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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 916 / 2017

12/04/2017 - 09:52:43

Sururu

No país das Alagoas

Da Redação

1 - Se alguém merece ser preso em Alagoas, certamente é o deputado Antônio Albuquerque, denunciado por atos de corrupção e rapinagem do dinheiro público, não os jornalistas do semanário EXTRA, que há anos vem publicando esses crimes atribuídos ao parlamentar.

2 – Identificado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa responsável por um golpe milionário contra a Assembleia Legislativa, Antônio Albuquerque é acusado de comandar um roubo de R$ 300 milhões da folha do Legislativo, há uma década.

3 – Antônio Albuquerque foi preso e algemado pela PF, em 2007, durante a Operação Taturana e até hoje vem driblando a Justiça de Alagoas para escapar de condenação, mas o Ministério Público Estadual não largará de seu pé até que a justiça seja feita.

4 – Sua ficha corrida não é nada desprezível. São imputados ao deputado crimes que vão de formação de quadrilha, peculato, abuso de poder e lavagem de dinheiro a crime contra o sistema financeiro e corrupção eleitoral.

5 – Ainda assim,  o último dos coronéis de Limoeiro teve a ousadia de pedir a prisão dos jornalistas do EXTRA e o fechamento do jornal, além de condenação por danos morais. 

6 – Quem deve ser indenizado é o povo de Alagoas pelos danos morais, materiais e outros crimes praticados pelo deputado Antônio Albuquerque e sua gangue.

Pesquisa                suspeita

O blog Radar On-Line, assinado pelo jornalista Maurício Lima, publica nota informando que o senador Benedito de Lira espalhou entre os colegas uma pesquisa em que Renan Calheiros aparece em quarto lugar na lista de preferência para o Senado em 2018.

“O mesmo material expõe ainda um cenário preocupante para o herdeiro do ex-presidente do Senado. Renan Filho está empatado com o prefeito de Alagoas, o tucano Rui Palmeira, na disputa pelo governo de Alagoas”, diz a nota. 

O jornalista diz que a pesquisa foi paga por Biu de Lira, mas não revela qual instituto realizou a consulta eleitoral. Certamente foi feita pela Paraná Pesquisa, autora de duas pesquisas onde Renan Filho aparece como melhor governador do Brasil.  

Dá pra confiar nessas pesquisas? 

 Pode? Ou não pode?

Sendo a rua um espaço público, o prefeito pode transformá-la em área privada e cobrar pelo estacionamento de veículos?

O Ministério Público diz que não, mas o Tribunal de Justiça de Alagoas diz que sim. “Impedir a implantação da Zona Azul representa violação ao principio de separação dos poderes”, afirma o presidente do TJ, desembargador Otávio Praxedes.

Chapéu alheio

Sendo o estacionamento de shoppings e supermercados um espaço privado, a empresa pode cobrar estacionamento de seus clientes?

Para a Câmara de Vereadores da Capital não pode. Tanto que aprovou lei, de autoria do vereador Silvânio Barbosa, isentando os clientes de pagar a taxa de estacionamento. Na verdade limita a cobrança ao consumo de no mínimo de R$ 50,00.

Para os lojistas, os vereadores estão fazendo cortesia com chapéu alheio.

 É pode, ser.

Deputado Cíço Cachorra

O ex-prefeito de São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante, volta a assumir o mandato de deputado estadual, desta vez na vaga de Olavo Calheiros, que tirou licença não remunerada de 121 dias, para cuidar de interesses pessoais.  Além do gordo salário, Cavalcante ganha imunidade parlamentar, que é o mais importante nesses tempos de devassa policial em todos os podres poderes da República de Pindorama. 

 Diário do Poder

“Circulou boato que Renan Calheiros teria exigido a demissão dos ministros alagoanos Marx Beltrão (Turismo) e Maurício Quintella (Transportes) como condição para cessar as críticas. Se foi enviado, o recado não chegou ao seu destino. E, se chegar, não será considerado”, informa o jornalista Cláudio Humberto.  

Ouvido por esta coluna, um dos assessores do senador Renan Calheiros disse tratar-se de mais um boato criado e difundido pelo blog ‘Diário do Poder’, assinado pelo jornalista Cláudio Humberto Rosa e Silva. 

Fim do Uber

A Câmara aprovou projeto que atribui aos municípios a regulamentação do Uber. Na prática, o texto acaba com os aplicativos de transporte individual. 

Os deputados entenderam que a atividade é de natureza pública, portanto, sujeita às mesmas exigências do serviço de táxi. Agora vai ao Senado e, se virar lei, o serviço precisará de outorga do poder público, como os táxis. Da bancada de Alagoas votaram contra os deputados  Arthur Lira, Pedro Vilela e Rosinha da Adefal.

“Lula é bandido”

A rádio Gaúcha perguntou a João Doria:

“O que o senhor acha do Lula?”

Ele respondeu:

“Um bandido. Quem rouba do povo é um bandido”. (O Antagonista) 

Rir faz bem à saúde

A Folha de S. Paulo contratou três novos humoristas, que vão dividir espaço com os já conhecidos José Simão e Gregorio Duvivier.  Nesses tempos bicudos, os novos colunistas Reinaldo Figueiredo, Ricardo Araújo Pereira e Marcius Melhem vão reforçar o time humorístico na tentativa de melhorar o humor de seus leitores. 

Erramos

Na edição 915, na reportagem Teto dos Cartórios, o EXTRA errou no nome do tabelião oficial do 1º Cartório do Registro de Imóveis e Hipotecas de Maceió. O titular é Stélio Darci Cerqueira de Albuquerque. Celso Sarmento Pontes de Miranda, na verdade, é o tabelião oficial do 1º Ofício de Notas e 1º Cartório de Protestos. 

A crise de Arapiraca

O prefeito Rogério Teófilo ainda não conseguiu sequer iniciar o ano letivo, tamanho é o caos herdado da administração de Célia Rocha, que por sua vez recebeu de Luciano Barbosa um município endividado, à beira da bancarrota.

A dívida deixada pelo aliado Luciano Barbosa praticamente engessou o município e inviabilizou a última gestão de Célia Rocha. Nos quatro anos de sua administração, Arapiraca parou no tempo e enterrou também a carreira política de Célia, enquanto Luciano Barbosa virou vice-governador de Alagoas e festejado secretário de Educação do Estado.

Hoje cobra-se de Rogério Teófilo solução rápida de todos os pro-blemas de Arapiraca, afinal ele foi eleito para isso.  No entanto, é preciso reconhecer os esforços do atual prefeito em meio à maior crise do município em toda sua história, mas é preciso fazer mais.

Nunca é demais lembrar que a crise de Arapiraca é da responsabilidade de Célia Rocha e Luciano Barbosa, a dupla que governou o município por 20 anos. Mas isso não isenta Rogério Teófilo de cobrar responsabilidade dos gestores anteriores, revelar o tama-nho do rombo que herdou, dar nome aos bois e responsabilizá-los judicialmente.

A situação é grave e exige decisões firmes do atual prefeito, sob pena de inviabilizar a economia do município e, assim, como Célia Rocha, enterrar sua carreira política. O que não interessa a ninguém, nem mesmo aos seus opositores.

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