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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 926 / 2017

15/06/2017 - 21:51:25

Prefeito de Boca da Mata vira réu em novo processo

Gustavo Feijó é investigado por caixa 2 em esquema descoberto pela CPI do Futebol

Vera Alves [email protected]
Gustavo Feijó é suspeito de receber doação e não declarar

Figurinha tarimbada em Alagoas frente às sucessivas polêmicas das quais é protagonista, o prefeito de Boca da Mata, Gustavo Dantas Feijó, voltou a ser destaque no noticiário policial de Alagoas na semana passada. O cartola vice-presidente pelo Nordeste da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi alvo da Operação Bola Fora deflagrada pela Polícia Federal na sexta, 9, a pedido da Justiça Eleitoral que o investiga pela suposta prática de caixa 2 nas eleições municipais de 2014.

O esquema de doação irregular pela CBF para a campanha do cartola alagoano foi descoberto no curso das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol no Senado, encerrada no ano passado com a aprovação de dois relatórios. No oficial, apresentado pelo relator Romero Jucá, nem Feijó ou qualquer outro dirigente da CBF foi citado como suspeito de irregularidades, mas no paralelo, de autoria do presidente da comissão, o senador Romário, foi sugerido aprofundamento das investigações envolvendo o prefeito de Boca da Mata.

Conversas por e-mail entre Feijó e Marco Del Nero em 2012, obtidas pela CPI após a Justiça ter autorizado que a comissão tivesse acesso a documentos da CBF, revelaram o acerto feito para doação de R$ 600 mil ao então candidato à Prefeitura de Boca da Mata. Os recursos, contudo, não foram declarados à Justiça Eleitoral, o que levou o então procurador Regional Eleitoral de Alagoas,Marcial Coêlho, a solicitar toda a documentação para a comissão.

Este, contudo, não é o único processo em trâmite na Justiça Eleitoral contra Feijó. Desde 2014 ele responde à Ação Penal 22.484, em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), acusado de injúria contra o ex-prefeito de Boca da Mata José Maynart Tenório. 

Transcorridos quase três anos desde sua instauração, o processo está parado desde fevereiro último, quando foram apresentadas as alegações finais da defesa do cartola alagoano e à espera de uma decisão do atual relator, o desembargador eleitoral Pedro Augusto de Mendonça Araújo.

Trata-se de acusação referente também à campanha de 2012 durante a qual Gustavo Feijó teria proferido ofensas contra o então prefeito –  a quem sucederia como vencedor do pleito. O cartola chegou a ser intimado a comparecer à Polícia Federal para fornecer material de voz a fim de ser comparado com as gravações anexadas pelos denunciantes mas se negou sob a alegação de que não produziria provas contra si mesmo, um preceito previsto na Constituição.

A PF teve, então, de recorrer às redes sociais, inclusive o Youtube, para a análise técnica comparativa.

DE RÉU A VÍTIMA 

Se os processos em que Gustavo Feijó figura como réu andam a passos mais lentos do que os de uma tartaruga, não se pode dizer o mesmo daqueles nos quais é a vítima e autor da ação. É o caso da ação de número 0700165-67.2017.8.02.0005 que tramita na Vara do Único Ofício de Boca da Mata. Na verdade, um termo circunstanciado que tem como réus José Maynart Tenório – o eterno desafeto do cartola – condenado a pagar uma indenização de R$ 3 mil por calúnia.

Maynart, Reginaldo Gomes da Silva e Lucas Antônio Sampaio Ribeiro assinaram o termo se retratando das declarações em redes sociais de que Feijó teria apanhado do advogado Paulo Henrique Alves da Silva, também autor da ação. 

Feijó comemorou e postou os termos da reparação em seu Facebook no mesmo dia da assinatura – 6 de junho – durante audiência presidida pelo juiz Phillippe Melo Alcântara Falcão. 

Detalhe: a ação havia sido instaurada pouco mais de um mês antes, a 3 de maio último.

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