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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

18/06/2017 - 18:02:59

Pedro Oliveira

A incoerência da “tucanaria”

Pedro Oliveira

BRASÍLIA – Quem assistiu a reunião promovida pelo PSDB para avaliar a posição do partido e sua permanência ou não no governo aqui em Brasília, teve a nítida visão da situação de ambivalência, bem característica do tucanato, com sua marca de ficar sempre em cima do muro. É do caráter partidário esse comportamento ambíguo.

Visivelmente desconfortável com a manutenção do apoio ao governo do presidente Michel Temer, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que sua posição foi vencida pela posição majoritária da Executiva, dos governadores e prefeitos presentes, mas não poupou o governo de críticas.

O próprio presidente da sigla tucana, falando sobre a disposição do partido de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de inocentar a ex-presidente Dilma Rousseff e Temer, reconheceu que é difícil entender o fato do partido continuar no governo e continuar pedindo a cassação do presidente. Como disse, é da índole partidária esse jogo cretino de “ser e não ser”. 

“Com certeza é uma incoerência nossa, mas uma incoerência que a História nos colocou. Esse não é o meu governo. Não é o governo dos meus sonhos, não votei em Dilma nem em Temer, mas estamos aí por causa das circunstâncias, mas não vamos fazer nada que rasgue um pedacinho da Constituição” — bradou um constrangido Tasso, dizendo que o PSDB poderia continuar apoiando as reformas sem os ministros dentro do governo, mas sua posição tinha sido derrotada pela posição majoritária. Tudo um jogo previamente ensaiado e combinado entre os líderes tucanos.

Nem a favor, nem contra

Disse ainda o senador cearense e presidente interino do PSDB: “Achamos que houve corrupção e uso indevido de dinheiro público na campanha de 2014 e não temos que ficar calados. Se cabe um recurso para provar nossa convicção, vamos recorrer. Minha opinião é que tem que recorrer. Continuamos no governo Temer, mas sem renunciar a nossas convicções, que houve corrupção na campanha da chapa”. É a velha e manjada história de ser sempre aliado do poder, mas desde que esse poder esteja em alta. Na verdade desde que surgiram as especulações de cassação, após a divulgação das gravações com o presidente, a velha e conhecida tucanaria começou a dar sinais de abandonar o barco, com alguma resistência principalmente dos que ocupam ministérios.  

Em respeito ao sigilo da fonte e ao anonimato que me pediu um destacado tucano, não revelarei seu nome, mas posso publicar sua “ética” e “coerente” declaração porque votou pela permanência do partido apoiando o presidente: “Política é prestigio, poder a cargos. Como vou sobreviver sem os cargos, prestígio e poder que ser governo me proporciona?” Esse é um autêntico tucano, fiel às suas “convicções”.

Renan está “morto”

Ninguém pode duvidar da força e do poder de articulação do senador Renan Calheiros. Há anos enfrenta duros embates com a ética e a moralidade, com acusações graves de corrupção, formação de quadrilha e todo tipo de sujeira com o dinheiro público. Teve que renunciar ao cargo de presidente do Senado no deprimente e escabroso caso da amante jornalista e dos “bois de ouro” para não ter o mandato cassado. Imaginou-se que sucumbiria e morreria politicamente. Mas eis que ressurge Renan com o mandato renovado que o povo de Alagoas lhe conferiu mesmo que equivocadamente. Conhecedor master do xadrez político, matreiro e bem articulado, costurou sua volta com sabedoria e de novo retorna ao topo do poder, mais uma vez presidindo o Congresso Nacional, se tornando uma das mais influentes personalidades da República. Campeão de processos de denúncias de corrupção na Operação Lava Jato, mais uma vez está ameaçado de perder o poder e o cargo. Em Alagoas sua situação nunca esteve tão ameaçada. Tive acesso a uma pesquisa recente que explode o mito e o homem. Constatei um fato: Renan Calheiros está morto. Será?

Aécio: a família             o conhece

O desembargador aposentado Lauro Pacheco de Medeiros Filho, pai de Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que “falta qualidade moral e intelectual” ao tucano.

Medeiros escreveu, ainda. “Falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”.  

O pai de Fred usou a internet para atacar Aécio. “Aécio: meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo. Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, um mínimo de cerimônia com os escrúpulos”. 

Rui: antecipar é irresponsável 

Estive com o prefeito de Maceió e perguntei se seria candidato ao governo em 2018. Foi taxativo em sua resposta: “Essa é uma questão que não me passa pela cabeça no momento. Quero continuar administrando a capital e fazendo as transformações que há anos precisam ser feitas”. Insisti na pergunta e ele retrucou: “O problema é que algumas pessoas já até anteciparam as eleições do próximo ano e isso é muito ruim, é irresponsável. Chegará o tempo de discutir a pauta de 2018, mas em sua devida e oportuna hora”.

Está certo o jovem prefeito de Maceió, que mais vez dá sinais de maturidade e responsabilidade com a coisa pública.

Em tempo: todas as pesquisas antecipadas mostram uma confortável situação de avaliação do nome de Rui Palmeira.

De olho nos desvios

O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e a comissão de fiscalização do Ministério Publico Estadual de Alagoas (MPE/AL), criada para evitar fraudes com recursos federais destinados às vítimas das enchentes, definiram em reunião com promotores das cidades atingidas e a Defesa Civil Estadual, que manterão a postura inicial de cobrar responsabilidades e adotar ações punitivas para gestores que praticarem má-fé ao informar números superfaturados de pessoas afetadas pelas chuvas. Durante as discussões foram apresentados os dados atuais de desabrigados e desalojados em Alagoas.

Diante do quadro caótico de administradores sem compromisso com a legalidade e a moralidade é preciso estar atento às manobras de alguns que visam se locupletar com o dinheiro público. A verdade é que esses usam a miséria como forma de desviar. (Não são todos, claro).

Conta gotas

PALMEIRA DOS INDIOS em total agitação esses dias, realiza o maior São João de sua história. A prefeitura está resgatando os valores da capital da Cultura Alagoana.

ALAGOAS em mídia nacional negativa mais uma vez nos próximos dias. Vem aí mais um escândalo chapa branca.

POR FALAR em escândalo, por que esse silêncio sobre a fraude do Mestrado da UFAL, envolvendo figuras carimbadas do governo do Estado?

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