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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 915 / 2017

03/04/2017 - 15:23:41

Embriaguez é que deve ser punida severamente

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eu nunca fui farrista, mas na minha juventude, principalmente na vida estudantil, eu já tomei alguns “porres” com amigos. Alguns jovens exageram na vida boêmia, porém, com o tempo, vão melhorando. Já fui a algumas comemorações de aniversários de familiares e amigos e, sempre me reuní com eles em fins de semana, nas praias e em butecos de Maceió. Já tomei muitas doses de whisky, de run, de vodka, de aguardente de cana e já saboreei muitos vinhos em Portugal e em cervejarias na Alemanha. Nem por isso me considero um ex-farrista, mesmo já tendo tomado alguns “porres”, às vezes com ressacas de dias seguidos. Nunca me levaram para casa, porém já cheguei em casa sem saber, no dia seguinte, por quais ruas eu passei.

O álcool é muito perigoso para quem o bebe em demasia, principalmente para aqueles que dirigem carretas e outros tipos de veículos. Nesses anos todos, já pude sentir e ver que a embriaguez alcoólica nos deixa num constante perigo de vida, juntamente com as demais pessoas quando dirigimos tendo ingerido bebidas alcoólicas. Mas, veja bem, não é o álccol que faz a gente passar perigo, mas sim, o álcool em demasia, aquele que nos leva até à embriaguez alcoólica. Os bafômetros não são tão confiáveis como os aparelhos de precisão de certos laboratórios de análises, pois eles não nos dão boas aproximações para o teor alcoólico, das bebidas que ingerimos.  

Antigamente, a legislação só considerava a embriaguez alcoólica quando o indivíduo tivesse ingerido uma quantidade correspondente a dez decilitros de álcool, para cada litro de sangue. As nossas autoridades, há poucos anos, resolveram exagerar, com a tal de “lei seca”. Não deixaram que houvesse uma gradação para as infrações quanto ao teor de álcool ingerido. Assim é que, nós podemos ser penalizados só porque ingerimos um copo de cerveja ou porque tomamos uma dose de whisky ou também, por ter tomado uma taça de vinho nas comemorações dos aniversários dos nossos filhos.

Sou favorável que prendam um indivíduo embriagado, mas acho que os nossos deputados federais e senadores deveriam melhorar a “lei seca”, dando a ela uma gradação para as infrações, se leves, médias ou graves. Três taças de vinho, três copos de cerveja ou três doses de whisky, é que já deixam as pessoas com, aproximadamente, dez mililitros de álcool, para cada litro de sangue. A “lei seca” como vem sendo exigida e aplicada, em todo o Brasil, é muito violenta para um simples copo de cerveja. Em quase tudo, deve haver o “pouco, o mais ou menos e o muito”, como é para a bebida com álcool. 

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