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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 917 / 2017

17/04/2017 - 10:18:20

O começo do fim ou o fim do começo?

ELIAS FRAGOSO

Vejam a que ponto de anomalia política chegamos. Na noite em que o país chocado teve conhecimento do “listão” do Fachin, produto da delação premiada da Odebretch que envolveu a maior roubalheira “jamais vista neste país”, a cúpula do executivo (nada menos que 8 ministros deste governo), os presidentes e ex-presidentes das duas casas congressuais, vários ex-presidentes da República, quase três dezenas de senadores e meia centena de deputados federais, além de uma miríade de corruptos e ladrões de menor coturno, quase que simultaneamente o Brasil teve que aturar – mais uma vez – o escárnio e o cinismo do PT em rede nacional.

Aturar a insistência na mentira de que foram eles que “mais combateram a corrupção”, que há uma “perseguição” lastreada em “mentiras”. Que o atual governo é o responsável (e não eles) pelos 13,5 milhões de desempregados no Brasil; que foram eles que criaram os programas sociais (que já existiam há pelo menos uma década sob outros nomes e formatos) e que tudo isso só tem um objetivo: impedir o chefe dos chefes do bando dos ladrões e corruptos de voltar a ser presidente de nosso país. 

Devem estar tomando a droga errada. O morubixaba deles tem “apenas” 44% de rejeição e, a menos que as regras político-eleitorais tenham mudado, se desconhece quem, com tamanha rejeição, sequer almeje ser candidato. A verdade é apenas uma: criam um factóide (até por que sabem bem que serão varridos do mapa político na próxima eleição) para tentar livrar o canalha da cadeia (onde já estão mais de duas dezenas de “associados” do PT). Vale dizer que durante a apresentação do programa em várias cidades do país o “panelaço” se fez ouvir enquanto o aloprado vomitava suas falácias verborrágicas. É preciso livrar de uma vez por todas o país dessa escória. E das outras escórias. 

Mas voltemos ao que é de fato importante neste momento. A verdadeira montanha de solicitações de abertura de inquéritos por parte da PGR é a mais cabal demonstração de que esse modelo de “presidencialismo de resultados”, inaugurado com o advento da Nova República” a partir de 1985, está falido. Qualquer eleição com esse modelo manterá o país refém dos corruptos que se apoderaram da República. Podres poderes.

A reforma política é a mãe de todas as reformas. Sem a reestruturação do modelo político nacional não vamos a lugar algum. É preciso, urgente (o país está quebrado financeira, política e moralmente) resgatar nossos valores básicos. E o caminho passa necessariamente por uma nova constituinte (que não pode ser similar à de 1988 que nos legou uma colcha de retalhos que prevê um estado de bem estar máximo sem oferecer a contraparte das obrigações a fazer para que tal fato ocorresse). 

Fica claro: não serão os senhores senadores e deputados federais que aí estão que irão fazer isto, responsáveis que são pela sobrevida do modelo falido e já desconstruído que eles insistem em lhe dar sobrevida para manter seus “status quo” em detrimento de 205 milhões de pessoas.

É mais que hora das pessoas de bem, lideranças não contaminadas pelo tsunami da corrupção que, tal qual a enxurrada, levou de roldão a atual elite política e empresarial desse país, de se articular fora do círculo atual do poder para exigir que essas mudanças de fundo aconteçam o mais rápido possível. Através de constituinte exclusiva com prazo para a realização do trabalho.

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