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Edição nº 915 / 2017

03/04/2017 - 15:28:57

Fator Renan e o clã Calheiros em busca de reeleição

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Deputado Olavo Calheiros deve tentar a reeleição

No âmbito local, pesa a favor de Rui Palmeira, o fator “Calheiros”. 

São três membros da família numa mesma eleição. 

O senador Renan Calheiros é um candidato forte e natural do PMDB, mas, na última disputa, em 2010, foi eleito com um número de votos menor que os de Biu de Lira. E isso incomoda o senador. 

O deputado Olavo Calheiros (PMDB) é o segundo nome à reeleição na família, com suas muitas áreas de atrito e de interesses divergentes com outros deputados estaduais. 

O terceiro nome é o próprio governador Renan Filho, que tem a vantagem de ser o governador, com o peso da máquina pública e uma boa avaliação administrativa, principalmente nas áreas da Fazenda e Educação. 

Os “Calheiros” têm dificuldades no plano nacional. Hoje, os articuladores da candidatura de Rui afirmam que, em Brasília, a maioria dos ministros e o próprio presidente Temer gostaria de ver Renan derrotado. 

O senador Calheiros, eleitor de Lula em 2002 e 2006, apoiou Dilma até o último momento, pulando do barco somente quando a presidenta já não mais tinha chances de se manter no poder. 

O governador Renan Filho, tal como o pai, apoiou a eleição e reeleição de Dilma, teve apoio do PT na sua campanha e fez declarações favoráveis à presidente sem, até hoje, ter definido apoio ao impeachment. 

Michel Temer e sua equipe mais próxima não esquecem as posições pró-Dilma dos dois e o diálogo constante com Lula e o PT. 

Semana passada, o senador Renan, considerado hoje o principal adversário político do ex-presidente da Câmara e presidiário Eduardo Cunha, se declarou contra a votação do projeto de reforma da Previdência e criticou a terceirização, o que irritou os aliados de Temer.

Uma derrota de Renan Calheiros abriria espaços para a volta de Téo Vilela e do próprio Biu de Lira, cujos partidos apoiam com mais clareza o governo Temer. 

Téo Vilela, ao aparecer na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como beneficiário de uma propina de R$ 2,8 milhões do Canal do Sertão, ficou enfraquecido porque deverá ser  investigado na Lava Jato. E precisará da imunidade parlamentar, em busca da blindagem política.

Biu de Lira, dono do PP, que tem uma estrutura no interior mais forte que PSDB e DEM juntos, espera mais da candidatura de Rui. 

O pepista, que já anunciou sua decisão de disputar o Senado, precisa da imunidade parlamentar, o tal foro privilegiado, para enfrentar os processos que se avizinham, assim como os que envolvem seu filho, o deputado federal Artur Lira (PP), hoje inelegível. A vitória de Rui significaria ter a Prefeitura de Maceió nas mãos do PP e de Biu de Lira, já que o vice, Marcelo Palmeira (PP), é seu enteado e cria política do senador. 

Por sua vez, a campanha de Rui Palmeira teria todo apoio do governo federal e agradaria ao governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) ou outro nome que represente o PSDB e seus aliados do PP e DEM na disputa para presidente da República.

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