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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 914 / 2017

23/03/2017 - 18:17:11

Candidato denuncia corrupção eleitoral na Adefal

Entidade teria cadastrado cerca de 350 associados em poucos dias

José Fernando Martins [email protected]
Pedro José denuncia o presidente da Adefal por corrupção

A “chapa” literalmente esquentou nas eleições para a diretoria da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal). Se por um lado, a chapa 1 – Continuar e Integrar - busca à reeleição, do outro, a chapa 2 – Acessibilidade e Inclusão – aponta uma série de irregularidades que pode colocar em xeque as intenções da concorrente. Entre as mais alarmantes estaria o cadastramento relâmpago de 355 associados dentro de poucos dias. O fluxo chega a ser até 255% maior do que todo o ano de 2016, que apresentou 100 novos cadastros. A oposição também alega outros abusos que vão desde boatos falsos até a sabotagem do pleito.

Em entrevista para o EXTRA ALAGOAS, o candidato a presidência da chapa 2, Pedro José, contou que os problemas começaram ao pedir à diretoria da Adefal uma relação dos associados com contatos telefônicos para realizar a campanha. Ainda conforme José, a associação teria tratado o pedido com descaso, já que foi necessário exigir várias vezes a entrega de uma lista atualizada. Mesmo após atendida, a chapa identificou discrepâncias na relação, como nomes duplicados e com contatos telefônicos desatualizados.  

A assessoria jurídica da chapa 2 protocolou à Justiça um dossiê que reuniria provas de outras ilegalidades. Funcionários da Adefal estariam usando adesivos para promover a chapa 1 e tentando convencer os associados a optarem pela reeleição de João Ferreira. A atitude seria uma estratégia de garantirem seus empregos por mais uma gestão. “Também criaram boatos que iremos acabar com a associação. Isso é mentira! Queremos intensificar o trabalho para atender melhor os portadores de necessidades especiais”, disse José. 

A denúncia também dá conta que a diretoria dispensou a organização de uma assembleia para nomear a comissão eleitoral, que acabou sendo formada apenas por diretores da atual gestão. Além disso, a chapa 2 evidencia o uso das redes sociais oficiais da Adefal como ferramenta de campanha pró João Ferreira. “Precisamos de uma eleição limpa, transparente e democrática. Estamos muito preocupados porque não é o que está acontecendo dentro da Instituição. São atos insanos, ameaças, pressões. Associados e funcionários não podem sofrer com uma coisa que deveria vir para melhorar, e não piorar. Por isso, resolvemos agir”, desabafou.

A assessoria jurídica da chapa 2 já entrou com um pedido de impugnação da chapa concorrente. “A partir do momento que ela fere a regra do jogo, é necessário que seja punida”, informou o advogado Tarsys Gama.  Segundo os relatos, desde o início canais de diálogos foram provocados pela chapa 2 sem sucesso. “A nossa intenção sempre foi a transparência do processo. Buscamos resolver de forma amigável, administrativamente e não tivemos avanço. Por isso, apelamos agora para uma esfera maior, que irá resolver da melhor maneira. Vamos aguardar agora que a justiça seja feita”, explicou o candidato à presidente, Pedro José.

A eleição para a escolha da nova gestão da Adefal está prevista para o dia 17 de abril.

 o OUTRO LADO

Na manhã de quarta-feira, 22, o candidato à reeleição pela chapa 1, João Ferreira organizou uma coletiva de imprensa para rebater as acusações. Em nota de manifesto foi declarado que “diante de tudo isso, repudiamos este ato de desespero, de quem reconhece que não há espaço para suas práticas nessa instituição, que não mais se permitirá ser utilizada como balcão de negociatas políticas e parte para acusações infundadas”.

Quanto ao aumento de número de associados aptos a votar, Ferreira explica que “deixamos claro que todos eles atendem as prerrogativas estabelecidas pela Instituição para se tornarem sócios, onde foram produzidos trabalhos sérios de divulgação para o cadastro e recadastramento dos associados”.

Informou também que “insinuar que houve qualquer benefício praticado por parte da comissão eleitoral é desrespeitoso com os membros da comissão e até mesmo com os membros da chapa 2 que estiveram presentes na construção das regras. Infelizmente o que foi presenciado no período do processo de cadastramento de associados foi a tentativa da chapa 2 de realizar cadastros de 75 deficientes do interior do Estado por meio de procuração”. 

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