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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 919 / 2017

02/05/2017 - 09:16:38

O que será do Brasil?

Alari Romariz Torres

Estou cansada de ver e ouvir casos mirabolantes de excessivas delações premiadas. Jamais imaginei que políticos e empresários tivessem chegado ao cúmulo do cinismo e de tanta corrupção.

Nos idos de 50 as eleições transcorriam sem grandes escândalos. Nada de compra de votos, dinheiro público na jogada, “laranjas”, redutos eleitorais.  Lembro-me de homens conhecidos por suas ações, suas palavras, seu comprometimento com o povo.

Hoje, para se eleger, o candidato precisa entrar no sistema sujo implantado no Brasil inteiro de 1970 para cá. Quem não tem um padrinho que traz recursos de Brasília dificilmente será eleito. Os partidos políticos têm dono e os afilhados esperam de boca aberta a chegada do padrinho famoso.

Claro, aparecem exceções, mas não sobrevivem por muito tempo; são engolidos pelas raposas velhas. Dizem os mais sabidos: São candidatos de uma só eleição.

Tudo isso foi levando o país ao fundo do poço. Atualmente, não sabemos dizer quem seriam os novos líderes destinados a tirar o Brasil de tanta sujeira.

Em minha infância podíamos falar de homens de bem envolvidos na política. Mas, com as delações premiadas no momento atual, sempre pergunto: quem vai escapar? Criaturas, tidas como sérias, saíram em várias listas. Assusto-me de vez em quando. Por exemplo: quem diria que Marina Silva teria recebido dinheiro da Odebrecht? Quase caí da cadeira!!!

Temos sempre que chegar a Alagoas. Qual o político que não recebeu propina ou verba de campanha? Impossível, nos tempos de hoje, entrar numa eleição e sair vitorioso sem receber ajuda de fora. Aí é que reside o perigo: donde e como vem a célebre verba de campanha?

Fiquei assustada quando ouvi um delator dizer que “deu dinheiro” aos deputados federais de oposição para derrubarem a Dilma e trazerem o Temer para ser presidente!!! Nada se faz politicamente no Brasil, sem a interferência do vil metal!

Os grupos de senadores, deputados federais e estaduais são divididos pelos partidos e poucos escaparam das delações premiadas. São ministros e até o próprio presidente citados. O que fazer?

Haverá cadeia para tanta gente? Até quando a Lava Jato sobreviverá? Todos os culpados serão punidos? Já ouvi falar na imprensa que até o Judiciário será envolvido nas delações.

E, de madrugada, acordo e vou pensar na possível solução desse nó de delações premiadas. Não vejo ninguém capaz de assumir a Presidência da República após o Temer. Não porque ele seja um bom gestor. Talvez sofrível, mas entrou na dança das cadeiras com seus ministros.

O Congresso Nacional é um caldeirão de indiciados! Por lá só se salvou o Tiririca! Declarou-se o palhaço-deputado indignado com tanta corrupção.

Os Estados estão falindo, as empresas não sobrevivem, somos quase 13 milhões de desempregados, os banqueiros cobram juros altíssimos,o povo pede socorro e não vejo ninguém com capacidade para assumir a direção do barco. Estamos à deriva!

Volto sempre a Alagoas, nosso pequenino estado: os 3 senadores entraram no esquema de doações das empresas, quase todos os deputados federais estão citados, o jovem governador que vinha caminhando direitinho, entrou nas delações premiadas, os deputados estaduais são deste ou daquele grupo, os vereadores têm seus padrinhos acusados. Triste mapa do nosso recanto!

Chegamos ao fundo do poço: não temos novas lideranças, as velhas estão adoecidas pelos esquemas montados com empresas. Vamos chegar a 2018 sem novas opções, pois nem promessas os políticos vão poder fazer: o povo está sofrido e não acredita em seus representantes.

Só nos resta rir e apelar para saídas estratégicas: o Tiririca vai ser candidato a Presidente da República e nos estados procuraremos figuras parecidas com o palhaço-deputado, que escapou do velho esquema político: “é dando que se recebe”.

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