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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 917 / 2017

17/04/2017 - 09:55:58

Gabriel Mousinho

Uma pedra no caminho

Gabriel Mousinho

A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de mandar investigar ministros, deputados, senadores e governadores, supostamente envolvidos na Operação Lava Jato, deixa no ar a interrogação de como serão as eleições do próximo ano.

Apostando na impunidade, já que os processos são longos e cansativos, nenhum deles acredita que até 2018 sejam julgados e condenados ou absolvidos. Isso vai rolar muito tempo, mas com certeza a Lava Jato é uma pedra no caminho de todos os candidatos.

A decisão de Fachin também vai causar um rebuliço na política brasileira e, cá pra nós, em Alagoas, quando os sigilos de mais de 90% dos casos serão levantados, mostrando as entranhas e os envolvimentos de cada um no processo de corrupção.

A partir de agora todo o Brasil vai saber quem está sendo investigado e por que. Quem levou quanto dos órgãos públicos, quem negociou facilidades no governo e no Congresso e quais as possibilidades de punições exemplares para todos aqueles que roubaram o meu, o seu, o nosso dinheiro.

Já era tempo de que todo esse processo da Lava Jato viesse a público. Os brasileiros e particularmente os alagoanos devem saber quem ganhou facilidades, quem se manteve no poder à custa da corrupção, da dinheirama fácil, da compra descarada de votos, da venda de favores às empreiteiras que sonegaram impostos e quase quebram a Petrobras. Daí para diante é a sociedade pressionar para que os processos sejam julgados rapidamente para que não caiam no esquecimento.

Afinal de contas, nunca se roubou tanto nesse país e os culpados, os ladrões de gravatas, devem, por justiça, ficar um bom tempo na cadeia.

Todos são inocentes

Mesmo com todos os indícios e comprovações levantadas pela Polícia Federal e o Ministério Público, o povo vai ter que ter estômago de avestruz para digerir a desfaçatez, a cara de pau, o cinismo dessa cambada de espertalhões que sempre se locupletou do dinheiro público. Que apareçam mais Sérgio Moro para dar celeridade aos processos e meter essa turma atrás das grades.

Vem mais por aí

A relação dos envolvidos na Operação Lava Jato vai aumentar ainda mais. E outras pessoas serão investigadas sobre as doações de campanha e suposto recebimento de propinas.Muitas delas, sem foro privilegiado, irão cair nas garras do juiz Sérgio Moro, no Paraná.

Prescrição

Com o aperto das investigações os envolvidos acreditam que o tempo se encarregará de livrá-los da cadeia, mas o Supremo Tribunal Federal deverá receber pressão para que os processos tenham andamento rápido. Se necessário, já se fala numa força-tarefa no próprio STF para dar celeridade aos inquéritos.

Sobrarão poucos

As principais lideranças políticas do Brasil e de Alagoas não escaparam da Lava Jato. Investigados terão tempo su1ciente para contestar as acusações, embora o os indícios sejam fartos e robustos. O caixa 2, principalmente, faz parte da maioria das acusações do Ministério Público Federal.

A bomba explodiu

Com os depoimentos dos delatores da Odebrecht vindos à tona, o caldo está entornando para muitos figurantes. E olhem que ainda falta depor Léo Pinheiro, da OAS, e outros empreiteiros que participaram do butim.

Cuidando da casa

Enquanto as denúncias da Lava Jato deixam muitos sem dormir em Alagoas, o prefeito Rui Palmeira foi cuidar do dever de casa em Brasília, solicitando liberação de recursos para obras estruturantes em Maceió. Rui tenta agilizar dois grandes financiamentos externos para esgotamento sanitário, pavimentação e mobilidade urbana.

Grupo definido

O grupo político de Rui Palmeira para disputar as eleições no próximo ano, está praticamente definido. Entre eles, o senador Benedito de Lira, Fernando Collor, o ministro Maurício Quintella, Ronaldo Lessa, Téo Vilela, José Thomaz Nonô e outras lideranças que aos poucos estão aderindo ao projeto de mudanças.

Desde Cabral

O prefeito Rui Palmeira aos poucos vai dando o tom na campanha política que praticamente se inicia. Ao comentar a oposição que está sendo feito pelo senador Renan Calheiros ao presidente Michel Temer, Palmeira disse que já está acostumado a ver o senador pular do barco. “Fez isso com Collor, com Dilma e agora com Temer. Ele faz isso desde o tempo de Pedro Álvares Cabral”, ironizou o prefeito.

Indigestão

Não convidem para a mesma mesa o empresário Tito Uchôa e o governador Renan Filho. A refeição pode ser indigesta. O governador e Tito são sócios na rádio Correio.

Estilo

O vereador Lobão parece que não vai mudar mesmo o seu estilo de fazer política. Continua defendendo ações pequenas para atender o seu eleitorado na periferia. Lobão é uma réplica em termos proporcionais de votos, o Tiririca, em São Paulo.

Desespero

O senador Renan Calheiros anda reclamando de tudo: do governo, de perseguições e até mesmo de alguns jornalistas em Alagoas, como se eles tivessem culpa dos problemas em que se meteu.

Moeda de troca

Numa investida avassaladora, o PMDB está “convencendo” alguns prefeitos que o melhor é ficar com o governo. Eles estão pulando do barco a exemplo de Joãozinho Pereira, Renato Resende, de olho nos benefícios que podem receber. Do outro lado os Renans catam votos para garantir suas reeleições.

Quintella em alta

A nomeação de Maurício Quintella para o Ministério dos Transportes foi o que de melhor aconteceu para Alagoas nos últimos anos. Trabalhador, fiel às suas convicções e preocupado com o estado, Maurício robustece seu currículo político e ganha passe livre para novos voos em Alagoas.

Fedendo

A revelação da auditoria feita pela Fundação Getúlio Vargas mostra como andavam os bastidores da Assembleia Legislativa. Tinha até defunto que recebia grana, mas que já tinha partido para o além há mais de três anos.

Jurando inocência

Citados como investigados na Operação Lava Jato e sob investigação, o senador Renan Calheiros e o governador Renan Filho juram de pés junto que tudo será esclarecido e que as doações recebidas na campanha foram estritamente dentro da lei. 


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