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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 914 / 2017

27/03/2017 - 09:08:57

Gabriel Mousinho

Risco na campanha

Gabriel Mousinho

A falta de dinheiro para campanhas futuras vem preocupando as lideranças políticas alagoanas, depois da devastação feita pela Lava-Jato onde se acusa de que as doações para partidos escondiam propinas de dinheiro roubado da Petrobras.

Faltando doadores e com as empresas proibidas de abrir os caixas muitas das vezes por linhas oblíquas, a classe política está numa encruzilhada: ou vende seus bens, se ainda tiver, ou ficará nas mãos de organizações criminosas. É uma questão de opção.

Um profundo conhecedor dos meandros de doações e analista político, vislumbra, de longe, que sobrariam apenas bicheiros e traficantes para bancar campanhas milionárias, sem precisar registrar qualquer tostão no Tribunal Superior Eleitoral, o que era feito normalmente até a presente data.

Com a faca no pescoço, os futuros candidatos, ou abandonam suas pretensões, ou vendem o que possuem sem a garantia de retornos escusos o que parecia ao longo do tempo ser um procedimento comum, ou, o mais temível, se aliem a grupos nem sempre comprometidos com a legalidade. 

Com dinheiro escasso e sem ninguém querer aparecer em doações explícitas para não ficarem à mercê de investigações do próprio TSE, da Receita Federal e de órgãos policiais, os candidatos estão entre a cruz e a espada.

Urge, neste momento de depuração histórica dos nossos parlamentos, um sentimento de risco iminente e que podem levar à morte política de muitos se tentarem, ainda, enveredar pelo caminho do crime.

Com a força existente de contraventores do jogo do bicho e a escalada do tráfico de drogas em todas as regiões do país, é necessário se ter muita prudência, fiscalização e investigação da polícia, para que não caíamos nas mãos daqueles que tentam a todo custo aprofundar o abismo junto à população brasileira.

Cresce o boato

A possibilidade de mudança de rumo político do senador Renan Calheiros, cresce a cada momento em Alagoas. Renan estaria pensando seriamente em comandar as alianças no Estado e ser um virtual candidato ao governo, deixando espaço para que Renan Filho renunciasse ao cargo e tentasse sua vaga no Senado Federal. A verdade é que o PMDB estaria na iminência de perder deputados na Assembleia Legislativa, levando ao enfraquecimento do partido. Bom estrategista, o senador sabe que a realidade política hoje em Alagoas é diferente de oito anos atrás.

Sem culpa

 Renan Filho foi arrastado pela procuradoria-geral da República para explicar sobre doações de sua campanha, mas, a bem da verdade, o governador é o que tem menos culpa no cartório. Todo mundo sabe quem foi o arrecadador oficial da campanha para governador em 2014.

Sem freio

Obrigado a transformar o governo num balcão político para não complicar as eleições no próximo ano, o governador Renan Filho corre para o Interior no sentido de atrair prefeitos e outras lideranças para o PMDB. Alguns já debandaram para junto do gover- nador e outros estão por vir. É a corrida em busca da reeleição.

Subindo nas pesquisas

O prefeito Rui Palmeira caminha para uma candidatura mesmo ao governo do Estado, para disputar com Renan pai ou Renan Filho. As últimas pesquisas que circulam por aí mostram Rui bem avaliado, crescendo no conceito da população. O prefeito vai começar, por esses dias, a fazer incursões em municípios e ampliar as alianças políticas.

Vantagem incipiente

Se esta pesquisa do Instituto Paraná estiver dentro dos padrões técnicos, a diferença no confronto direto de sete pontos percentuais em favor do governador Renan Filho sobre Rui Palmeira, é praticamente um zero à esquerda. A avaliação é porque Rui ainda não decidiu se será realmente candidato ao governo e, consequentemente, não começou a campanha, ao contrário do governador que já faz tempo está com o pé no acelerador pela reeleição.

Mudanças no quadro

Se Rui anunciar uma candidatura ao governo, o quadro eleitoral muda imediatamente e pode deixar rapidamente seu adversário para trás. Faltando pouco mais de um ano e meio para as eleições, esta possível diferença de sete pontos percentuais em favor de Renan Filho não representa absolutamente nada.

