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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 920 / 2017

04/05/2017 - 18:07:38

Prefeitos pedem ajuda do governador de Minas para reativar usinas

Encerramento de atividades da Triálcool e Vale do Paranaíba prejudicou a economia local

José Fernando Martins [email protected]
Prefeito da cidade mineira de Ipiaçu, Leandro Luis de Oliveira afirma que situação dos municípios é preocupante

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu das mãos do prefeito de Ipiaçu (MG), Leandro Luís de Oliveira, um documento que pede ajuda quanto às usinas Vale do Paranaíba e Triálcool, pertencentes à Massa Falida da Laginha e localizadas nas cidades de Capinópolis e Canápolis, respectivamente. Com o fechamento dos empreendimentos, municípios da região amargam com a queda da economia e o desemprego. “Pimentel se comprometeu em ser mais um parceiro nessa luta, que também é de suma importância para o estado de Minas Gerais”, disse Oliveira. 

O petista demonstrou interesse em resolver a questão. “Este é um setor importantíssimo para Minas Gerais e para o Brasil, responsável pela produção de álcool e açúcar e, agora, também de energia”, afirmou Pimentel. O encontro ocorreu no dia 28 de abril, mesma data em que deveria ter acontecido a abertura das propostas de compra das duas unidades mineiras na cidade de Coruripe (AL). 

Enquanto em Minas Gerais o “sonho” era para que as usinas voltassem à ativa, em Alagoas a realidade foi diferente. A reunião em Coruripe foi encerrada sem propostas durante audiência marcada para que se manifestassem os interessados em adquirir tanto a Triálcool quanto a Vale do Paranaíba.

 A audiência ocorreu no Fórum de Coruripe com a presença dos juízes responsáveis pelo processo falimentar: Phillipe Alcântara, Leandro Folly e José Eduardo Nobre. Também participaram credores, membros do Ministério Público de Alagoas que atuam no processo de falência da Laginha e representantes da administração judicial da empresa, além de representantes da atual administradora judicial, a  Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda. 

Os magistrados responsáveis pelo processo de falência da Laginha explicaram que para a próxima tentativa de venda, o procedimento adotado será o leilão. Nos próximos dias, os juízes indicarão o leiloeiro responsável.

Os irmãos Lourdinha e Guilherme Lyra, pelo menos desta vez, falharam ao tentar suspender a audiência. A dupla tinha entrado com um agravo na Justiça alagoana para adiar mais uma vez a possível venda das usinas.  Eles argumentam que é necessário uma reavaliação dos bens, já que o valor de venda anunciado – R$ 227,7 milhões para a Triálcool e R$ 211,3 milhões para a Paranaíba – data de outubro de 2014. 

Conforme as prestações de contas disponíveis no site www.grupojl.com.br, em fevereiro, último mês atualizado, as despesas com a usina Triálcool chegou a R$ 46.502,87. Já a Vale do Paranaíba, o valor foi de R$ 23.966,10. Os valores englobam custos com vigilância, combustíveis, taxas, serviços de conservação, entre outros. 

LAMENTOS

O setor sucroenergético em Minas Gerais conta com 34 usinas produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade, localizadas em 26 municípios e que geram 184 mil empregos diretos e indiretos. A área plantada, de cerca de 970 mil hectares, está distribuída em 130 municípios, com mais de mil produtores rurais fornecedores de cana.

Durante reunião no início do mês de abril, prefeitos das cidades mineiras debateram os efeitos do encerramento das atividades das usinas Vale do Paranaíba e Triálcool. 

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Capinópolis, Ivo Américo, “em 2012, o horizonte que anunciava o futuro, perdeu sua cor e uma grande crise financeira se abateu sobre o Grupo João Lyra, afetando diretamente o pagamento salarial dos colaboradores que prestavam serviços à unidade sucroalcooleira. Em 2013, a crise se aprofundou e as atividades foram encerradas definitivamente. Nossa gente perdeu o emprego, nossos amigos tiveram de ir embora em busca de sobrevivência. Nosso comércio viu a locomotiva da prosperidade econômica se estagnar”.

INDEFINIÇÃO EM ALAGOAS

Como já publicado pelo EXTRA, o governo do Estado e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) divergem quando o assunto é reforma agrária nas terras da Usina Laginha. O TJ-AL irá acionar a atual administradora da massa falida do Grupo João Lyra, a empresa Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda, para analisar a destinação das terras da usina para a reforma agrária.

Em contraponto, Renan Filho promete que a aquisição das áreas de usinas do Grupo João Lyra será “a maior reforma agrária da história de Alagoas. É uma coisa muito simbólica e eu, como governador, já tenho trabalhado para que a gente caminhe nessa direção e faça uma reforma que permita àqueles que não têm acesso à terra que sejam assentados, que tenham condição de produzir”.


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