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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:44:37

Jorge Oliveira

Palocci entrega Mantega

Jorge Oliveira

Naxos, Grécia - A se confirmar a delação premiada de Palocci de que seu substituto no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, vendia informação privilegiada ao mercado financeiro sobre operações de juros e mudanças de câmbio, está mais do que caracterizado que o Partido dos Trabalhadores, de fato, criou no país uma organização criminosa de alta periculosidade. Quem o acusa sabe o que diz. Palocci informou aos investigadores da Lava Jato que o seu colega de partido montou o esquema desde 2003, quando era ministro do Planejamento, e continuou em 2014 ao assumir o BNDES. O Brasil, portanto, esteve nas mãos desses vendilhões desde que o PT botou suas patas dentro do Palácio do Planalto.

As revelações da delação de Palocci, que tem 16 anexos, são do repórter Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, e estão contidas no blog do editor Vicente Nunes. É, sem dúvida, a mais grave acusação já feita a um homem público, que durante os dois mandatos da Dilma foi o responsável pela economia do seu governo o que a torna cúmplice de toda essa bandalheira.

Palocci está fazendo delações seletivas. Para não entregar Lula, o chefe de toda bandidagem, ele preferiu descarregar as acusações contra Mantega. Vão-se os dedos, ficam os anéis. Ele teme pela própria vida e tem medo de virar persona non grata dentro do Partido dos Trabalhadores e ser hostilizado como traidor. De qualquer forma, ao entregar Mantega e se autoacusar diante dos procuradores da Lava Jato, ele deixa claro a formação de quadrilha criada pela cúpula petista quando governou o país. 

As delações de Palocci são um soco no estômago de todos os brasileiros que um dia apostaram no lirismo de um partido, como o dos trabalhadores, de que poderia resolver os problemas sociais e econômicos do país. O que se vê agora, diante de tanta tramoia e dessa corrupção desenfreada, é que a república sindical foi danosa porque não apena saqueou as empresas estatais como enganou o povo que um dia apostou na decência e na ética desse partido de seguidores fanáticos.

Palocci foi mais longe ao entregar Mantega, segundo revelou o repórter Paulo de Tarso Lyra. Ele disse que seu sucessor na Fazenda tinha um esquema com a indústria automobilística e era também o comandante da arrecadação de recursos da Odebrecht que iam parar nas mãos do marqueteiro João Santana e depositados na Suíça. Tratava-se, na verdade, de uma conta corrente que foi primeiro administrada pelo delator e depois por Mantega. Quanto à indústria automobilística, Mantega teria se transformado num lacaio desse setor recebendo benesses pelos benefícios que proporcionava a esses empresários como a desoneração de impostos.

Apenas para refrescar a memória dos mais incautos, que ainda acreditam na inocência e na ética do PT, quando desonerava os impostos da indústria automobilística, o chefe Lula aparecia na televisão e, em discurso demagógico, dizia que o pobre dali para frente poderia comprar carro mais barato. Mentira deslavada. Tudo não passou de uma farsa para ajudar financeiramente os empresários. Quem comprou esses carros a prestações a perder de vista foi obrigado a devolvê-los aos bancos que se fartaram com a revenda. 

Organização

Por trás desse populismo indecente, sabe-se agora, pelo próprio Palocci, que a organização criminosa se locupletou de benefícios financeiros das montadoras. Podemos também entender porque o Mantega tentou evitar que os carros populares saíssem de fábrica com o airbag, medida aprovada pela Câmara dos Deputados. Queria evitar maiores custos para as empresas, mesmo pondo em risco a vida de milhares de pessoas. Só recuou diante do clamor da população. Que me perdoem os meus leitores pela franqueza, mas se trata de dois ministros vigaristas que enganaram os brasileiros o tempo todo.

Solto

Diante de um crime tão grave como esse, é de se estranhar que Guido Mantega ainda esteja solto, mesmo depois de confessar espontaneamente que mantinha uma conta no exterior, sem declarar à Receita Federal mesmo exercendo o cargo de ministro da Fazenda. Um sonegador confesso que administrou a economia brasileira por dez anos seguidos. A pergunta que se faz é: o que se pode pensar de um senhor desse diante da prática de tantos crimes?

