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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 920 / 2017

04/05/2017 - 18:20:05

Transporte gratuito para cortejo fúnebre pode virar lei

Aprovação de projeto de autoria da vereadora Fátima Santiago divide opiniões

Maria Salésia com assessoria [email protected]
Fátima Santigo propõe transporte gratuito para cortejo fúnebre

A aprovação do projeto de Lei da vereadora Fátima Santiago (PP) que obriga a gratuidade de transportes coletivos para atender a cortejos fúnebres tem dividido opiniões. Santiago defende que despesa com transporte é sempre um problema para as famílias de baixa renda quando se encontram em situação de luto.  Há quem diga que os parlamentares deveriam se preocupar em defender transporte coletivo de qualidade e preço acessível aos usuários.

Em sessão realizada no último dia 18 o projeto foi aprovado em 2ª discussão. Se sancionada pelo Executivo, a lei obrigará que toda empresa licenciada para o transporte coletivo urbano de linha convencional (executivos e alternativos) passe a ceder uma cota diária de 1% (um por cento) das viagens de seus veículos para acompanharem cortejos fúnebres de caráter comunitário.

A vereadora reconhece que algumas empresas do sistema de transporte urbano já mantêm a prática de ceder eventualmente veículos de suas respectivas frotas para atender um ou outro pedido para deslocamentos em cortejos fúnebres, mas ainda não é o suficiente. “Hoje, esse é um ato exclusivamente voluntário por parte das direções dessas empresas, que normalmente dependem do pedido de alguém que tenha algum tipo de influência, amizade ou relacionamento de negócios com esses empresários”, afirmou Santiago.

O assunto foi divulgado também nas redes sociais da vereadora. Com o tema “Fátima Santiago quer ônibus gratuitos para cortejos fúnebres”, ela divulgou seu projeto de lei em sua página do faceboock e convidou aos seguidores a saber mais acessando o site: http://fatimasantiago.com/imprensa/fatima-santiago.

SEM DEBATE

A reportagem do jornal EXTRA manteve contato com representantes de empresas de transporte público de Maceió, mas ninguém quis se pronunciar oficialmente. A unanimidade foi de que quando os serviços são solicitados elas nunca se negam a atender. “Já fazemos isso. Não sei por que houve essa tramitação, pois todas as empresas prestam esse serviço nas comunidades”, disse um representante que não quis se identificar e nem autorizou divulgar o nome da empresa. Ele acrescentou que como o assunto é recente, ainda não pararam para debater sobre este projeto de lei da vereadora.

Outro assunto em questão foi o de qual seria o valor do translado de corpos para os vários cemitérios da capital. No entanto, a resposta da empresa que foi questionada é de que não presta este tipo de serviço.

Para a moradora da parte alta da cidade, Cícera Oliveira, o projeto não tem sentido. Segundo ela, a vereadora deveria se preocupar em defender os interesses da população e não buscar criar lei sem sentido. “Nós vivos precisamos de transporte de qualidade, escola, saúde e de pessoas que de fato nos representem. Esse projeto só pode ser piada”, criticou.

Nas redes sociais o assunto tomou maior dimensão. Um internauta brincou e disse que vai faltar ônibus para a população porque todos os dias morrem várias pessoas. “Precisamos de projetos que agreguem valores”, defendeu. Outro, apenas comenta que “isso é uma piada”. Há quem diga que a iniciativa é válida e elogia o Projeto. “No momento em que perdemos uma pessoa da família qualquer ajuda é sempre bem vinda”. Assim, diante de tantas manifestações se a Lei vai ser sancionada é outra história. Até então, algumas pessoas entrevistadas não veem muito sentido na proposta e outros defendem.

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