Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 920 / 2017

08/05/2017 - 16:11:02

Secretaria da Mulher consolida avanços e tem como meta a humanização

Há 10 meses no cargo, Cláudia Simões diz que Semudh existe e promove ações relevantes

Maria Salésia [email protected]
Cláudia Simões comemora ampliação das atividades desenvolvidas pela Secretaria da Mulher

Órgão essencial para a eliminação das desigualdades de gênero, a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas (Semudh) conseguiu ampliar o escopo de atuação na defesa das mulheres e tem como meta a humanização em suas áreas de atuação.  Há 10 meses à frente da pasta, Cláudia Simões comemora os avanços e afirma que a secretaria existe e promove ações relevantes. Mas, apesar dos esforços, os números da violência contra a mulher aumentaram. Segundos dados da Polícia Civil, em 2016 foram registrados 7.870 ocorrências, 49% a mais se comparado ao ano de 2015, que foi de 5.273. O argumento é de que hoje as mulheres se sentem mais seguras para procurar ajuda.

A secretaria tem passado por modificações e na atual gestão trabalha com quatro linhas de ação: Mulher, Direitos Humanos, Pessoas com Deficiência e Procon. Mas não impede de promover outras ações de interesse de seu público alvo. E é o que faz a secretária Cláudia Simões e sua equipe.

A parceria com o Procon é comemorada pela secretária. Ela afirma que a superintendência do órgão foi entregue a um técnico competente que interiorizou os serviços e na sede, em Maceió, existem salas específicas para cada área de atuação. “Em nossa gestão temos pessoas capacitadas para tratar as outras pessoas com respeito e dignidade”, afirmou Simões.

Em relação aos direitos humanos, a secretária disse que possui uma equipe multiprofissional e que trabalha em articulação com outras secretarias para que seja garantido o direito das pessoas, sejam quilombolas, indígenas, LGBT, religiões de matrizes africanas, entre outros. Nesta área, um dos avanços foi a inclusão de nomes sociais de transexuais e travestis que podem circular nas Secretarias da Mulher e na de Saúde do Estado com a nova “identidade”.

Claudia Simões argumenta que os conselhos marcam as ações da pasta. Neles, a sociedade trabalha em conjunto. Vale ressaltar que a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos conta com a Superintendência de Políticas para a Mulher, voltada para a proteção e defesa dos direitos das mulheres, e com a Central da Mulher e dos Direitos Humanos, espaço onde a mulher recebe o atendimento, inclusive encaminhamento jurídico, prótese, cadeira de rodas, entre outros. O espaço fica na Rua Augusta Cardoso, S/N, bairro da Jatiúca, Maceió, e conta com equipe multiprofissional. “A mulher entra lá e sai assistida. Uma das nossas conquistas é ter articulado a rede de combate à violência contra a mulher”, comemorou.

E o que dizer do Centro de Interprete de Libras (CIL) que dos anos de 2015 para 2016 teve um aumento no atendimento de 587%. Através do 3315-1740, as pessoas ligam e o Centro disponibiliza um profissional onde for solicitado. Assim, se o deficiente auditivo decidir casar e precisar de alguém para intermediar o diálogo durante a cerimônia, ou em caso de parto e até mesmo acompanhamento em delegacias, um profissional será disponibilizado de imediato.

Outro avanço acontece com as pessoas com deficiência que podem contar com uma superintendência. Nesta área uma das conquistas foi a Rede Alagoas Inclusiva - Reali-, coordenada pela Semudh, que garante o acesso das pessoas com deficiência aos direitos humanos e à cidadania, assegura um sistema educacional inclusivo, aumenta a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, amplia e qualifica a rede de atenção à saúde desse público, além de combater qualquer abuso ou violência. “Acessibilidade e inclusão é primordial para que as pessoas não deixem de ir aos lugares por falta de acesso. É o direito de ir e vir”, afirmou.

MARIA DA PENHA

O Programa Maria da Penha vai à Escola, desenvolvido pela Semudh, é outra ação que enche de orgulho a secretária. Ele busca prevenir e reduzir os números de casos de violência contra a mulher. Através de ações desenvolvidas nas escolas são trabalhados temas que envolvem gênero e violência, a fim de que haja mudança comportamental. 

O (Re)pense, parceria com a Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), e Defensoria Pública do Estado (DPE), trabalha a ressocialização do agressor. Nele, é oferecido atendimento preventivo psicossocial para evitar a reincidência. “É preciso também trabalhar o agressor para que ele não faça novas vítimas e se torne um ciclo vicioso”, alertou a secretária.

O trabalho também se estende para o interior do estado e áreas rurais. Há ainda a divulgação do 180, instrumento importante no combate à violência. Através dele, a mulher pode fazer denúncias de qualquer lugar do país.

A parceria é vasta e por conta disso os serviços são descentralizados. Mas a secretária afirmou que sempre está junto acompanhando as ações. E são atividades de capacitações de funcionários para atender esse público, são ações de humanização realizadas nas grotas ou até mesmo trabalhos com as bases comunitárias e outras ações que façam valer a Lei Maria da Penha.

ENCONTROS

De 26 a 28 de maio a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas promove o encontro de travestis e transexuais no estado. O local ainda será definido, mas os interessados devem procurar a sede da secretaria para mais detalhes. Já a Conferência Estadual de promoção da Igualdade racial acontece no mês de agosto deste ano, em Maceió. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia