Acompanhe nas redes sociais:

17 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 920 / 2017

08/05/2017 - 16:08:19

A etiqueta e a ética de um profissional de restaurante

JANIO FERNANDES

Quando entramos em um estabelecimento, a primeira sensação pode condicionar o resto da nossa estada. Esse primeiro contato, junto com a recepção e a saudação, nos dão as primeiras impressões do lugar. 

É nesse primeiro momento que aqui entra a figura do maitre. Porque esta é uma das principais funções de um maitre, ou de um gerente de salão de um restaurante. É ele quem geralmente recebe os clientes e transmite as primeiras impressões do local. No entanto, esta é apenas uma das muitas tarefas importantes que ele terá como anfitrião. 

O maitre é o responsável por toda operação e funcionamento do salão, como se orquestrasse a equipe do restaurante para que a experiência do cliente seja perfeita. É o profissional que possui várias habilidades e trabalha focado em fazer com que o cliente tenha satisfação ao final de tudo, pois quem frequenta um restaurante sempre terá uma expectativa de satisfação.

O bom maitre é observador e analista. Conhece seus clientes. Cuida do restaurante e sabe se comportar em momentos de pouca ou muita tensão. É estável e, por natureza simpático e atencioso, porque encontra no serviço um tipo de realização pessoal. Quase como se isso lhe fosse uma vocação. 

Por ser o responsável pela equipe, tem espírito de líder, associado à capacidade inata para a liderança. Porém, sabe como ser diplomático para garantir a união da equipe. Mas também tem uma grande capacidade de improvisação, um ótimo repertório e excelente memória, o que ajuda muito em sua habilidade de reconhecer clientes e oferecer o tratamento adequado a cada um deles.

O maitre é, por excelência, o intermediário entre o salão, a cozinha e o proprietário. Ele tem visão suficiente para satisfazer os gostos e necessidades dos clientes, as expectativas do empresário e de seus subordinados. 

Deve ter uma imagem impecável, porém não necessariamente me refiro àquela imagem estereotipada do início do século passado. Aquele maitre imortal, sério e impecável, vestido com fraque e gravata borboleta. Isso está em desuso e os novos tempos já abriram espaço para um outro perfil de profissional mais moderno e atual. Mas, sem perder a elegância, a educação, a discrição e o dom da conquista que são características desse profissional. 

Todas essas qualidades que cito acima se traduzem em clientes satisfeitos. E clientes satisfeitos são clientes fiéis. Estes clientes habituais se convertem em embaixadores do estabelecimento e são eles que dão vida e continuidade ao negócio que é o objetivo de todo empreendedor. 

Apesar da importância que percebo de um estabelecimento ter um maitre, os tempos mudaram. E a visão, tanto dos empresários como dos profissionais e também dos clientes, altera as exigências e fazem com que nem todos os restaurantes precisem desse profissional.

Isto leva, ou força um restaurante a prestar outro tipo de serviço. Tudo que falo desde o início desse texto é para que nos perguntemos: de onde vem essa figura, onde está agora e se podemos prever seu futuro?

Esse é meu sentimento. Essa pergunta nos convida a refletir sobre a situação atual da profissão de uma figura indispensável, quando nos referimos à etiqueta e à ética do “bem receber” em um restaurante. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia