referente aos anos de 2010 até 2015. 

Segundo o levantamento divulgado na segunda-feira, 19, as internações em decorrência de acidentes de trânsito também apresentaram queda. Foram 1.018 internações a menos em comparação com o ano de 2014. A maior redução foi entre os pedestres, com 8.078 internações. No caso de ocupantes de automóveis também houve redução: foram 773 internações. 

No ano de 2015, em todo o Brasil foram 38.651 pessoas vítimas do trânsito, contra 43.780 óbitos registrados no ano anterior. Entre as causas da redução estão os acidentes com automóvel e os atropelamentos, com um decréscimo de 23,9% e 21,5%, respectivamente. Entre os motociclistas a redução da mortalidade ficou em 4,8%. 

Os estados de São Paulo com 1.169 óbitos, Rio de Janeiro com 709 e Bahia com 472 foram os que apresentaram a maior redução de mortes no trânsito. No entanto, Paraíba (62), Sergipe (39) e Roraima (18) tiveram aumento no número de óbitos. O destaque na redução de vítimas nas capitais brasileiras ficou com Goiânia (GO), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro.

Para o ministério, o que também teve papel fundamental nesta redução foi a municipalização do trânsito (integração do município ao Sistema Nacional de Trânsito). Para se ter uma ideia, nos municípios que adotaram a estratégia houve maior redução do número de óbitos por acidentes, com queda de 12,8%. Nos demais, a queda foi menor, 8,9%.

INTERNAÇÕES

As internações em decorrência de acidentes também apresentaram queda em todo o país. Em 2015, foram 1.018 internações a menos em comparação com o ano de 2014. A maior redução foi entre os pedestres, mas os ocupantes de automóveis também apresentaram redução nas internações.

Apesar dos números positivos, o Ministério da Saúde alerta que é importante mais atenção com motociclistas e ciclistas no trânsito. É que entre as vítimas houve aumento nas internações, de 4.061 e 1.669, respectivamente. A nota do MS aponta que “Esses acidentes respondem por boa parte das internações hospitalares e pela maioria dos atendimentos de urgência e emergência, que geram altos custos sociais, como cuidados em saúde, perdas materiais e despesas previdenciárias, além de grande sofrimento para as vítimas e seus familiares”.

Os números mostram que em 2015 ocorreram 158.728 internações por acidentes de transporte terrestre com custo de R$ 242 milhões para o Sistema Único de Saúde, sendo que mais de 50% das internações e seus cursos envolveram motociclistas.

BEBIDA E DIREÇÃO: CRESCIMENTO DE 32% 

Outro dado preocupante é o aumento no número de brasileiros que combinam álcool e direção. Os números apontam que em 2016, os 7,3% da população adulta das capitais brasileiras declararam que bebem e dirigem. De acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em 2016, 7,3% da população adulta das capitais brasileiras declararam que bebem e dirigem. No ano anterior, o índice foi de apenas 5,5%. Um aumento de 32%, em apenas um ano. Diante dos fatos, o Ministério da Saúde alerta que acidente de trânsito é um problema que precisa ser enfrentado com clareza e determinação por parte de toda a sociedade, “pois além da perda, causa danos às famílias que perdem seus entes queridos”.

Vale ressaltar que a lei seca é severa. Criada em 19 de junho de 2008, a lei modificou o Código de Trânsito Brasileiro e proibiu o consumo de álcool por condutores de veículos. O motorista que é pego na Lei Seca fica sujeito a multa, suspensão da habilitação e detenção. Assim, o condutor que ingerir bebida alcoólica e for flagrado em fiscalização de trânsito terá que pagar multa no valor de R$ 2.934,70 e terá suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado.

MOTIVOS PARA COMEMORAR

A queda de mortes no trânsito em todo o país é motivo para comemorar. Segundo o major Felipe Lins, do BPTran/AL, a fiscalização em todos os âmbitos, nacional, estadual e municipal, com intensificação das operações, são fatores importantes para a queda. A tecnologia, como os radares, também é primordial para a redução, disse o major.

Lins aponta que a redução de mais de 60% no número de acidentes na Avenida Fernandes Lima, em Maceió, se deve em parte à fiscalização naquela área. “Cada vida salva é motivo de comemorar”, disse o major. No entanto, ele acredita que tal mudança ainda não é cultural, pois se fosse devido à conscientização das pessoas, não seria necessário fiscalização. “O poder público está fazendo sua parte. Se a pessoa não mudar sua cultura de que pode tudo no trânsito, será multado e punido”, alertou.

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