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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 915 / 2017

03/04/2017 - 15:30:53

A esquerda sem votos e nas redes sociais

Odilon Rios Especial para o EXTRA

O PT em Alagoas não será beneficiário do prestígio de Lula. Em todas as suas disputas, Lula sempre teve uma grande votação em Alagoas, chegando a vencer em 2002 e 2006, sem eleger um deputado federal no estado. 

No ano passado, a bancada estadual do PT se dissolveu com a saída dos deputados estaduais Ronaldo Medeiros e Marcos Madeira, que migraram para o PMDB. 

O rompimento do PT com Renan Filho se deu após o impeachment, provocando uma divisão interna, com a permanência do ex-deputado Judson Cabral no governo. 

O nome mais forte do partido, o deputado federal Paulão, está inelegível.

O outro aliado tradicional de Lula em Alagoas é o PCdoB, que participa do governo Renan Filho e, no âmbito nacional, tanto namora a chapa do PT como a candidatura de Ciro Gomes. O PSOL nacional está, desde a campanha contra o impeachment e, depois, no “Fora Temer”, mais próximo do PT, mas, mesmo assim, deverá apresentar um nome para presidente, que, em Alagoas terá apoio com forte presença nas redes sociais, como os professores, Gustavo Pessoa, a governo, e Othoniel Pinheiro, ao Senado.

Pessoa e Pinheiro marcarão posição, com chances de votação no segmento mais crítico do eleitorado. 

Se for candidato, Lula deverá vencer em Alagoas, no primeiro turno, sem que o PT ou seus aliados tradicionais sejam beneficiados pela sua campanha. 

Em 2018, a esquerda política – PT, PCdoB e PSol – não deverá eleger nenhum representante em Brasília e, diante da dificuldade de fazer alianças e apresentar uma chapa competitiva, terá dificuldades em colocar um parlamentar na Assembleia Legislativa.

Collor, Ronaldo 

Lessa, Heloísa 

Helena e JHC

Vários nomes importantes da política alagoana – Heloísa Helena, o senador Fernando Collor (PTC), o deputado federal JHC (PSB) e Ronaldo Lessa – ainda estão indefinidos quanto a 2018. 

Os três últimos têm laços e contatos com Renan Filho e com Rui Palmeira. Collor não precisa se movimentar muito porque somente será candidato em 2022, quando disputará outro mandato ao Senado. Mas, sua simpatia é pela candidatura de Rui Palmeira, a quem apoiou na última eleição, e deve se decidir por nomes que não seja o de Renan Calheiros, com quem cultiva diferenças e desentendimentos desde os anos 1990. 

A recente eleição de Collor na Comissão de Relações Exteriores do Senado teve o apoio de Renan, mas isso não garante o apoio em 2018.

Lessa sonhou em ser candidato ao Senado, mas seus aliados desestimulam essa opção tendo em vista as dificuldades na disputa entre as duas prováveis chapas de governo e oposição. Mesmo com secretários na Prefeitura de Maceió, e tendo apoiado Rui Palmeira na eleição passada, Lessa não é nome garantido no palanque tucano. 

Com o PDT lançando Ciro Gomes em 2018, ele deverá colocar o partido numa coligação que permita fazer a campanha nacional dos trabalhistas, ao mesmo tempo em que trata de sua reeleição em Alagoas, o que poderá ser feito nas duas grandes coligações.

A ex-vereadora Heloísa Helena, ex-PT e ex-PSol, poderá voltar a disputar uma vaga ao Senado em 2018 para fortalecer a campanha de Marina Silva, mas sem o apoio dos grandes grupos dificilmente terá chances e deverá ser derrotada como na última eleição. 

Heloísa pode não ter forças para se eleger ao Senado, mas tem votos suficientes para derrotar um dos nomes mais fortes. O deputado federal JHC dependerá da definição de nome nacional do seu partido, o mesmo PSB desgastado eleitoralmente que ele tomou da secretária de Saúde de Palmeira dos Índios, Kátia Born. 

Como a tendência do PSB é fechar com o candidato do PSDB, principalmente se for Geraldo Alckmin, é possível que JHC suba no palanque tucano em Alagoas.  

Ou seja, as eleições de 2018, em Alagoas, já começaram e estão polarizadas entre dois grandes blocos – situação e oposição. O resultado nas majoritárias, governador e senador, dependerá do desempenho dos candidatos, dos apoios recebidos e de muitas outras varáveis imponderáveis, como os desdobramentos da política nacional, principalmente da Operação Lava Jato, e da definição de atores locais ainda em cima do muro. 

Até outubro deste ano, com as mudanças na legislação eleitoral mais os resultados dos processos que rolam no TSE e STF, muita água ainda vai rolar.

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