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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

18/06/2017 - 17:57:33

O canto do Jaburu

Irineu Torres

A previdência social e o sistema financeiro são duas das instituições brasileiras com potencialidade econômica suficiente para soerguer as finanças públicas do País, haja visto que, o rombo do Tesouro Nacional consubstanciado na dívida pública interna atinge cifras astronômicas que ascendem a casa dos três trilhões de reais. 

Este cenário econômico atribui ao capital financeiro rentista, credor da dívida pública interna, hegemonia econômica e política a ponto de o presidente da República pouco se importar com  popularidade. O que vale é ter sustentação do “mercado”” e, nestes termos, firmar um novo postulado político nacional.

Partidos rompem com o presidente. Mas não rompem com as reformas. 

A mídia dominante é a voz do “mercado”. Os grandes conglomerados de comunicação ficaram independentes das verbas da publicidade estatal mercê dos investimentos financeiros. 

O “pato” ou o rombo do Tesouro Nacional ninguém quer pagar. Os contribuintes estão saturados com a estúpida carga tributária. Os bancos não abrem mão de um centavo de seus lucros.

Nos bastidores já está decidido. A classe trabalhadora através da previdência pública vai pagar o “pato”. Os trabalhadores do Brasil vão arcar com o rombo do Tesouro Nacional. 

Esta expropriação definida nacionalmente chega a Alagoas com um viés oportunista e velhaco. 

O governo do Estado também já elegeu quem vai pagar o “pato alagoano”: Os servidores públicos do Estado.

Sim. Ao alardear que o AL Previdência tem um rombo bilionário, o governo de Alagoas entroniza uma mentira para capitalizar a carteira de segurados dos planos de previdência complementar. O plano velhaco fica evidente.

O itinerário do golpe está traçado. Anuncia o rombo, não paga o abono permanência que geraria economia favorável ao Tesouro e ao AL Previdência, não atualiza monetariamente remunerações, subsídios, proventos e pensões atualmente devidos mas, malandramente, anuncia concurso e, pelo calote, impõe  a abertura das margens e dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal a fim de nomear novos funcionários submetidos a  longínquos tempos de serviço, aposentadorias em idade avançada, pés-na-cova, e proventos e pensões  limitados pelo teto da previdência geral de modo a, compulsoriamente, em meio a “crise”, viabilizar lucrativos planos de previdência complementar.

A previdência complementar, enfim, é um meio juridicamente correto para financiar campanhas eleitorais pós Lava Jato. Caixa 1. De Boa. Longo prazo. Capital inicial zero. Basta uma lei, e tudo certo.

Deste golpe só o Rio de Janeiro escapou. Já está morto.  

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