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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 919 / 2017

02/05/2017 - 09:09:01

Gabriel Mousinho

O lamaçal da Lava Jato

Gabriel Mousinho

Pouca gente vai escapar das investigações depois das delações na Lava Jato. Alguns, como é o caso do senador Benedito de Lira, que foi inocentado em inquérito instaurado pela Polícia Federal esta semana, saem da linha de fogo, mas outros, a exemplo dos senadores Fernando Collor e Renan Calheiros, cada vez mais se enrolam nas denúncias.

A partir de agora os resultados dos inquéritos vão aparecer e o Ministério Público vai ter um trabalho danado para apreciar os resultados e decidir se pede o indiciamento dos denunciados ou não. Até lá, muita água vai correr por baixo da ponte e novos fatos irão aparecer daqui pra frente.

Se a Lava Jato é um processo que pode depurar o que ocorreu de patifarias no Brasil, por outro lado a morosidade de alguns setores pode decretar de uma forma paulatina a morte de todo esse lamaçal que atingiu em cheio o Executivo e o Legislativo.

Enquanto a Justiça não julga os processos já existentes, os investigados trabalham dia e noite para continuar no mandato nas eleições de 2018, porque sabem a importância de manter o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal ou mesmo no Superior Tribunal de Justiça. Como a Justiça tem se mostrado lenta e os recursos jurídicos são intermináveis, dificilmente se acredita que alguém seja punido neste espaço de tempo.

Como se vê, os envolvidos apostam na impunidade com a prescrição dos prováveis processos que deverão responder no âmbito da Operação Lava Jato.

Inocentado

A Polícia Federal concluiu no inquérito 3515 que apurava possíveis desvios de conduta do senador Benedito de Lira no âmbito da Operação Lava Jato, que não foi possível comprovar, com os elementos trazidos à investigação, a participação do senador no fato sob apuração. Ou seja, o inquérito foi arquivado por falta absoluta de provas na delação do doleiro Alberto Yousseff.

João Lyra na mídia

Fazia tempo que não se falava no empresário João Lyra, mas ele voltou à mídia no inquérito 4162 instaurado pela Polícia Federal sobre a concessão de contrato com a BR Distribuidora no valor de R$ 5 milhões e uma linha de crédito no valor de R$ 2,2 milhões. A Laginha Agroindustrial, na época, já enfrentava severas dificuldades financeiras, mas, mesmo assim, a BR firmou outros contratos sem exigir garantia compatível com o alto risco das operações. Pelo que foi apurado, as transações financeiras teriam gerado um prejuízo ao erário de R$ 9 milhões.

Cisternas valorizadas

O ministro Marx Beltrão, em plena campanha para o Senado, entregou no último final de semana 108 cisternas escolares em Santana do Ipanema. Mas o gasto da viagem dos 3 ministros nos aviões da FAB daria para comprar cisternas para todos os moradores daquela região. Além de Marx, se fizeram presentes representantes do governo do Estado e ainda o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário, e Maurício Quintella, dos Transportes.

Mudança no Porto

A nomeação do novo secretário dos Portos, Luiz Otávio Campos, ligado aos senadores Renan Calheiros e Jáder Barbalho, pode significar mudanças na Administração do Porto de Maceió. A nomeação de Campos desagradou ao ministro Maurício Quintella.

Afago do governo

Nos corredores políticos de Brasília dão conta de que a nomeação de Luiz Campos para a secretaria dos Portos foi para conter aliados do Senado, principalmente Renan Calheiros. Mas em matéria publicada no Estadão, o PMDB se sente fora do governo e “eu”, disse Renan, “pessoalmente não quero nenhum cargo”.

Mal-estar

Adversário de Renan, o ministro Maurício Quintella ficou incomodado com a nomeação e é visível o mal-estar no governo. Renan, a princípio, sai fortalecido, mas, publicamente, nega indicações e apoio ao governo.

Contrassenso

O governo anuncia a construção do Hospital Regional da Mulher e de Porto Calvo, mas não resolve os problemas de outras unidades já existentes, a exemplo do Hospital Geral do Estado que sempre sofre com a falta de medicamentos, material cirúrgico e equipamentos para atender seus pacientes.

De fora

Mesmo que tenha uma participação efetiva na operacionalização das Unidades de Pronto Atendimento, a Prefeitura de Maceió é esquecida propositadamente na mídia do governo, que se diz o pai da criança.

Amnésia

Até o final do ano o governo promete inaugurar o Marco Referencial, que está sendo construído no antigo Clube Alagoinha. Mas esquece de dizer que os recursos foram conseguidos pelo senador Benedito de Lira, com uma pequena contrapartida do Estado.

Na mira da Receita

Todos os políticos  e empresários investigados na Operação Lava Jato estão na mira da Receita Federal. O governo espera diminuir o déficit financeiro com as pesadas multas que serão aplicadas aos infratores por sonegação de impostos.

Susto nos                adversários

O encontro da Mulher Progressista realizado em Palmeira dos Índios na última semana, que contou com a presença de senadores, deputados, prefeitos e lideranças políticas, assustou os adversários. Comandado pelo presidente do partido, Benedito de Lira, o PP reuniu mais de 2 mil mulheres, quando foram discutidas ações de saúde e infraestrutura.

Se esquivando

Essa história de confidencialidade na auditoria da Fundação Getúlio Vargas sobre a Assembleia Legislativa deve ser quebrada pela atual Mesa Diretora. O que foi apurado deve sim ser remetido ao Ministério Público para eventuais investigações e identificar o paradeiro de milhões de reais que foram desviados dos cofres públicos. Servirá também para saber quem são os servidores fantasmas e os deputados que colocaram os pés pelas mãos. Como tem evitado a imprensa sobre o tema, parece mesmo que o presidente Luiz Dantas não gosta de tratar desse assunto.

A situação é grave

A seca que tem atingido toda região Nordeste e especialmente Alagoas tem sido inclemente com a produção de cocos na região sul do estado. Pelos cálculos de técnicos agrícolas, pelo menos 50 mil pés de coco morreram nos últimos anos entre Barra de São Miguel e Piaçabuçu.

De mal a pior

O número de assassinatos aumentou nos últimos dias principalmente na capital e os furtos e assaltos têm assustado os moradores da periferia. O contingente da Polícia Militar não tem sido suficiente para oferecer segurança à população.

Alto lá

O juiz Phillippe Melo Alcântara Falcão, de Coruripe, deu um basta nas evoluções dos herdeiros de João Lyra, no caso os filhos Lourdinha e Guilherme Lyra. Eles estariam tumultuando o andamento dos trabalhos com vários requerimentos ao processo de falência. O juiz declarou a ilegitimidade e ausência de interesse de agir de Lourdinha e Guilherme e ainda manteve para hoje a audiência para a abertura das propostas da venda das usinas em Minas Gerais.

Trabalho reconhecido

Embora tenha sido afastado da gestão da massa falida de João Lyra, o advogado João Daniel, com a decisão do juiz de Coruripe, demonstrou que mostrou um serviço positivo durante o tempo em que esteve à frente da administração. No último despacho foi autorizada a venda da sede do Grupo, em Jacarecica, o apartamento 401 do Edifício Status e a sala comercial 801 no edifício Avenue Center. Este é o início para o pagamento dos credores.


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