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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 917 / 2017

17/04/2017 - 10:17:28

A violência pelo Mundo

Jorge Morais

A violência se espalhou pelo mundo de diferentes formas. Seja pela atuação do Estado Islâmico, que ganha corpo numa velocidade impressionante; seja pela chamada guerra santa entre palestinos e israelenses; seja pela guerra na Síria ou em muitos outros países, como no Egito, por exemplo, e pelos mesmos motivos; seja pela fome de regiões localizadas abaixo do nível de miserabilidade total, onde não se tem emprego, consequentemente o povo que morre de fome e de sede não tem assistência dos governos em todos os sentidos; ou seja pela violência urbana de qualquer natureza, esse é o mundo em que vivemos.

No Brasil, a violência é fruto, basicamente, das drogas, seja pelo contrabando ou pelo uso. Quando os governos não oferecem uma situação favorável, com educação plena, saúde em todos os sentidos, oportunidade de crescimento pelo trabalho, o crime organizado, praticamente de dentro das penitenciárias, assume esse papel de grande empregador, defensor das classes mais pobres, oferece a oportunidade de dinheiro fácil e isso gera o recrutamento de crianças e jovens que poderiam estar nas salas de aula em tempo integral, enquanto seus pais e mães trabalham para o sustento da família. Daí, a violência urbana.

Não consigo enxergar outra situação para justificar a violência no Brasil. Pergunto: os roubos, assaltos a mão armada, arrombamentos a casas e empresas, assassinatos, crimes de mando, a guerra com as polícias, onde morrem inocentes e policiais, são decorrentes de quê? São frutos da necessidade do consumo e da venda de drogas, mesmo que em alguns momentos pague o justo pelo pecador. Nesse sentido, recebi pelo email um diálogo entre uma senhora, vítima de um assalto e que precisava da ajuda da segurança pública, e um policial aflito e temeroso. A conversa, que pode não ter ocorrido, serve, apenas, para mostrar parte da nossa realidade:      

“Alô é da Polícia? Sim, em que posso ajudar? Manda uma viatura aqui na minha rua. Está acontecendo um assalto e os bandidos estão armados e atirando nas pessoas! Olha senhora, nenhuma viatura quer ir. Se os assaltantes reagirem e atirarem nos policiais e se os PMs revidarem e eles morrerem, seu vizinho vai filmar eles sendo baleados e amanhã vai estar em todos os jornais a matéria: Absurdo! Polícia Militar executa jovens em comunidade! E os policiais serão afastados, demitidos e presos, chamados de assassinos e condenados pela sociedade antes mesmo de serem julgados! A família dos bandidos vai dizer que eles eram estudiosos, trabalhadores, excelente filhos e cidadãos exemplares”.

E continua o diálogo: “Vão haver manifestações, vão queimar ônibus, apedrejar vitrines, vão fechar sua rua e o trânsito vai virar um caos. A ONU vai divulgar uma nota de repúdio e solicitar o fim da Polícia Militar; a OAB vai pedir indenização à família dos jovens (bandidos) que tiveram seu sonho interrompido pela polícia; e os direitos humanos vão custear um velório com direito a honrarias e cobrirão os caixões com a bandeira nacional e o mundo inteiro irá se comover e se posicionar contra a PM”.

E, continua: “E agora, o que eu devo fazer? Pode ir morar num país sério ou pode ligar para os direitos humanos e pedir para eles irem aí conversar com os bandidos. Eles vão garantir os direitos dos bandidos assaltarem em segurança!”.

A essa situação podemos chamar de uma “lenda urbana”, mas não deixa de ser uma situação para se refletir. Dificilmente o policial vai travar um diálogo como esse em um momento de tanta aflição. É possível que, em alguns momentos, o policial justifique a falta de homens e viaturas para o cumprimento da sua missão. É possível, também, que o policial exagere na sua atividade fim, como ocorreu há poucos dias com duas pessoas sendo cruelmente assassinadas por um sargento e um cabo ao lado do muro de uma escola, entre diversos casos, onde minutos antes uma jovem foi baleada e morta quando estudava.

Repudio com veemência essa ação, mas, e os policiais que perdem suas vidas no combate à criminalidade, mesmo que uma coisa não tenha nada com a outra? Como em qualquer lugar e profissão existe gente ruim e gente boa. Só acho que a polícia não pode perder o controle sobre sua missão e me preocupa muito o que vejo como atuação nos dias atuais. Ainda bem que essa gente não faz parte da maioria.                                              

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