Acompanhe nas redes sociais:

16 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 913 / 2017

20/03/2017 - 18:28:21

Gabriel Mousinho

O voo de Beltrão

Gabriel Mousinho

Candidato declarado ao Senado Federal nas próximas eleições, o ministro Marx Beltrão pode, a qualquer momento, desembarcar e perder sua participação no governo do Estado, onde comanda a Secretaria de Meio Ambiente e a Casal. Como não tem segurança em garantir sua candidatura pelo PMDB, Beltrão surfa nas oportunidades da administração de Renan Filho até quando Deus quiser.

Querendo mais espaço no governo além dos que já tem, a estrela de Coruripe, “dono” de alguns partidos em Alagoas, a exemplo do PSD que antes pertenceu a João Lyra, o ministro é considerado pelo PMDB como uma peça política perigosa e que pode atrapalhar futuros planejamentos do clã dos Calheiros.

Do lado do seu grupo político ninguém acredita que o PMDB vá lhe receber de braços abertos para disputar uma das duas vagas com ninguém menos do que o senador Renan Calheiros. Como política tem dessas coisas, a candidatura precoce de Beltrão ao Senado é ainda uma incógnita. Pode acontecer tudo e pode não acontecer nada.

Na verdade, as suas declarações assanharam o reduto peemedebista, que revelaram uma ameaça às pretensões de reeleição de Renan Calheiros, que ainda deve disputar com Benedito de Lira e possivelmente Téo Vilela.

A situação do PMDB na disputa pelo Senado e pelo Governo, como se vê, não é nada confortável.

Nem um, nem outro

O deputado e ministro Marx Beltrão não deverá sair candidato nem pelo PMDB de Renan Calheiros, nem pelo próprio PSD, partido que ainda domina em Alagoas. Deverá sair candidato mesmo pelo PRB. Além do PMDB, Renan tem forte influência no PSD, dado a sua amizade com o presidente nacional, Gilberto Kassab. Foi essa influência que colocou, nas eleições passadas, João Lyra no canto da parede.

Pesquisa duvidosa

Algumas pesquisas que estão fazendo para o Senado é considerada furada. No rol dos candidatos, Ronaldo Lessa e Maurício Quintella, que já admitiram não entrarem na disputa. Certo mesmo estão no páreo Renan Calheiros, se não mudar de percurso, Biu de Lira, Marx Beltrão e Téo Vilela que diz somente decidir no próximo ano.

Reduto ambicionado

Fazendo uma aliança puro sangue com Renan Calheiros, Marx Beltrão garantiria uma dobradinha forte em um dos mais ambicionados redutos político de Alagoas, a região sul do Estado. Mas isso não quer dizer que outros candidatos não furem o cerco eleitoral. Seria uma disputa de grandes lances com resultados imprevisíveis.

Sem opção

Já antecipando uma chapa puro sangue para o Senado, Renan Calheiros afasta a possibilidade de aliança entre outros partidos e naturalmente outros candidatos. Deverá perder redutos importantes com a composição com Marx Beltrão. Alguns aliados admitem que esta aliança é precipitada e perigosa e que não trará grandes conquistas de redutos eleitorais para o senador.

Frustrada

Pelo menos até o momento está sendo frustrada a intenção do senador Renan Calheiros de apagar o fogo dos deputados contra o governo do seu filho. As tentativas confirmam deputados que preferem ficar no anonimato, não evoluíram, porque ninguém acredita mais em promessas sempre nunca cumpridas. Os Calheiros vão ter, sim, muito trabalho para recompor a base governista na Assembleia Legislativa.

Desespero

Enquanto o governador trabalha pela sua reeleição, os deputados da base comem o pão que o diabo amassou. Mas agora chega, disse um deles à coluna, prometendo que Renan Filho terá dificuldades de aprovar seus projetos na Assembleia daqui pra frente, se não chegar a contemplar os insatisfeitos. Se o grupo continuar parado não se reelege, alertou um deputado.

Engana a outro

O governador Renan Filho tem dito por aí que é candidato à reeleição, mas só quer pensar nisso no próximo ano. Conversa fiada. Renan já está em campanha desde quando assumiu o governo e ainda quando pisou fundo na eleição em que Cícero Almeida perdeu a prefeitura para Rui Palmeira.

Deixa como está

Com essa história de bom senso, é visível que alguns deputados não querem mesmo passar a limpo a Assembleia Legislativa. O rosário de irregularidades identificadas pela auditoria da Fundação Getúlio Vargas é digna de um filme da máfia. Avalizando as irregularidades apontadas, principalmente na folha de pagamento de pessoal, perde a própria Assembleia, perde o Estado e a população.

Bomba nas mãos

Sobraram para o procurador-geral da Assembleia Legislativa, Diógenes Tenório, as sugestões sobre a auditoria feita naquela instituição pela Fundação Getúlio Vargas. Tenório deve cozinhar a avaliação até quando todos estiverem esquecidos do problema. Mas o Ministério Público não pensa assim e o procurador Alfredo Gaspar de Mendonça quer tomar conhecimento da auditoria que aconteceu por lá.

Força tarefa

Somente com uma força tarefa envolvendo o Ministério Público, a Polícia Federal, a Receita e outros órgãos específicos, se poderia descobrir na Assembleia coisas do arco da velha, como, por exemplo, promoções indecentes, diplomas falsificados e outras coisinhas mais. Passando a mão por cima sob a alegação de bom senso, nunca se chegará a expor a sujeira escondida sob os tapetes da instituição.

Paulo Jacinto 1

Está dependendo de uma conversa entre o ex-deputado e presidente da Assembleia Legislativa, João Neto e o jornalista Marcelo Firmino, para saber quem vai disputar a prefeitura de Paulo Jacinto nas próximas eleições. Com um currículo invejável, Neto é profundo conhecedor da grave situação financeira e econômica do país, incluindo aí os municípios alagoanos e está preparado para a luta. Já Marcelo Firmino é um defensor intransigente de Paulo Jacinto e tem contribuído para seu engrandecimento na divulgação positiva do município.

Paulo Jacinto 2

A situação ali e na região é muito grave quando se trata de abastecimento d´água. Em Paulo Jacinto, desde a semana passada, foi suspenso o fornecimento de água, com os mananciais e os rios literalmente vazios. É preciso uma política pública urgente por parte da administração, para que a situação não chegue a uma situação irreversível.

Revoada

A eleição do próximo ano já está sendo discutida com antecedência. Na pauta, a revoada de filiados de partidos políticos. Tudo em nome do “salve-se quem puder”. O PMDB é um dos partidos que poderá sofrer grande baixa na Assembleia Legislativa.

Sem essa

Pelo andar da carruagem, o governador Renan Filho vai terminar o seu primeiro mandato com mais de 70% de auxiliares políticos, ao contrário do que tinha anunciado tempos atrás, de manter uma equipe eminentemente técnica. Percebeu que, sem voto, não se reelege.

Estreitando

O espaço eleitoral de alguns caciques está, aos poucos, sumindo em Alagoas. A correria para recompor as bases no interior é coisa nunca vista. Cabos eleitorais não confiam mais nas promessas de campanha e não alimentam esperanças sobre recursos para o próximo ano.

Preparando o terreno

Ao dizer que Eduardo Cunha manobra, da prisão em Curitiba, sobre deputados na Câmara, o senador Renan Calheiros prepara o terreno para uma possível deleção premiada que possa lhe trazer problemas futuros. Sendo denunciado por Cunha, Renan vai dizer que isso é retaliação por ter declarado que o ex-presidente da Câmara atua no governo mesmo de dentro da cadeia.


Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia