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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 916 / 2017

12/04/2017 - 10:06:29

Já vai tarde

ELIAS FRAGOSO

Quem não lembra do chefe do bando petista vociferando contra “aszelites” (sic), os grandes empresários, os bancos. Contra o capitalismo, enfim. Foi com esse discurso fajuto e mentiroso que ele e seus asseclas enganaram o país por dezenas de anos, tudo sob o beneplácito da “nomenclatura” estatal, de grande parte da classe artística, dos pseudo “intelectuais” de esquerda incubidos de dar “lustro” e respaldo ao analfabeto funcional que desgovernou este país e à ela, a coisa que o substituiu, como se isso fosse possível.

Os 12 anos de governo petista serviram para desmascarar essa corja que muito mais e muito pior que as gangues anteriores, se associou ao pior “daszelites” para surrupiar, dilapidar sem dó nem piedade, além de aparelhar todo o aparato estatal e paraestatal  – eu disse todo – empresas, fundos de pensão, agências reguladoras, bancos oficiais, organismos reguladores e controladores da atividade econômica. Tudo o que eles sempre disseram e ainda insistem calhordamente em dizer que defendem, foi literalmente extripado dos seus valores para servirem de sangue aos vampiros vermelhos e os outros ladrões que tomaram conta deste país. 

Em 12 anos eles conseguiram a proeza de quebrar a 9ª economia do mundo. De colocar na rua da amargura 12 milhões de pessoas – justamente os mais pobres que eles tanto insistem dizer que defendem. De stalinisticamente quase colocar o país em chamas com o maldito discurso do “nós contra eles”. 

Nas últimas eleições começaram a ter resposta a essa insana forma de se fazer política (e que tudo indica será completada na eleição de 2018 quando devem ser varridos do mapa político e levados para o esgoto da história desse país).

Pois bem, após a acachapante resposta do povo brasileiro ao PT nas eleições de 2016, a Fundação Perseu Abramo (ligada ao partido) realizou pesquisa na capital de São Paulo em bairros pobres, antigos redutos petistas, para entender o que houve. E o que eles obtiveram como resposta mostrou o repúdio ao comportamento dos “cumpanheiros” no governo que gerou a maior crise econômica de todos os tempos e esse desassossego social. A pesquisa também mostrou que, diferentemente do discurso ideológico petista contra a burguesia (aliás, discurso velho, anacrônico, defasado e perdedor que teve seu auge na metade do século passado, mas que, estranhamente, ainda é a base ideológica dessa gente), o povo deixou claro seu apreço à meritocracia e o entendimento de que a crise ética que vivemos não é resultado de vícios estruturais, mas sim de mau comportamento individual de pessoas. E mais, consideram o Estado, e não a burguesia, como o seu efetivo inimigo. 

E agora?! Essa é uma visão/posição em tudo frontal ao discurso do petismo que vê o Estado como a fonte de soluções dos problemas para o povo (aliás nessa terra de macunaíma, a esquerda defende tese central da direita em todo o mundo. Já que as esquerdas originais têm o Partido como esse elemento norteador).

A pesquisa ainda identificou que política “não é prioridade” no cotidiano dessas pessoas; que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”. E, ainda, que o antiquado discurso de direita e esquerda ou reacionários e progressistas. Que o discurso da “cisão entre a classe trabalhadora e a burquesia não perpassa o imaginário dos entrevistados”. Ou seja, o fajuto nós contra eles não tem nenhuma significância entre os pobres que vêem, sim, “todos vítimas do Estado que cobra impostos, impõe entraves burocráticos e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. Foram ainda mais longe. A maioria opina por “uma atuação mais favorável entre o poder público e a iniciativa privada em favor da coletividade” (e não a elitista política das campeãs nacionais praticada pelo petismo no governo).

Em outras palavras: toda a inútil e desarrazoada discurseira petista promovida incessantemente já não alcança mais os pobres (ao menos aqueles dos centros urbanos), nem a classe média espremida feito laranja pela crise e totalmente ludibriada pelos “cumpanheiros”.

Que fim, hem?

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