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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 922 / 2017

22/05/2017 - 16:51:23

Continua o mesmo mentiroso

Jorge Morais

Além de acompanhar atentamente as perguntas feitas pelo juiz Sérgio Moro e as respostas dadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fiz questão de fazer uma análise pessoal em relação ao passado do Lula, especialmente quando governou o País por duas vezes, ou seja, oito anos, período em que se praticou todo tipo de roubo, esquema e falcatruas da história desse nosso sofrido Brasil. A esse período junte-se os quase seis anos de Dilma Rousseff, que não ficou muito atrás do seu criador que, por sinal, era quem dava as cartas.

Na gestão do ex-presidente Lula ele era conhecido por uma situação que gostava de colocar na mídia: quanto mais denúncias, o presidente nunca viu nada, nunca ouviu nada e nunca soube de nada, mesmo no gabinete vizinho onde todos os esquemas eram montados e muito dinheiro foi desviado, com muita gente que ficou milionária da noite para o dia, exatamente onde José Dirceu despachava, o número 02 da hierarquia petista - já que o número 01 continua sendo o Lula.

Depois dessa desculpa besta do Lula, que só ele mesmo acredita, ou não, vieram as desculpas da ex-presidente Dilma Rousseff. O que dizia a Dilma? Que era uma mulher séria, honesta e que não aprovaria nenhum tipo de desvio financeiro do seu governo. Segundo ela: “Quem estiver envolvido com coisas erradas no meu governo, será demitido e terá que prestar contas com a justiça”. A mulher falava grosso e o Brasil até acreditou. Para se ter uma ideia, a Dilma Rousseff sofreu o impeachment não por desvio de verbas, mas por uma operação bancária sem autorização do Congresso Nacional.

Agora, a “capa” e a “máscara” caíram. O interrogatório do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro mostrou que o Lula continua o mesmo mentiroso de antes. Segundo ele, não participou de nada; não autorizou nada; não mandou ninguém fazer nada errado; que o apartamento triplex não é seu; que a chácara não lhe pertence, além de dizer que a chácara não fazia parte daquele processo que lhe levou ao juiz Moro; que os delatores são mentirosos; que nada daquilo que estava sendo acusado existiu; e tudo era uma fantasia criada por quem roubou o dinheiro e que, condenados, estavam falando aquelas coisas para ter suas penas reduzidas.

O interessante é que essa quadrilha é tão estruturada e afinada nas respostas, que os dirigentes e advogados do famigerado Instituto Lula dizem a mesma coisa; Dilma Rousseff e seu advogado falam o mesmo discurso, como todos os outros petistas que ainda não foram presos ou chamados para depor. Para essa máscara cair está faltando muito pouco: a delação do “italiano” Antônio Palocci, que já se colocou à disposição do juiz Sérgio Moro para isso, diferente do José Dirceu que foi condenado, ficou poucos anos na cadeia e, agora, está em casa, rico e não abriu o “bico” para entregar seu chefe maior, o Lula.

A delação do ex-ministro de Lula e Dilma, o Palocci, que está preso em Curitiba, deverá proporcionar a maior audiência já vista até hoje nos noticiários políticos e policiais da mídia brasileira. Esse Ibope teria sido alcançado se o Zé Dirceu tivesse feito a delação, mas preferiu ficar calado, protegendo a tudo e a todos. A bem da verdade e da solução de todos os casos, é melhor que o juiz Moro faça logo isso, antes que o Gilmar Mendes e sua tropa de ministros do Partido dos Trabalhadores no Supremo Tribunal Federal (STF) entrem em ação e antecipem a liberdade dos petistas presos, como fizeram com o José Dirceu.

Dessa vez, quero ver o Lula, a Dilma, o Instituto Lula e toda essa cambada envolvida nos esquemas da Petrobras, construtoras e bancos oficiais dizerem que é tudo mentira, como fizeram até agora. Se não foi com o Zé Dirceu será com o Palocci, braços direito e esquerdo dos crimes e roubos nesse País.  

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