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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

18/06/2017 - 17:52:52

Recuperação de dependentes químicos auxilia na redução da violência

Entre 2015 e maio de 2017, 8,7 mil pessoas foram encaminhadas para comunidades acolhedoras

Victor Brasil
Comunidades acolhedoras atuam no tratamento e recuperação de dependentes químicos; trabalho ajuda a reduzir violência

Em um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e publicado no Atlas da Violência 2017, Alagoas aparece entre os 10 estados que mais reduziram a taxa de homicídios no Brasil entre 2014 e 2015, quando apresentou uma queda de 16,6% na taxa de assassinatos por cada grupo de 100 mil habitantes.

Dentre os mais diferentes motivos que contribuíram para este resultado está o fortalecimento das políticas sobre drogas, que naquele período contribuíam para a marca histórica de 20 mil dependentes químicos retirados do ambiente de consumo de álcool e outras drogas.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde comprova esta relação entre uso de substâncias psicoativas e violência. Ela estima que em média 35% dos casos de agressões em todo o Brasil são ocasionados pelo uso de álcool e outras drogas. O estudo revela ainda alguns tipos de violência ocasionadas por indivíduos sob o efeito das drogas, como violência doméstica, homicídios, agressões e acidentes de trânsito.

Seguindo estas estatísticas, estudiosos do tema associam que a redução do número de dependentes químicos está diretamente relacionada à prevenção da violência, um fenômeno que pode estar totalmente correlacionado, em Alagoas, contribuindo para os bons resultados na redução da criminalidade.

Somente em 2015, quando a pesquisa do Ipea apontou a maior redução da violência em Alagoas, a Rede Acolhe, coordenada pela Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), acolheu mais de 4,4 mil dependentes químicos, afastando-os do ambiente de vulnerabilidade social.

A partir de então, os números da Rede Acolhe continuaram crescendo e, se somados, entre 2015 e maio de 2017, as 37 comunidades acolhedoras credenciadas pelo Governo de Alagoas já receberam mais de 8,7 mil dependentes químicos de forma voluntária e gratuita.

De acordo com o cientista social e professor da Universidade Federal de Alagoas, Emerson do Nascimento, as políticas sobre drogas desenvolvidas em Alagoas contribuem de forma preventiva e restaurativa, enfraquecendo os caminhos para o mercado ilegal de drogas. 

“Esta é uma das principais estratégias que pode inibir o comércio das substâncias psicoativas. A partir do momento que possibilita a restauração e a recuperação da dependência química, a Seprev está criando formas de prevenir a violência, por meio do enfraquecimento e da diminuição da demanda por drogas”, explicou Emerson do Nascimento.

“Agora estamos, sob orientação do governador Renan Filho, fortalecendo esta política com ações de reinserção social e produtiva, com as quais vamos contribuir para a redução das recaídas, fechar o ciclo da recuperação e colaborar ainda mais com a redução da violência em Alagoas”, enfatizou a titular da Seprev, Esvalda Bittencourt.

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