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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 923 / 2017

29/05/2017 - 10:05:13

O que mudou nos últimos anos?

Jorge Morais

Essa é a pergunta mais equilibrada que deve ser feita por todos. Depois da Operação Mensalão, quando algumas autoridades foram presas, a maior delas José Dirceu, hoje, em casa, desfrutando do dinheiro roubado nos governos do presidente Lula, sendo descoberto, depois, continuar agindo da mesma forma, imaginávamos já ter visto de tudo nesse país. Coisa nenhuma, um ledo engano. Depois, veio a Operação Lava Jato e praticamente o mesmo modo de agir: recursos que seriam destinados para educação, saúde, segurança e, resumindo, no crescimento da nação, foram desviados para políticos e partidos por empresas e pessoas intermediárias dessas negociatas.

E olhe que não podemos esquecer a quadrilha chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. Pois bem, quando eu imaginava que essa crise ia parar depois da Operação Lava Jato, eis que explode essa nova bomba, nitroglicerina pura, até pelos nomes dos envolvidos. Nada que a gente possa imaginar que são pessoas novas nesse negócio sujo. Diferente, apenas, os denunciantes, mesmo que a JBS já tenha sido lembrada há algum tempo, como administradora do Frigorífico Friboi e que havia uma desconfiança na sociedade desse empreendimento de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na verdade, a ligação era outra: dinheiro ilegal; dinheiro de caixa 2; e de notas frias. 

Agora, com mais clareza e até que provem o contrário, surgem os nomes de Michel Temer, Aécio Neves, outros parlamentares, ministros e ex-ministros, com o comprometimento de 28 partidos políticos denunciados pelos empresários da JBS, sujeitos estrategicamente preparados para “ajudar” os amigos e, claramente, serem “ajudados” com o dinheiro fácil que circulava entre eles. Como era de se esperar, todos os acusados se defendem dizendo que nunca fizeram nada “sujo” em suas vidas pessoais e políticas. Desmentem tudo afirmando que nunca fizeram tráfico de influência; que os recursos de campanhas foram declarados e aprovados; e que estão à disposição da justiça.

Se verdadeiras ou não, o problema é que, dessa vez, mais claro que nas operações anteriores, existem gravações de áudio dos acusadores e de vídeo da Polícia Federal como provas contra essa gente toda, especialmente Michel Temer, para calar Eduardo Cunha, e o Aécio Neves. No caso do senador, nas pessoas de uma irmã e de um primo, já presos, com a cobrança de 2 milhões de reais, só esse ano. Mais uma vez, aparecem os nomes de Lula, Dilma Rousseff, Guido Mantega e Antônio Palocci, só para citar alguns mais conhecidos dessas quadrilhas. Finalmente, como vai ficar mesmo esse país?  

Qual a resposta para a pergunta do título desse artigo: o que mudou nos últimos anos? Nada, absolutamente nada. Os caras continuam tramando, roubando e não será nenhuma surpresa aparecer logo outra empresa, outro grupo, outros ou os mesmos políticos envolvidos em mais esquemas financeiros. Chego à lamentável conclusão que tudo isso não vai parar nunca. O que nos separa dessa operação de hoje da JBS para as próximas, são poucos dias mais. Uma delação puxa outra e deveremos caminhar no mesmo caminho de políticos e pessoas desonestas que pareciam honestas acostumadas com isso, e só Deus sabe desde quando.

Contando com o mesmo enredo e os mesmos personagens, resta-nos aguardar os próximos capítulos, para saber quem mais vai ser denunciado, condenado e preso. Pergunto: até quando o presidente Michel Temer vai dizer que tudo é mentira e que as provas não provam nada? Até quando o Instituto Lula vai continuar fazendo a gente de besta na defesa do ex-presidente, atolado até o pescoço em todos os escândalos? E, finalmente, até quando teremos que esperar pelas próximas operações da Polícia Federal? Como diz Alari Romariz: “Só Deus na causa”.

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