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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 922 / 2017

22/05/2017 - 16:50:28

Imóveis abandonados preocupam população de Maceió

Focos do mosquito são encontrados por toda a capital alagoana

Maria Salésia [email protected]
Mansão abandonada no Stella Maris, em Maceió, é um possível foco do mosquito Aedes Aegypti

O grande número de imóveis abandonados são os principais focos do mosquito Aedes Aegypti, o que tem preocupado a população de Maceió. A Ponta Verde é a localidade de maior percentual do Índice de Infestação Predial (IPP) – 9,29% – com focos encontrados principalmente em depósitos fixos. O bairro é apontado ainda como o maior índice por área, seguido pela Pajuçara.

Dados divulgados no final de abril deste ano pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que a maioria dos focos dessa área foi detectada em tanques de canteiros de obras e piscinas de imóveis fechados. Quem merece atenção pelo alto índice de infestação são os bairros de Garça Torta, Jacarecica, Cruz das Almas e Mangabeiras, somando um percentual de 3,4%. O Centro e Jaraguá também aparecem na lista dos mais afetados.

De acordo com o Boletim Epidemiológico referente à 16ª Semana Epidemiológica (período de 16 a 22 de abril) em 2017 foram notificados 135 casos de dengue em Maceió. No mesmo período de 2016, foram notificados 1.654 casos da doença. Já em relação à Febre Chikungunya, o documento aponta que este ano foram notificados 107 casos. Em 2016, foram notificados 5.558 casos, sendo 4.052 confirmados.

Em relação a Zika, o boletim aponta que foram notificados 31 casos suspeitos, sendo 23 confirmados por critério clínico-epidemiológico. Os demais estão sob investigação. Em 2016, foram notificados 5.982 casos suspeitos, 161 deles confirmados por laboratório.

MANSÃO 

ABANDONADA

Os dados merecem atenção e cuidados redobrados. Apesar de tantas pessoas afetadas com a doença, uma boa parcela da população ignora o problema. É o caso de uma mansão no Stella Maris, que se encontra abandonada por muito tempo. A piscina de água esverdeada é um dos exemplos de chamariz para o mosquito. Segundo a funcionária pública Cida Cortez, a casa fica nos fundos do prédio em que ela reside e há cerca de um ano foi vendida, mas ninguém apareceu para demolir ou fazer manutenção. Ela argumenta que o marido e o filho já foram vítimas do mosquito, o que reforça a possibilidade de que o foco esteja na residência ao lado. 

A funcionária pública afirmou que na região os casos de dengue, zica e chinkugunha estão cada dia mais evidentes e não sabe a quem recorrer. E lamenta ter que conviver com o problema, pois, tenta localizar os novos donos do imóvel, mas não consegue. “Há muito tempo a mansão está fechada, a piscina abandonada e ninguém faz a limpeza. A informação é que no local será construído um prédio, mas até lá a situação pode se agravar”, criticou. Ela apela que os responsáveis limpem a área ou façam qualquer coisa para que o mosquito não prolifere cada vez mais e venha ocorrer uma epidemia.

O imóvel em questão fica localizado na Rua professora Edite Brandão Nogueira, na Jatiúca. No local aparece uma placa de anúncio da Cerutti Engenharia. A reportagem do jornal EXTRA tentou contato com o responsável pela construtora, mas a informação foi de que uma pessoa de nome Maciel poderia falar. Foram feitas ligações para o número do celular repassado, mas ninguém atendeu ou retornou as chamadas.

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