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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 915 / 2017

03/04/2017 - 15:30:07

Problemas na disputa pelo Senado

Odilon Rios Especial para o EXTRA

O PMDB está administrando um problema interno, que é a definição do segundo nome que comporá a chapa para o Senado. 

Marx Beltrão tem chamado a atenção por seus movimentos de aproximação com Rui Palmeira. Estratégia compreensível dentro da lógica de negociação. 

Ele quer o apoio integral na chapa do PMDB, com os dois votos para o Senado exclusivamente para ele e Renan, e ameaça sair do partido se não for atendido. 

Mas, o senador Calheiros sabe que muitos prefeitos e vereadores comprometidos com Biu de Lira e, principalmente com Téo Vilela, querem também votar nele, no chamado “segundo voto”, como fizeram nas eleições passadas. 

Renan prefere uma candidatura menos competitiva no PMDB. E isso beneficiaria tanto Téo como Biu de Lira e derrotaria Beltrão, o nome mais fraco dos quatro. 

Segundo os peemedebistas, ele está superestimando o peso dos aliados da família e a passagem pelo cargo de ministro. 

Caso não consiga fechar o acordo com Renan, Beltrão deve manter sua candidatura a federal, da mesma maneira que o outro alagoano ministro do governo Temer, Maurício Quintella, que também sonhou em ser candidato ao Senado; Marx, no máximo, mudará de partido, indo para uma das legendas que tem sob seu controle, o PSD ou PRD, o que poderá ser feito até outubro deste ano.

Campanha 

presidencial 

aumenta 

incertezas 

Nas eleições de 2018, há um fator que aumentará o grau de incertezas na campanha. 

As eleições presidenciais de 2018 influenciarão – e muito – os resultados locais. As primeiras pesquisas, como a do Instituo Paraná e do Ibrape, revelam e confirmam os números nacionais. Essas pesquisas não são levadas muito a sério pelo fato de estarem distantes do momento decisório, mas são um termômetro. Nelas, o ex-presidente Lula é o favorito nacionalmente, tem a preferência de 39% a 43% dos alagoanos, segundo as pesquisas, e deverá polarizar com o nome apoiado pelo PSDB.

O PMDB, rejeitado pelo PSDB depois de um governo impopular nacionalmente, deverá lançar um nome próprio, como defendem ministros e governadores do partido, repetindo a campanha de Ulisses Guimarães em 1989, se resguardando para o segundo turno, quando negociará o seu apoio a peso de ouro. O PSDB deverá se desgrudar do PMDB e de Temer em 2018, pelo alto grau de desgaste nacional, e apostará num candidato próprio, numa coligação com o PP, DEM e outros partidos menores. 

Esse candidato será apoiado pelo mesmo bloco em Alagoas. Seja qual for o nome – Alckmin, o senador Aécio Neves, o senador José Serra ou até mesmo o prefeito de São Paulo, João Dória – essa candidatura formará, como sempre, um polo importante em Alagoas.

Os outros nomes – Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsanaro (PSC) – terão menos apoio e votos no estado. 

A candidatura de Marina Silva, a segunda colocada nas pesquisas, mas distante de Lula, dependeria de uma ampla estrutura partidária. Em Alagoas ela não conta com um partido forte, a Rede, e a ex-vereadora Heloísa Helena tem uma característica conhecida, que é a de ser bem votada, mas sem conseguir transferir votos para seus candidatos majoritários. Ciro Gomes tem a sustentação do PDT de Ronaldo Lessa, que será pouco para ter boa votação; Bolsanaro deverá ter o apoio dos pequenos agrupamentos de extrema direita porque está deixando seu partido atual, o PSC, para se filiar numa legenda que o aceite com candidato a presidente.

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