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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 913 / 2017

20/03/2017 - 18:40:10

Renan Filho e Rui Palmeira lideram blocos Azul e Encarnado

Governador e prefeito polarizam disputa do próximo ano; Rede e PSOL se lançam em Alagoas

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Renan e Rui administram máquina pública de olho nas urnas. Disputa eleitoral já começou

Tapete vermelho, estrutura gigante, 102 prefeitos convidados, 80 deles apareceram, 63 assinaram uma “lista de presença”. Dois dos 12 deputados estaduais do PMDB responderam ao chamado do senador Renan Calheiros (PMDB) e nenhum dos quatro vereadores do PMDB na capital assistiu ao lançamento do senador para a disputa pela reeleição no próximo ano, na sede da Associação dos Municípios (AMA), ao lado do governador Renan Filho (PMDB) e dos ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do Turismo, Marx Beltrão.

O encontrão, que aconteceu na segunda-feira (13), teve como pano de fundo o anúncio de recursos para o combate à seca e ajuda às prefeituras. Porém, na boca de todos, circulava uma palavra: apoiar os Renans em 2018.

Havia quem quisesse mostrar “independência” ou luz própria. Marx Beltrão, antes de aparecer, estava com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), principal nome da oposição a Renan Filho e provável postulante ao Governo nas eleições do próximo ano.

A tentativa é dar um tom de seriedade ao nome do próprio Marx Beltrão, que diz ser candidato ao Senado e é tratado no PMDB como “plano B” para atacar Rui no guia eleitoral e desidratar a candidatura do ex-governador Teotonio Vilela Filho à segunda vaga, hoje também disputada por Benedito de Lira (PP, tenta reeleição) e Ronaldo Lessa (PDT).

Ou, quem sabe, Marx Beltrão pensa em trair Renan na disputa ao Senado e virar oposição ao senador? O acordo foi fechado com os Beltrão? O que Renan pensa disso? Perguntas, ainda, sem resposta.

Outro nome também circula nos bastidores: o do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Esta história é contada mais abaixo.

Troco

Um dia após o lançamento dos Renans, tendo como palco a principal associação que representa os prefeitos alagoanos, os deputados estaduais deram o troco na Assembleia: nenhuma menção ao projeto político, ao encontro na AMA, à presença dos ministros. Silêncio total. Algo inimaginável num passado não tão distante pela representação de Renan Calheiros em Brasília e seus mais de 30 anos na história política alagoana.

Galba Novaes (PMDB) e Jó Pereira (PMDB) reclamaram, discretamente, da política de segurança do governador. O secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, balança no cargo, mas não caiu. Ainda.

Silêncio na Assembleia que é explicado pela distância entre o Executivo e o Legislativo. Afagos não correspondidos pelos deputados, assanhados por cargos na máquina estadual, por exemplo. 

Por trás da cortina, porém, os murmúrios aumentam o som. Rui Palmeira não é cotado para disputar o Governo, mas empurrado para o Senado Federal. Para bater chapa com Renan Calheiros.

“Não sei como ele vai disputar uma eleição sem ser bastante conhecido pelo Estado e contando apenas com o voto da capital”, disse um deputado, sob anonimato.

A depender do Paraná Pesquisas, encomendada pelo Diário do Poder, Rui vai para o confronto ao Governo com Renan Filho, mas em desvantagem.

Porque o atual governador- um ano e meio antes das urnas sacramentarem o próximo chefe do Executivo- tem 31,7% dos votos e seria reeleito hoje, num segundo turno, contra 26,1% de Rui.

Fora do Executivo e sem a máquina pública operando a seu favor, o prefeito corre risco de perder as eleições, se a aventura for mesmo enfrentar os Calheiros em 2018.

Ao contrário de Renan Filho, comandando o Executivo, sem necessidade de se licenciar ou renunciar ao cargo, última opção obrigatória ao prefeito da capital.

Senado causa 

surpresa em Lessa

Pelo Paraná Pesquisas, o deputado federal Ronaldo Lessa- se fosse disputar o Senado - ficaria em 1º lugar. O ex-governador Teotonio Vilela Filho estaria em 2º, ficando com a outra vaga e deixando de fora Renan.

Vai disputar o Senado, então?, perguntou o repórter.

“É muito cedo. Claro que estou feliz e incentivado para dar o melhor de mim no mandato de deputado federal”, respondeu Lessa ao EXTRA. Téo Vilela não quis comentar o resultado.

Esta pesquisa deixou de fora Heloísa Helena, um dos principais nomes do Rede no país (o outro é Marina Silva). E Othoniel Pinheiro, aposta do PSOL ao Senado, com forte penetração nas redes sociais.

O PT ainda não decidiu para qual dos lados vai o prato da sua balança. Internamente, há duas correntes: uma quer a reaproximação com o Governo Renan Filho, em nome dos cargos; a outra aposta em voo próprio, hipótese improvável porque o partido não tem nomes de peso eleitoral para enfrentar os Calheiros nem causa preocupação a Rui Palmeira.

Seja como for, o quadro segue indefinido, mas a polarização do voto em Alagoas, mais uma vez, vai sendo construída como no passado. O bloco do azul. E do encarnado. 

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