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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

15/06/2017 - 21:54:36

Eleição é novamente suspensa pela Justiça

Rosinha é acusada de usar prestígio político para atrapalhar o pleito

Da Redação
Cancelamento de eleição revolta associados da Adefal; eles protestam em frente à sede do TJ

Ainda não foi desta vez que a eleição na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) aconteceu. O pleito, marcado primeiro para o dia 7 de abril e depois  para última a quarta-feira, 14, foi suspenso devido a uma decisão do desembargador Kléver Loureiro, o que pegou de surpresa os associados que chegavam de todas as partes do estado para escolher a nova diretoria da entidade.

Revoltados com a situação, integrantes da Adefal realizaram um protesto e cogitaram fechar a Avenida Fernandes Lima, via principal da capital alagoana. Mas com a chegada do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar (PM) os ânimos cessaram e os manifestantes seguiram para o Tribunal de Justiça, na Praça Deodoro, Centro de Maceió. Enquanto a maioria protestava diante da sede do TJ e esperava decisão, uma comissão formada por associados e grupo de gerenciamento de crise da PM se reuniu com o desembargador Kléver Loureiro em busca de uma solução. Por enquanto, a promessa de Loureiro foi a de que daria celeridade ao processo. “Na reunião, o desembargador esclareceu as razões da decisão e informou que aguarda a manifestação da diretoria nos autos, para a continuidade normal do processo”, disse a assessoria do TJ. 

Vale ressaltar que na semana passada, o juiz da 5ª Vara da capital, Ayrton Tenório, havia decidido que não há irregularidades na votação e que o processo eleitoral poderia acontecer, colocando um ponto final no impasse sobre a definição da data da eleição, confirmada por ele  para o dia 14, mas  não aconteceu. “Queremos que a eleição seja decidida pelo voto e não por imposição de quem quer que seja”, protestou a associada Elange Bezerra.

Na ocasião da decisão do juiz, a presidente da Comissão Eleitoral da Adefal, Cláudia Edite Romeiro, destacou a importância do despacho do juiz Ayrton Tenório e afirmou que tinha a plena certeza que a Comissão estava agindo dentro da legalidade, já que todos os prazos foram cumpridos. “Estamos aqui para fazer a eleição acontecer dentro da legalidade, não importa o resultado, o que importa é que a vontade do associado seja mantida através do voto”, ressaltou a presidente da comissão.

E foi com sustentação na decisão do juiz Ayrton Tenório que os associados reclamam do processo. Eles afirmam que a eleição foi toda modulada pelo juiz de 1º grau, pois tudo o que ele pediu a comissão eleitoral cumpriu e agora são pegos de surpresa com uma decisão do TJ “por falta de tempo para analisar.” 

Em sua decisão do dia 13 de junho, Loureiro diz que “examinando os autos, verifico que a matéria exige uma análise mais aprofundada, não havendo tempo hábil para tal análise, visto que a eleição está marcada para o dia de amanhã (14/06/2017)”, e intimou o atual presidente da Adefal a cumprir a decisão.

Os associados acusam a deputada Rosinha da Adefal de tentar transformar uma associação que tem história na luta pelos direitos dos deficientes em um curral eleitoral. A associada Elange Bezerra enfatizou que “a deputada Rosinha vem investindo em estrutura, financiamento e prestígio político para eleger o seu laranja Pedro José para voltar a qualquer custo à direção da associação para a qual virou as costas após eleita.”

Durante manifestação dos associados rumo ao TJ, foram exibidos cartazes pedindo imparcialidade no processo eleitoral. Entre os apelos tinha um em que dizia que “deputada Rosinha respeite a vontade do associado.” E outro: “Respeite a pessoa com deficiência”.

Apesar do impasse, a manifestação foi pacífica. “O que esperamos é ter o direito de votar em quem quisermos. Cadê a democracia? Há meses tentamos eleger o presidente e toda vez tem um pretexto para a votação não acontecer”, protestou a manifestante Roseana Alves.

ESTRUTURA 

MONTADA

A estrutura para que os associados votassem foi montada, mas logo desmontada. Duas chapas concorrem à presidência. A primeira é encabeçada pelo atual presidente, João Ferreira. A segunda, que entrou com pedido na Justiça alegando  irregularidades, é encabeçada por Pedro José. Atualmente, a associação conta com 2.143 componentes. 

O EXTRA manteve contato com a assessoria da deputada Rosinha, mas até o fechamento dessa edição não houve resposta.

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