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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 914 / 2017

27/03/2017 - 09:07:37

País da piada pronta

Jorge Oliveira

Brasília – Estamos pagando um preço muito alto pelo desgoverno petista nesses últimos quatorze anos em que o Brasil ficou conhecido lá fora como o país mais corrupto. Mas parte da população, principalmente aquela mais desinformada, ainda acredita na fanfarrice do Lula e da Dilma, ambos mergulhados até o pescoço em atos de corrupção. Aposentados, vivendo às custas do contribuinte (Lula disse que tem renda de 50 mil reais por mês), os dois agora também inauguram obras como se ainda estivessem aboletados no poder. Fazem um governo paralelo de inaugurações como se as obras fossem deles e não do Estado brasileiro.

É muito cinismo da dupla sair por aí visitando obras das empreiteiras em que se locupletaram com milhões e milhões de reais. Empresas que abasteceram os cofres petistas com o dinheiro roubado do contribuinte. A Dilma, agora com direito a uma polpuda aposentadoria como ex- presidente, desfila pelo exterior falando idiomas desconhecidos dos terráqueos e difamando o país que governou. Querem juntar os cacos para se apresentarem como personagens novos da política em 2018. E mais: divulgam ser a salvação do país com fórmulas mágicas para recuperar a economia que eles mesmos destroçaram. 

Nada disso que escrevi aí em cima saiu de um esquete de humor. É uma ação da dupla do barulho que vai começar a percorrer o país para tentar voltar ao poder ou, na pior das hipóteses, reativar o PT esfacelado e atolado até o pescoço no esquema de corrupção. Lula é o mestre de cerimônia. Apresenta-se como vítima, numa fantasia de honesto, e ataca como pode a Justiça pelos cinco processos a que responde por corrupção. Ao depor em Brasília sobre as acusações do senador Delcídio do Amaral, aproveitou para fazer um discurso político em vez de responder concretamente as perguntas do juiz que se limitou aos autos do processo. Esqueceu-se que ali, perante o juiz, o que vale são as provas, o discurso é balela de palanque.

Sem ter o que fazer na vida, a dupla do barulho abriu o calendário de visitas ao Nordeste para campanha de 2018. Neste fim de semana, foi inaugurar parte da transposição do São Francisco na Paraíba, depois que Michel Temer entregou para a população as obras que se arrastavam há mais de quinze anos. Numa loucura monumental, que nem Freud explicaria, os dois decidiram que também deveriam fazer a sua inauguração como se as obras tivessem sido pagas por eles, com dinheiro do bolso deles. Quanta fantasia, quanto peleguismo, quanta excrecência de um partido apodrecido que ainda tenta levar o povo brasileiro no bico com as suas alegorias. 

Caduco

Para a grande maioria da população, o Lula é uma liderança caduca. Sua lábia ainda causa efeito nos torrões mais pobres do Nordeste, onde o Bolsa  Família compra todo mundo que tem no Programa a sua única alternativa de vida. E disso se aproveitam os sanguessugas petistas para sobreviver na política roubando os cofres públicos e distribuindo migalhas para uma população miserável. Quanto a Dilma, coitada!, até hoje não sabe que governou o país tal o nível de indigência mental. Mas, para não perder a carona, gruda-se como carrapato em Lula para sobreviver politicamente. 

Sinecura

Sinceramente, o Brasil não parece um país amadurecido. Seus governantes vivem de sinecura até hoje. Quando De Gaulle veio aqui em 1962 profetizou: “Este não é um país sério”. O presidente francês estava irritado por causa da proibição da pesca de lagostas por barcos franceses no mar territorial brasileiro. 

Diplomacia

Mas todo político usa da diplomacia que lhe convém para eternizar as suas frases. Mesmo não sendo nenhuma Brastemp, De Gaulle parece ter acertado na mosca ao dar uma bronca nos governantes brasileiros e imortalizar, com algumas palavras, o conceito que tinha sobre o Brasil.

Suruba

Não esperava o presidente Francês que, cinquenta e cinco anos depois, um político brasileiro traduzisse em bom português o que ele realmente pensava sobre o nosso país. Esse feito coube ao nobre senador Romero Jucá: “O Brasil é uma suruba!”

Craque

Maurício Quintela está afiado. É capaz de identificar, sem muito esforço, todas as obras do Ministério dos Transportes que faz em Alagoas. E não são poucas. Credencia-se desde já como político promissor para subir ao pódio. 

Tranquilo

Pela conversa tranquila, o senador Benedito de Lira parece não guardar mágoas da última campanha. Prefere olhar pra frente e carregar as baterias para 2018 quando vai encarar a reeleição para o Senado Federal. Serviço prestado ao Estado tem de sobra para apresentar.

Sobra

Renan, Benedito, Téo, desses três nomes fortes para o Senado um vai sobrar em 2018.

Reeleição

Renan Filho deve conter a euforia: intenção de voto não é voto. No Espirito Santo, o governador Renato Casagrande tinha 72% das intenções de votos e perdeu a reeleição no primeiro turno para Paulo Hartung em 2014.

Ameaça

Paulão quer voltar a Câmara dos Deputados. Mas em vez de avisar aos eleitores, tem conversado com os sindicalistas do PT que estão dispostos a desgastar o governo a partir do próximo semestre. O deputado que negociar a sua reeleição. Gostou de Brasília.

Arrependimento

É o que se colhe nos bastidores: o PMDB está profundamente arrependido de ter apoiado Cícero Almeida na eleição para prefeitura de Maceió. Se tivesse se mantido neutro nas eleições, ainda seria um bom negócio para o partido. Ciço é peso morto como político. 

Interior

A história de Alagoas registra que nem sempre o candidato bem avaliado em Maceió ganha a eleição para o governo do Estado. Se quiser ser um concorrente forte, Rui deve começar a maratona pelo interior, onde o voto ainda é decidido pelos caciques políticos. Precisa construir seu curral.

Valentia

Os políticos alagoanos precisam render homenagens ao prefeito de Arapiraca Rogério Teófilo. Quando ninguém acreditava na sua eleição, ele derrubou todos aqueles que se diziam donos dos votos no município. Caíram diante dele como peças de dominó: um atrás do outro.

A volta

A partir de hoje este colunista volta a sua velha técnica de informar aos seus dez leitores por meio de pequenas notas. Prepare-se.

Inteligência

Depois que assumiu o Ministério da Cultura, Roberto Freire viu crescer no país as secretarias de cultura nos Estados administradas por representantes do PPS. É mais fácil captar recurso do MinC com secretários aliados ao partido.

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