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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 922 / 2017

22/05/2017 - 16:52:15

Chega de lambanças!

ELIAS FRAGOSO

A “esperteza” dos coronéis corruptos do PMDB não funcionou. O organizador da saída do PT do governo para a entrada do PMDB, o ex-deputado Eduardo Cunha foi defenestrado da presidência da Câmara e depois, preso. Seis dos líderes da camarilha que haviam sido aboletados nos ministérios (adivinhem pra quê?) liderados pela figura opaca do Sr. Temer foram “saídos” um a um pela pressão popular. Ainda assim faltava serem “saídos” outros oito “ministros” incapazes de sustentar as verdades dos processos a que respondem perante a nação.Um governo de compadrio entre corruptos.

A cada dia, desde o primeiro dia, este governo se apequenava. O que na verdade não era nada para quem já nasceu nanico de credibilidade e do respeito do povo. As incontáveis tentativas de encobrir malfeitos dos asseclas lá colocados; os inúmeros flagrasde ações em prol de interesses corporativistas  quando o povo passa necessidade e o País, sua maior crise dos últimos 100 anos;o aumento e não a diminuição das despesas governamentais; os acordos lenientes com governadores e prefeitos gerando mais despesas sem a contraparte da redução de despesas ou deaumento das receitas; reformas meia boca que (como tenho dito insistentemente)iriam exigir do futuro novo governo começar tudo de novo daqui a dois anos, mostraram com nua crueza o retrato em preto e branco da incompetência eda incapacidade operacional deste péssimo Governo Temer. Ficava a cada dia mais claro: o governo não era a cara da limpeza, estava mais para chefe do lixão.

Sua baixíssima popularidade (menor até que a dela, a coisa que esteve à frente dos nossos destinos até recentemente); sustentado no governo pelo empresariado como “um mal menor”; a enorme incapacidade de articular um único movimento sequer que contasse com apoio das massas. Nada. Tem sido um governo sem face.Ou melhor, sem alma. Sim, falta-lhe alma. E empatia.  Não poderia ser diferente. Esse senhor era o vice-presidente de uma coalizão queera a cabeça de ponte para viabilizar o botim promovido pelos vermelhos e seus acumpliciados aos cofres da nação. E, de repente, passou a ser a “ponte para o futuro” (ou seria a pinguela, segundo FHC?).

A delação dos donos da JBS somente confirmou o que se sabia nos bastidores. A política dos “campeões” setoriais escolhidos pelos petistas nunca passou de uma sinecura a mais para se roubar a nação. O dinheiro lá posto retornava/continua retornando (lembram que seguidas vezes falei que a sangria continuava?) para os ladrões que continuam aboletados nas tetas do governo. Agora também com a ilustre presença do PSDB. 

Comprovada a gravação onde ele, o presidente da República avalizou a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, o Governo Temer acabou na quarta-feira. Na verdade, nem começou. Foi um ano perdido, tal o nível de desencontro entre sua prática política e as propostas gestadas internamente por uma boa equipe, inviabilizadas por suapostura ambígua, falta de carisma e liderança e enorme fragilidade política.

Temos pela frente enormedesafio. O retorno à irresponsabilidade e à corrupção petista-esquerdista está fora de cogitação; a manutenção de um governo “fantasma”  é o mesmo que sinalizar para a ampliação da crise econômica em patamares ainda maiores que osvivenciados atualmente; adefenestração de mais um governo com a assunção do presidente da Câmara dos Deputados, seu substituto legal em caso de impeachment (politicamente inviável, o cara foi colocado lá graças a um arranjo do sogro, que é nada menos que um dos ministros mais enrolados deste atual governo); a antecipação das eleições de 2018 não está prevista na Constituição; os pretensos candidatos a presidente, à exceção do Sr. Dória, têm problemas com a Lava Jato, em maior ou menor grau. 

O que está claro é que “essa versão mais tosca da ponte, feita de restos do conglomerado corrupto que sustentava as administrações petistas, explodiu” nas palavras do colunista político Josias de Sousa. Resta saber agora como o sistema político brasileiro fará a “reciclagem” do lixo implodido. Se para a cadeia ou para o poder. Temos que estar ainda mais atentos que antes. Esse país não suporta mais quatro anos de bandalha. É hora de renovar. De levar novos atores para a cena política e aposentar estes que aí estão, responsáveis diretos por essa sujeirada.

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