Fascistas  

Foram graves as ameaças sofridas por Miriam Leitão por um bando de desocupados do Partido dos Trabalhadores. O fato aconteceu quando a jornalista se deslocava de Brasília para o Rio de Janeiro a bordo de um avião. Dezenas de petistas, lunáticos, seguidores da seita lulista, achincalharam a comentarista da Globonews e colunista do Globo e, por pouco, não a agrediram fisicamente. O constrangimento durou todo o tempo de viagem, cerca de duas horas, segundo revelou a própria Miriam na sua coluna no jornal carioca. 

Marginais

A reação dos facínoras do PT aos jornalistas que escrevem com independência sobre o escândalo de corrupção desses meliantes é motivada pelos discursos de Lula que conclama seus parceiros sindicais a tocar fogo no país. Os baderneiros, que ocupavam o mesmo voo da jornalista, também xingaram a TV Globo, onde ela trabalha, acusando a empresa de criticar seu líder, um político, segundo ele próprio, acima de qualquer suspeita. A manifestação desses analfabetos políticos é um sinal claro de que outras hostilidades vão ocorrer no país se o juiz Sérgio Moro condenar o chefe da organização criminosa.

Mordomias

Com as mordomais cortadas e alguns de seus líderes na cadeia, os petistas estão sentindo na pele o desemprego gerado por seu partido quando governou o país. Hoje mais de 14 milhões de trabalhadores vivem na marginalidade, fruto da administração desastrosa de Lula e Dilma à frente do comando da economia. Desgarrados das boquinhas dos cargos comissionados, muitos deles agora apontam seus mísseis para os jornalistas, culpando-os por dizerem a verdade sobre o maior assalto aos cofres públicos praticado pelo PT.

Competência

Miriam Leitão é uma jornalista íntegra, decente, que já passou por outros constrangimentos durante a ditadura militar quando foi presa e torturada. Brilhante como comentarista econômica, utiliza seu espaço para fazer análises abalizadas e imparciais sobre os problemas econômicos e sociais que atingem o Brasil. Não tem culpa de revelar aos brasileiros o quadro caótico da nação e o desserviço dos petistas quando ocuparam as estatais para se locupletarem do dinheiro público. Como ela, muitos outros profissionais desengajados de partidos políticos também escrevem com isenção sobre os fatos desabonadores do PT. Nem por isso, portanto, devem ser crucificados ou agredidos por esses dirigentes partidários e lunáticos ensandecidos.

Ataques

Esses ataques a quem pensa diferente deles são feitos por militantes desqualificados, indecentes, truculentos e idiotizados. Merece todo repúdio dos brasileiros que veem nesse tipo de comportamento tresloucado de alguns trogloditas do PT uma maneira de coagir e silenciar a imprensa, práticas tão usadas por ditadores sanguinários, espúrios e nefastos que feriram a democracia em tempos recentes. 

Punição

As autoridades brasileiras precisam estar atentas para impedir que casos como esses da Miriam não se propaguem. Aliás, a Justiça deve punir com rigor esses provocadores para evitar que hostilidade desse tipo se espalhe pelo Brasil afora e vire uma baderna generalizada, pois se depender de Luiz Inácio as arruaças vão continuar como forma de intimidar a Justiça e os jornalistas que não estão a soldo da organização criminosa e nem rezam em sua cartilha ideológica.

Responsabilidade

Lula deve ser responsabilizado por qualquer ato hostil cometido por seus militantes. É dele a proposta para que seu exército vermelho, formado por delinquentes financiados pelos sindicatos e centrais, toque fogo no país. Já foi flagrado inclusive falando com o senador Lindbergh para “ir pro pau” contra o Temer, o vice que ele mesmo criou, ou para o “tudo ou nada”, o que mostra o caráter autoritário de um déspota desequilibrado e anacrônico que não se contenta com o fim do poder.  


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