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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

18/06/2017 - 17:32:23

Gabriel Mousinho

Disputa política

Gabriel Mousinho

A suspensão dos festejos juninos determinada pelo prefeito Rui Palmeira pelos graves estragos causados pelas fortes chuvas caídas recentemente, e também pela morte de oito pessoas soterradas em Maceió, foi ignorada pelo governador Renan Filho, que fez uma festa para anunciar que vai, sim, fazer o São João na capital.

A decisão do governo é uma mistura de tradição junina em Maceió e a disputa política que se dará no próximo ano. Ao anunciar a realização do São João, Renan Filho deixou claro que aproximou músicos e cantores ao seu projeto, embora passasse a ignorar as mortes que ocorreram durante as chuvas e os estragos causados em toda capital.

Observadores políticos analisam a decisão do governador em fazer o São João em Maceió como um fato político, ao ir de encontro à suspensão dos festejos determinada pelo prefeito sob a justificativa de que o momento é de trabalho e de dor e não de festas.

Se por um lado o governo tem o seu direito de manter acesa a chama de festas populares, ao dizer que este movimento é em defesa da cultura do forró e das tradições, por outro há de se compreender que a situação do município é delicada, onde seus dirigentes lutam para trazer de volta à normalidade uma cidade atingida por fortes temporais.

Fica a lição de que é preciso, emergencialmente, se adotar medidas práticas e concretas sobre a situação das encostas em Maceió, problema que vem sendo ignorado pelas autoridades ao longo dos tempos, sempre se esperando, todos os anos, que alguma coisa de pior aconteça. A disputa política de poder deve ser deixada para o momento oportuno, porque, agora, é pensar no que fazer para ajudar a todos 

Refrescada

O julgamento da chapa Dilma-Michel Temer, na semana passada, pelo menos ofuscou, momentaneamente, ações sobre a Operação Lava Jato que avança sobre políticos e empresários inescrupulosos que roubaram o dinheiro da Petrobras. Passados esses momentos, essa semana as operações devem apresentar mais novidades e com certeza mais algumas prisões.

Passando a borracha

A decisão por maioria do Tribunal Superior Eleitoral inocentando a chapa Dilma-Temer, não permitindo se analisar as delações premiadas da Odebrecht, JBS e dos marqueteiros, frustrou a população brasileira, que esperava que se fizesse justiça num dos mais rumorosos processos que já passou pelo TSE. O Tribunal, lamentavelmente, procurou esquecer o que fizeram com esse pobre país.

Manda ameaçado

Embora tenha sido reeleito prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó está com seu mandato ameaçado. A Operação Bola Fora, que mobilizou mais de vinte policiais federais, apreendeu documentos em Boca da Mata e Maceió. Gustavo Feijó é investigado por ter recebido cerca de 600 mil reais para sua campanha oriunda da Confederação Brasileira de Futebol e que não teria sido contabilizado na sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. A revelação foi feita através da CPI do Futebol que teve como presidente o senador Romário Farias.

Escola

O presidente do Instituto do Meio Ambiente, Gustavo Lopes, transferiu para o Ministério Público a responsabilidade de interdição de pequenas casas de farinha no interior do estado, depois de denúncias do senador Benedito de Lira. Ultimamente o governador Renan Filho também havia transferido para sua então secretária de Saúde o pagamento de bolsas de mestrado que terminou com uma Operação da Polícia Federal, onde estão envolvidos auxiliares de sua confiança.

Provocação?

O governador Renan Filho botou um chapéu de couro na cabeça, mandou convidar a imprensa e disse que Maceió não vai ficar sem o seu tradicional São João. Ele determinou a contratação de trios e de artistas pela Secretaria de Cultura logo depois do prefeito Rui Palmeira anunciar que não faria o São João pela catástrofe que se abateu sobre a cidade, mas Renan não quis saber disso.

Situação difícil

A Prefeitura de Maceió vai precisar de muito tempo para deixar a cidade em ordem depois da chuvarada de que foi vítima dias atrás. Ruas e avenidas estão esburacadas e a situação da periferia da cidade é de dar pena. Alguns auxiliares do prefeito Rui Palmeira precisam trabalhar mais e falar menos.

Doce ilusão

Confiando em “pesquisas” feitas recentemente, o governador Renan Filho acredita que sua reeleição será fácil.  Pelo menos tem passado isso para deputados e assessores mais próximos. Pode até ser, mas vai depender de quem será o candidato do outro lado.

Rejeição

O clã dos Calheiros pode ter uma grande decepção nas eleições do próximo ano. Grande parte do eleitorado não quer nem ouvir falar no PMDB depois dos escândalos que pipocaram no país com a Operação Lava Jato.

O grande calo

O caldo pode entornar porque, no PMDB, o próprio governador Renan Filho e o senador Renan Calheiros estão sendo investigados na Lava Jato. Pode não dar em nada, mas pode dar em tudo.

Só Rui e Cunha

O PSDB não ficou por baixo nessas denúncias da Lava Jato. O presidente afastado do partido, Aécio Neves, está pra lá de enrolado. Em Alagoas quem se salva é Rui Palmeira e Rodrigo Cunha, hoje as maiores expressões políticas. Até o ex-governador Téo Vilela anda complicado com as revelações feitas por empresários em delações premiadas.

Vergonha nacional

Alagoas novamente ficou mal na fita, quando se descobriu que as informações fornecidas por alguns municípios sobre as chuvas no estado foram mal contadas. No final das contas, num primeiro momento superdimensioram os estragos para receber mais verbas federais, o que foi descoberto a tempo pelas autoridades. Mesmo assim a imagem de vivaldinos ficou para todo o Brasil.

Candidatura       mantida

O senador Benedito de Lira mandou um recado curto e grosso aos que duvidam de sua candidatura à reeleição para o Senado: “Não costumo fugir da parada. Sou candidato à reeleição e tenho mostrado o quanto já fiz pelo estado de Alagoas e o que ainda vou fazer. Os que não acreditam devem fazer parte do jogo político dos meus adversários”, disparou Lira.

Dobradinha

Uma dobradinha entre Benedito de Lira, Téo Vilela ou mesmo Marx Beltrão, não está descartada para o Senado. Vai depender das conversas e dos apoios, apontam interlocutores dos prováveis candidatos. 

De fora

Uma das possibilidades, se realmente insistir em ser candidato ao Senado, é Marx Beltrão pular fora do caldeirão do PMDB. Aliados do ministro do Turismo acreditam que se ele fizer uma dobradinha com Renan Calheiros sai no prejuízo.

Candidaturas          difíceis

Dois candidatos ao cargo majoritário não é nada fácil de tanger, dizem observadores políticos sobre a dobradinha Renan-pai/Renan Filho. Se acontecer, o resto que se exploda, observam. Em plena campanha à reeleição, Renan procura um aliado para fazer a dobradinha para o Senado.


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