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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 913 / 2017

20/03/2017 - 18:37:59

Tocou fogo no binga

Jorge Morais

Você conhece essa expressão? Os mais antigos com certeza conhecem. Mas os jovens de hoje só se interessam mesmo pelos jogos na Internet; comentários pelo Facebook; o que rola no Instagram; nas conversas do WhatsApp; e essas coisas americanizadas que viajam pelo Mundo, por meio das grandes redes sociais. Binga, duvido que essa garotada tenha, pelo menos, ouvido falar, imagine que saiba alguma coisa, como funcionava ou para que servia.

Pois bem. Binga “é um isqueiro antigo, feito de latão (metal amarelo), com formato de um projétil, abastecido com gasolina para embeber o algodão cru e pavio”. A quem defina também como:  “Isqueiro feito com a ponta de um chifre e uma lasca de pedra, que se atrita com uma lâmina de ferro ou de aço (um pedaço de lima), provocando uma faísca que inflama a bucha de algodão; artifício, fuzil, papa-fogo”. Se você for mais longe, ainda encontra outras definições, mas todas com a mesma finalidade.

Como o binga servia para fazer faísca e proporcionava o surgimento do fogo, o que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, está fazendo, hoje, é nada mais, nada menos, tocando fogo no binga, quando encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma relação com 83 nomes envolvendo senadores, deputados federais, ministros, governadores e Ex dessas funções todas, para uma profunda análise dos ministros da Alta Corte do País, quanto a aceitação ou não dos denunciados nas operações comandadas pelo juiz Sérgio Moro e fielmente cumpridas pela Polícia Federal, além de mais de duas centenas de nomes que correm por fora.

Tem gente que daria a própria vida ou negociaria com o Diabo para saber se seu nome está na relação do Janot. A quem diga que não sobra um só estado dessas denúncias decorrentes das delações dos dirigentes e ex-dirigentes da Construtora Odebrecht, além dos nomes já anteriormente envolvidos ou condenados, todos ligados ao Partido dos Trabalhadores ou amigos do “Rei”, que sabiam e faziam de tudo e o “Rei” nunca viu nada, nunca ouviu nada e nunca participou de nada, mesmo que tudo se passasse nas salas coladas ao seu gabinete.  

Acho até que esse documento é mais do que faísca do binga. Certamente, está cheio de provas documentais e de depoimentos em relação ao que se comenta nesses últimos três anos no Brasil, onde já tem gente na cadeia, como o quadrilheiro José Dirceu e o empreiteiro Marcelo Odebrecht, ambos já condenados, além de alguns outros que estão no xadrez, em prisão domiciliar ou andando com tornozeleiras eletrônicas. Tem gente que roubou tanto, como o Nestor Cerveró, e, hoje, não tem “um pau para dar no gato”. Cerveró que o ex-presidente Lula disse não conhecer.

Pergunta-se, então: O que adianta ser rico por algum tempo, fruto da roubalheira do dinheiro público; mudar o padrão de vida de uma hora para outra; e, depois, ser desmoralizado e continuar pobre? Esse é o caso do ex-presidente Lula e sua família, com apartamento de luxo, sítio, carros importados, os filhos milionários, a bem pouco tempo rapazes pobres, sem uma explicação lógica para essa transformação, como num passe de mágica.

Essa semana, um Instituto de Pesquisa que só aparece na época de eleição, divulgou o resultado de uma pesquisa nacional, onde o ex-presidente Lula aparece na dianteira para a Presidência da República se as eleições fossem hoje. Nessa mesma pesquisa, o senador Aécio Neves e o deputado Jair Bolsonaro, militar da reserva e no sexto mandato,  aparecem tecnicamente empatados no segundo lugar. Se verdadeira, veja a que ponto nós chegamos: Lula, Aécio ou Bolsonaro. Se verdadeira, não foram fantasmas que fizeram essa escolha.  

É por essa e outras coisas que acho que o Brasil está perdido e mal pago. Como é possível que o Lula, depois de tantos escândalos e envolvimento até o pescoço com a Operação Lava a Jato, possa liderar uma pesquisa? Como é possível que o Aécio seja novamente lembrado? Finalmente, como é possível que um homem sem um mínimo de equilíbrio seja um escolhido para governador um País? Talvez, da mesma maneira como Donald Trump foi eleito para presidir o País mais poderoso na economia mundial, os Estados Unidos. Que Deus nos abençoe, Amém.

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