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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 914 / 2017

27/03/2017 - 09:19:04

Merecemos respeito

Alari Romariz Torres

O Presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Deputado Luiz Dantas, concedeu entrevista a um jornal da terra afirmando, taxativamente, que se aplicasse a auditoria que encomendou à Fundação Getúlio Vargas, não ficaria um só servidor estável no Legislativo Alagoano”. Só sobraria o busto de Tavares Bastos, digo eu. Gostaríamos de esclarecer à sociedade de nosso Estado que a degradação instalada na nossa Casa se iniciou em 1989 com a promulgação da Constituição Estadual que estabeleceu o célebre duodécimo. A partir daí, os recursos orçamentários começaram a ser administrados pelos próprios Deputados. Um desastre!

Descobriram, então, os dirigentes que podiam usar o dinheiro público como quisessem. Já disse várias vezes e vou repetir: Chegamos a 5.000 funcionários e os escândalos foram se repetindo.

Os comissionados, que eram 10 por deputado, foram aumentando, hoje são 30 por parlamentar; fora assessores da Presidência e da 1ª Secretaria, etc.  São 900 atualmente e com salários dobrados. Já se fala em gratificação de duzentos por cento.

Aí. O alvo passa a ser a categoria mais sofrida do Poder: ativos e inativos

Éramos felizes e não sabíamos: nossa documentação funcional era publicada no Diário Oficial, tínhamos promoções normais, reajustes legais, triênios ou quinquênios .Tudo era devidamente apostilado. Hoje, só servidores antigos têm suas pastas completas. E olhe lá, algo pode sumir.

Surgiram algumas medidas para reduzir o número de funcionários: o Plano de Demissão Voluntária, ou mesmo a demissão sumária de algumas pessoas. Mas, as Mesas insistem na falta de transparência. A última, chefiada pelo atual Presidente, não publicou uma só folha de pagamento e jogou os inativos no Alagoas Previdência sem a menor segurança.

Hoje, vivemos na ALE/AL uma situação atípica: não se respeita ação judicial, não se devolve dinheiro retirado indevidamente do salário de servidor, não se enquadrou os inativos. Num total desrespeito às leis vigentes, foram enquadrados os ativos de acordo com o Plano de Cargos e Salários, mas os velhinhos não saíram do lugar. É a lei do antigo Oeste americano: Salve-se quem puder.

Então, os Srs. Deputados têm salário, verba de gabinete, e outros “auxílios”. Na realidade, ninguém sabe quanto recebe por mês um parlamentar na Assembleia Legislativa de Alagoas. 

Logo após, vêm os célebres comissionados que recebem salários dobrados e não sabem explicar o motivo. Certa vez, um assessor disse-me: “Recebi o dobro do meu valor. Fui ao Deputado explicar e ele me falou que era assim mesmo”. 

Agora é a vez dos ativos. Hoje são cerca de 500, todos acima de 40, 50 anos. Uns apadrinhados recebem algumas benesses; outros esquecidos, sofrem, recebendo migalhas. Reajustes para eles é uma novela: vêm em pequenos pedaços, em longos períodos. 

Os inativos, sofredores, incompreendidos! Servem de gozação até para os próprios companheiros. Foram jogados na Previdência, sem nenhuma segurança, servindo de economia para o Poder Legislativo.

Fico constrangida de expor nossa vida funcional publicamente, mas, precisava mostrar à sociedade alagoana que os servidores estáveis da ALE não são marginais. Lutam por seus direitos e trabalham!.

Se existe um grupo que não comparece ao trabalho é culpa das Mesas Diretoras que continuam pagando salário a fantasmas! Quem paga a quem não trabalha, tem tanta culpa quanto o que não vai ao local de trabalho.

Nós, ativos e inativos, merecemos respeito.

Deus no comando!

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