Sinal amarelo

Mesmo que insiste em que as doações recebidas foram rigorosamente dentro da lei, o governador Renan Filho vai ter muita dor de cabeça se o ministro Edson Fachin autorizar que seja investigado a pedido da procuradoria-geral da República na confusão da Lava-Jato. As acusações de crimes para todos os envolvidos, segundo a procuradoria, vão de corrução passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, formação de cartel a caixa dois.

Sem ter pra onde correr

Na opinião de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal e da própria presidente, Cármen Lúcia, caixa dois é crime e ponto final. Para se livrar do problema o Congresso tem que correr para mudar as regras do jogo, se der tempo.

Ingratidão 

Depois do falecimento do patriarca João José, a família Pereira começou a tomar rumos diferentes na política local. Antes aliados de primeira hora do senador Benedito de Lira e do deputado Arthur Lira, que tudo fizeram por Junqueiro, Teotônio Vilela e municípios adjacentes, agora eles se atiraram nos braços do governador Renan Filho em busca de espaços mais generosos.

Não perdeu tempo

O prefeito Gilberto Gonçalves, de Rio Largo, eleito com apoio do senador Benedito de Lira, já mostrou que esquece rapidinho das coisas. Tacou elogios a Renan Filho e ao senador Renan Calheiros numa visita que fizeram à cidade e se mostrou um entusiasta do PMDB, embora tenha sido eleito pelo PP.

Nenhum aceno

Ao figurar na famosa lista de Rodrigo Janot, o governador Renan Filho amargou a solidão de muitos dos seus aliados. Na Assembleia Legislativa, por exemplo, ninguém levantou a voz para defender o governador das acusações. 

Pra baixo

O Estado de Alagoas deu meia volta no nível de empregos. No mês de fevereiro, teve o pior resultado em 12 anos, com o fechamento de 11 mil e 403 postos de trabalho. O secretário Arthur Albuquerque, que parece não entender do riscado, entra no governo de Renan Filho com o pé esquerdo.

Alto lá

O procurador-chefe do Ministério Público, Alfredo Gaspar de Mendonça, bem que poderia ter evitado dúbias interpretações ao determinar uma investigação contra o prefeito Rui Palmeira. Ex-secretário de Segurança Pública do governo de Renan Filho, Alfredo questiona nomeações feitas pelo prefeito de Maceió, exatamente numa denúncia feita por um tal de Raudrin de Lima Silva em plena campanha em 2016, quando o candidato do governador perdeu feio para Palmeira.

Avançando

Sem freio, o ministro do Turismo Marx Beltrão acelerou os contatos para garantir apoio para as próximas eleições, onde será candidato ao Senado. O alvo agora foi vereadores da Câmara de Maceió. Mais da metade fecharam com o ministro, para espanto do senador Renan Calheiros que vê com preocupação sua reeleição em 2018.

Recompondo

Com um olho na possibilidade de precisar da Assembleia Legislativa se for mesmo ter que ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça, o governador Renan Filho acelera os contatos com deputados insatisfeitos no bloco governista. É melhor prevenir do que remediar, diz um velho ditado. Para processar Renan Filho, se for o caso, o STJ precisará de autorização da Assembleia Legislativa.

Não se ilude

Mesmo apresentando bom desempenho numa provável corrida para o Senado, o deputado federal Ronaldo Lessa, com longa experiência política, não se ilude com isso. Aos amigos tem dito de que não passa pela sua cabeça disputar o Senado, a não ser que os ventos lhes estejam permanentemente ao seu lado. Sabe que uma campanha para o Senado vai precisar de muita coisa, principalmente recursos para bancar investimentos nos 102 municípios.

Indecisão

Outro nome que também figura bem nas pesquisas que apareceram por aí, é de Heloísa Helena. Mas se depender dela não será candidata. No momento, Heloísa está preferindo fortalecer o Partido Sustentabilidade dirigindo sua Fundação.

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