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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 921 / 2017

16/05/2017 - 06:58:33

Gabriel Mousinho

Nas mãos do crime

Gabriel Mousinho

A maior bandeira publicitária do governo de Alagoas, o combate à criminalidade, aos poucos vai caindo por terra, diante da constatação de que o número de assassinatos quadruplicaram nos últimos quatro meses.

Parece que somente agora as autoridades entenderam que a situação é grave e delicada. Alagoas, conforme dados publicados pelo Ministério Público de São Paulo e divulgados pela Folha, já alcança o 4º lugar no ranking de marginais de organizações criminosas, na frente de estados infinitamente maiores.

A pergunta agora de todos os alagoanos é o que fazer? O governo comemorou várias vezes a diminuição de crimes de morte numa maneira de fazer propaganda do Estado, mas não previu que, se não tomasse medida mais rígida com a segurança pública e políticas sociais, iria para o fundo do poço.

Surpreendentemente, Alagoas tem mais integrantes do PCC – 1.263 -, do que muitos estados considerados de maior potencial, a exemplo de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e até mesmo do Rio Grande do Norte onde aconteceu recentemente uma tragédia nos presídios locais. Somente nos últimos quatro meses foram assassinadas 765 pessoas, estatística estarrecedora para o seu número de habitantes.

O que falta, e todos nós sabemos disso, é uma política definida de segurança pública aliada ao combate ao analfabetismo e àgeração de emprego e renda. Sem esses requisitos, não adianta muito colocar polícias nas ruas porque não vai resolver o problema. E o governo deve saber disso.

Apertando a corda

O já bastante endividado Estado de Alagoas se prepara para mais uma investida no mercado financeiro. O governador Renan Filho está trabalhando para contratação de empréstimos na ordem de 620 milhões de reais, sob a alegação da necessidade de novos investimentos para a geração de emprego e renda. Nesta crise sem precedentes, é muita coragem do governo se endividar ainda mais, enfrentar reajustes salariais das categorias e contratar professores e mais policiaismilitares.

Pegou mal

A notícia de que 317 membros do Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas ganham mensalmente a bagatela de R$ 4.377,73 somente com auxílio-moradia, indignou quem teve acesso à matéria publicada na Tribuna Independente. Afinal de contas, se vive num estado onde a maioria é pobre e miserável. Em muitos casos esses servidores sequer moram no lugar para onde foram escalados.

Sem freio

A segurança pública em Alagoas vai de mal a pior e Maceió foge do controle onde a situação é bem mais grave. Pelas estatísticas, de julho do ano passado a abril de 2017, Alagoas teve um aumento de assassinatos de 15,4% e a capital pulou para 45,5%. Somente no último mês de abril se matou 163 pessoas no estado. É por isso que o governador deixou de dar como referência de seu governo o combate à criminalidade.

Ele volta, diz Temer

O afastamento do senador Renan Calheiros da base do governo é apenas uma questão de tempo. Quem garante isso é o próprio presidente Michel Temer. Segundo ele, em entrevista à Rede TV na semana passada, Renan está preocupado com suas bases eleitorais em Alagoas. “Eu compreendo isso. Renan é de idas e vindas”, disse o presidente. Eleitoralmente, o senador não anda bem das pernas nas avaliações feitas por institutos de pesquisas sobre sua reeleição em 2018.

Crise na saúde

Enquanto o governador anuncia a construção de novos hospitais na capital e no interior, os que estão funcionando sofrem críticas contundentes da área da saúde sobre a falta de medicamentos e infraestrutura, como é o caso do Hospital Geral. Se chegou ao ponto de o próprio servidor comprar remédio para o paciente e o desabastecimento é visível no maior hospital de urgência do Estado.O Conselho Estadual de Saúde está apurando se o governo está mesmo repassando o percentual definido por lei para os hospitais.

Delação da OAS

A delação da OAS que envolveria o ministro Humberto Martins e seu filho, o advogado Eduardo Martins, tem deixado o Judiciário de orelha em pé. 

Difícil volta

Há quem aposte que o desembargador Washington Luiz não volta mais para o Tribunal de Justiça de Alagoas. Já tem gente trabalhando e de olho na vaga dele. Desde que foi afastado, o mato cresceu na porta do desembargador e os “amigos” de outrora desapareceram de sua vida social.

Ninguém              entendeu

Até agora ninguém entendeu porque o apartamento do deputado Inácio Loiola, irmão do desembargador Washington Luiz, foi alvo de busca e apreensão por parte da Operação LavaJato. Se fosse somente por ser próximo ao senador Renan Calheiros, com certeza outras pessoas também estariam na mira da Polícia Federal.

MP político

Do senador Renan Calheiros numa entrevista à Revista dos Municípios: “Quando se tem um Ministério Público fazendo política, ele perde o seu limite”.

Nepotismo

Os vereadores Fernando Filho, do PSB, e Fábio Gaia, do PP, pegaram no pé do prefeito de Murici, Olavo Calheiros Neto. Eles denunciaram e o Ministério Público está investigando a suposta prática de nepotismo naquela prefeitura. O promotor Antônio Luis Vilas Boas quer saber quais os cargos que exercem Cid de Cerqueira Calheiros, Enéas Manoel Melo Damasceno, Remi Vasconcelos Calheiros Filho, Vilma Leão Calheiros, Bruna Vanessa Melo Damasceno e Camila Aragão Calheiros. O prefeito só tem esta semana para prestar informações ao Ministério Público.

Morte no trânsito

Mesmo com um trabalho eficiente realizado pelo Departamento de Trânsito do Estado, as estatísticas de mortes violentas estão cada vez mais preocupantes. Somente em 2016, 22 mil pessoas foram vítimas de acidentes, entre os quais houve 688 mortes. Mesmo assim os resultados indicam que houve uma redução de 22% no número de vítimas por acidente. É, pode ser.

O preferido

Se dependesse da família Calheiros, a dobradinha para o Senado seria feita com o deputado Ronaldo Lessa. A informação de bastidores é que Marx Beltrão pode fazer um calo de sangue, mas não tem bagagem suficiente para disputar o Senado. Como Ronaldo faz parte do grupo político de Rui Palmeira, a equação está difícil de ser resolvida.

Caindo fora

O deputado Cícero Almeida não quer mesmo ficar no PMDB. Ele quer estar longe das confusões do maior partido do Brasil. Bastam as confusões em que se meteu com a história do PRTB que briga pelo seu mandato, em Brasília, e a velha e conhecida Máfia do Lixo, que ele responde no Supremo Tribunal Federal por ter foro privilegiado.

Ninguém leva a sério 1

A Câmara Municipal de Maceió tem perdido grandes oportunidades de ficar calada. Esta proibição de cobrança nos estacionamentos através do projeto do vereador Silvânio Barbosa foi considerada uma piada. A população acreditou e deu no que deu. A matéria é inconstitucional, decidiu por unanimidade o Tribunal de Justiça. 

Ninguém leva a sério 2

O mais surpreendente de tudo isso é a Procuradoria da Câmara não alertar aos vereadores, ou pelo menos ao vereador autor do projeto, que a matéria era inconstitucional e não deveria sequer ser levada ao plenário. Ficou mal a Câmara perante toda a sociedade, que passa a não acreditar mais em medidas de caráter eminentemente populistas.

Meia volta

O senador Renan Calheiros admitiu que as reformas são necessárias e, de acordo com noticiário nacional, “baixou o tom” no encontro dos senadores do partido com o presidente Michel Temer, que havia dito que Calheiros é de “idas e vindas”. O senador preferiu não arriscar o cargo de líder da bancada no Senado.

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