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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 923 / 2017

29/05/2017 - 10:06:14

Surrealismo político

ELIAS FRAGOSO

A roubalheira secular promovida pelos políticos, a corrupção desenfreada patrocinada por governantes nos mais diversos escalões, a insensível e insaciável “fome” de recursos públicos do grande empresariado nacional, a leniência incompetente dos burocratas enquistados na máquina governamental e sua burocracia infernal, uma justiça injusta e sorvedura de recursos públicos para os inflados e injustos super holerites em um país de miseráveis, partidos políticos que são em verdade grandes sinecuras montadas para achacar em benefício da casta política, a presença cada vez mais vistosa do crime organizado dentre os manda chuvas do país, a recorrente onipresença da corrupção até nos mais simples atos do dia a dia, do levar vantagem, o sumiço do patriotismo e dos valores permanentes de uma nação crescentemente enxovalhada e vilipendiada justamente por aqueles que deveriam servir de exemplo e norte para o resto da população, completam o fermento nefasto que tem nos negado o direito inalienável de sermos um grande país, uma grande nação. 

O que está a acontecer de novo na seara política estava escrito nas estrelas. Apeou-se uma quadrilha do poder para que outra assumisse seu lugar. Um ano depois aí está o resultado. Pior, até que o dos petistas levando-se em consideração que justiça, imprensa e até o povo estão muito mais atentos, vigilantes. E o que vemos? O chefe da nação na calada da noite em conchavos  com o maior corruptor em atividade no país. Pior, segundo gravação, atuando em prol dos interesses escusos daquele (o que ele não desmente). Depois ainda tem o até agora mal explicado negócio da mala de 500 mil reais que se transformaria na bagatela de 500 milhões em 20 anos (é a nova modalidade: o achaque de longo prazo, pense). Que pelo volume negociado jamais poderia ser de autoria de um deputado de segunda linha, conhecido apenas como um dos homens do presidente.

Defendendo o indefensável, o presidente e os acólitos do palácio e do Congresso argumentam que a sua saída agora iria atrapalhar as reformas. Coisa nenhuma. Elas já foram mutiladas o suficiente para proteger marajás, a burocracia estatal e sindicalistas de resultados. O que fatalmente exigirá do próximo presidente retomar o assunto com muito mais vigor e amparado no voto popular. 

O que eles não dizem é que não querem perder a boquinha, a certeza de que a manutenção do presidente lhes asseguraria escapar da lava jato e das penas criminais, a garantia da lista fechada que lhes daria de presente à reeleição e a certeza da impunidade. 

Crise econômica? Se o presidente permanecer, aí é que aumentará, pois ele já não reúne condições para liderar nada. O que não se pode permitir é que a canalha ameaçada pela Lava Jato eleja um presidente tampão com os mesmo compromissos do que aí está.

Essa pessoa deve ter como compromisso preparar as eleições de 2018, viabilizar uma constituinte independente, não permitir que esses inimigos da nação perpetrem outros malefícios como a lista fechada e iniciativas similares, que atue em consonância com o que o povo deseja e quer. É ele e não os iluminados de Brasilia que sabe o que é melhor para o Brasil.

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