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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 923 / 2017

29/05/2017 - 09:49:07

Gabriel Mousinho

Idas e vindas

Gabriel Mousinho

Quando o presidente Michel Temer vaticinou que tivessem calma porque o senador Renan Calheiros era de idas e vindas, ele sabia o que estava dizendo. Crítico feroz do governo contra as reformas trabalhista e da previdência, Renan arrefeceu depois de um regabofe no Palácio do Planalto dias atrás.

Como o presidente da República se complicou com o grampo do empresário Joesley Batista, Renan voltou com a carga toda e pediu sem maiores subterfúgios o adiamento das reformas e a renúncia do presidente Michel Temer. Pela história de dizer uma coisa e fazer outra, não é de se espantar que o líder do PMDB no Senado possa mais uma vez mudar de ideia sobre a situação política no Brasil.

Mas o senador foi mais além, ao sugerir os nomes da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia e, pasmem, do ministro Gilmar Mendes, assim como do presidente do Senado, Eunício Oliveira, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estes dois investigados na Operação LavaJato, para substituir o presidente Michel Temer. A senadora Kátia Abreu também figurou na lista de Renan, que não foi levada muito a sério pela classe política brasileira.

Com esses lances midiáticos, o senador quer se manter vivo e acima de qualquer suspeita, como tem dito frequentemente. Renan já é investigado em mais de 10 inquéritos pela Polícia Federal e pode aumentar o seu currículo com mais alguns depois da delação premiada do diretor da JBS, Ricardo Saud.

Pai da criança

 Como tem mudado rápido de opinião, o senador Renan Calheiros agora quer que Nelson Jobim seja o substituto de Michel Temer na Presidência da República. E se movimenta com habilidade junto a outros senadores para que este projeto seja aprovado. Renan prevê que Temer deixa o governo até a próxima semana.

Jurando inocência

O senador Renan Calheiros tem demonstrado uma frieza impressionante quando o assunto é Lava Jato. Ele disse que “se o delator tivesse ofertado propina para mim ou para outros parlamentares, eu teria mandado prendê-lo”. Calheiros não entrou em detalhes sobre os quase 10 milhões de reais que abocanhou, segundo o diretor da JBS, Ricardo Saud.

Tô fora

Renan, embora esteja sendo investigado em mais de uma dezena de inquéritos, desafia todos a provarem que ele recebeu algum recurso ilícito. Pelo que diz, a responsabilidade por essa celeuma toda é dos delatores quer não merecem credibilidade, do Ministério Público e, consequentemente da Polícia Federal.

Ele comprou?

Segundo Ricardo Saud, que detalhou como as propinas enchiam as burras dos políticos e de alguns executivos, a empresa comprou por 43 milhões de reais cinco senadores na campanha de 2014. Tudo com a participação do ex-ministro Guido Mantega. Entre os senadores, Eduardo Braga, Jáder Barbalho, Eunício Oliveira e Valdir Raupp, também está Renan Calheiros, com a bagatela de 9,3 milhões de reais, mas ele afirma serem revelações fantasiosas.

Previsão

Se o senador Renan Calheiros não ficou rico até agora, deve ficar nos próximos anos, com uma série de ações por danos morais que tem sofrido nos últimos meses com seu nome sendo envolvido na Lava Jato por delatores.

Estrago coletivo

A JBS, de acordo com as declarações feitas pelos partidos políticos à Justiça Eleitoral, também abasteceu campanhas para candidatos a deputados estaduais nas eleições passadas e até vereador. Nos estaduais estão na lista Carimbão Júnior, Thayse Guedes, Ronaldo Medeiros, Ricardo Nezinho, Tarciso Freire e Olavo Calheiros. Eles também participaram da “festa” da Odebrecht.

Também                    beneficiados

Além de Renan Filho e Benedito de Lira, candidatos em 2014, também foram beneficiados com doações Maurício Quintella, Arthur Lira e até Ronaldo Lessa. Todos os citados alegam que as doações foram registradas na Justiça Eleitoral.

Pilantragem

Depois de se atrapalhar no caso da mala que continha propina de 500 mil reais, o deputado Rodrigo Loures, do PMDB do Paraná, deve ter se arrependido e devolveu a preciosidade à Polícia Federal. Mas eis a surpresa: quando a PF contou a grana, faltavam no bolo 35 mil reais que ninguém sabe até agora onde foram parar, a não ser o parlamentar.

Caos no HGE

Diretores do Hospital Geral do Estado foram exonerados no início da semana, mas os problemas estão longe de serem resolvidos. Como sempre, faltam macas, colchões, cama e há pacientes internados sentados no chão. Enquanto isso, muita gente fazendo política com a miséria alheia.

Elogios ao governo

Em plena chuvarada na última quarta-feira, o coordenador da Defesa Civil do Estado, major Moisés, passou mais tempo elogiando o governador Renan Filho numa reportagem de Williams Tavares, na Rádio Correio, do que mesmo informar didaticamente sobre o que fazer em caso de catástrofe. Fica a sugestão de que, num momento de apreensão, não cabe política no meio.

Coerência

Os ministros Maurício Quintella e Marx Beltrão têm defendido com unhas e dentes a permanência de Michel Temer na Presidência da República. Nada mais correto para dois auxiliares que têm feito o dever de casa nos cargos que ocupam.

Alívio dos                    trabalhadores

Os presidentes das federações dos Portuários, Eduardo Guterra, e dos Estivadores, Wilton Ferreira, e da Feccovib, Mário Teixeira, conseguiram que a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) retirasse do projeto de lei a cláusula que permitiria ao operador portuário contratar mão de obra sob o regime de trabalho temporário. Esta cláusula estaria afrontando a lei portuária 12.815/2013 e prejudicando a relação de trabalho nos portos.

O negócio é sério

A cada dia que passa a situação do conselheiro afastado do Tribunal de Contas Cícero Amélio se complica. Agora, com outra denúncia, o Ministério Público pede que ele seja condenado à perda de função pública, pagamento de multa equivalente a cem vezes a sua remuneração e suspensão dos direitos políticos.

Destino incerto

Mesmo que tenha recorrido a instâncias superiores, a situação do desembargador afastado Washington Luiz não é mais confortável do que a de Cícero Amélio. Insistindo na sua inocência, Washington tem comido o pão que o diabo amassou. Suas outrora amizades sumiram como por encanto.

Acabou

Por mais que tente explicar ninguém mais vai na conversa do senador afastado Aécio Neves. Sua carreira política foi por água abaixo depois das denúncias de recebimento de propina de 2 milhões de reais. Nem o PSDB consegue explicar nem defender o homem que disputou a Presidência da República com ares de honesto e bom moço.    

Pingo d’água              

Em Alagoas as operações Taturana, Rodo-leiro, Sanguessugas, Gabiru e outras que até agora não deram em nenhuma cana para os envolvidos, são um pingo d´água no oceano com relação aos escândalos que pipocaram pelo país e atingiram até o presidente da República. Os envolvidos sabem que dificilmente serão punidos com a legislação complacente que está em vigor. E tome roubo!

                                                 

Confusão à vista

A decisão do juiz Marcelo Tadeu de tornar nulos todos os atos da 17ª Vara Criminal da Capital em um processo penal, inclusive desconhecendo escutas telefônicas, vai dar muito que falar na esfera judicial. Tadeu diz, na sua decisão, que a lei estadual que deu amplos poderes à 17ª Vara é inconstitucional. Se isso prevalecer, dezenas de processos se tornarão nulos de pleno direito.


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