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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:43:54

Meio Ambiente

Sofia Sepreny da Costa

Lixões e prejuízo para saúde

Como todos sabem, os lixões são verdadeiras fontes de doença. O descarte irregular de lixo acaba gerando contaminação de água, solo, ar, fauna e flora, e o impacto disso na população e no sistema de saúde é enorme. Um estudo realizado confirmou que a destinação inadequada dos resíduos, incluindo três mil lixões no País, pode causar prejuízos de US$ 2,1 bilhões em cinco anos para Saúde e Meio Ambiente. De acordo com o especialista do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Ricardo César, a disposição incorreta dos resíduos é muito prejudicial e Alagoas é um dos estados que sofre com isso. Segundo o levantamento, cerca de 75 milhões de brasileiros têm seus resíduos destinados a lixões ou outros locais impróprios. 

Derretimento na Antártica 

Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio (EUA) registraram o derretimento de uma área que é o dobro do estado da Califórnia na Antártica. De acordo com o artigo, ventos quentes do El Niño passaram pela região durante duas semanas em janeiro de 2016. Os dados recolhidos por satélite mostram uma mistura de neve derretida e gelo sobre uma plataforma sólida que canaliza cerca de um terço do gelo que flui do oeste da Antártica para o oceano.

Ondas de calor fatais 

Segundo cientistas do Havaí, mortes por calor podem mais do que dobrar até o fim do século, dependendo dos níveis de CO2. A partir de 37ºC, mecanismos de termorregulação ficam comprometidos, e a umidade agrava o perigo. Devido à mudança climática, até o ano 2100 poderá chegar a 48% da população a porcentagem dos seres humanos ameaçados pela morte devido ao calor, mesmo que haja uma redução drástica das emissões globais de dióxido de carbono.

MP vetada

O presidente Michel Temer vetou integralmente nesta semana, a Medida Provisória que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim. Apesar de também ser uma unidade de conservação, a APA tem critérios de uso mais flexíveis, o que poderia ampliar o desmatamento na região. Em abril, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma nota em que manifestou posição contrária à aprovação do projeto com as modificações do Congresso e informou que recomendaria a Temer que vetasse o projeto As principais diferenças de uma Flona para uma APA são que a floresta nacional permite apenas a presença de populações tradicionais, sendo que as áreas particulares incluídas no seu limite devem ser desapropriadas. A APA admite maior grau de ocupação humana e a existência de área privada.

Captação de água será  suspensa no São Francisco 

Com apenas 12,8% do seu volume útil de água, o lago da Barragem de Sobradinho, que regula todo o sistema hidrelétrico das barragens que formam o complexo de Paulo Afonso e Xingó, de onde são gerados 60% da energia que abastece a Região Nordeste, caminha para o volume morto. Em decorrência disso, a Agência Nacional das Águas (ANA) proibiu que todas as captações de água ao longo do Rio São Francisco, desde a sua nascente em Minas Gerais até a sua foz, entre os estados de Alagoas e Sergipe, sejam suspensas em um dia da semana, começando já na última terça-feira, 20. Somente a água destinada ao abastecimento da população e de animais poderá ser retirada neste dia

Reúso da água

A preocupação com a escassez hídrica e a busca por métodos, tecnologias e políticas que favoreçam o uso da água de forma racional levaram os ministérios do Meio Ambiente (MMA), das Cidades e da Integração Nacional a discutir o reúso da água no Brasil. O reúso de água é o aproveitamento de um recurso hídrico existente – efluente sanitário purificado – para aplicações como irrigação, usos urbanos não potáveis, usos industriais ou recarga de aquíferos. Propostas foram discutidas no Seminário Nacional Projeto Reúso, na semana passada, em Brasília.

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