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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 912 / 2017

15/03/2017 - 10:24:06

Gabriel Mousinho

Sinal de alerta

Gabriel Mousinho

O sinal amarelo foi aceso e foi preciso que o senador Renan Calheiros decidisse entrar no jogo político para não ter problemas na sua reeleição para o Senado no próximo ano. O distanciamento do governador Renan Filho de suas bases políticas e a queda de braço com a Assembleia Legislativa e outras lideranças políticas, empurraram o líder do PMDB no Senado para uma tomada de providências, enquanto é tempo.

O senador Renan Calheiros observou, coisa que já fazia há muito tempo, que o clima político no estado já não era dos melhores. O governador Renan Filho tentou durante esses dois anos fazer carreira solo, mas não teve a experiência necessária para ampliar aliados e manter os que votaram nele em 2014. Ao contrário: criou uma série de situações entre os aliados e vê, com preocupação, ter problemas também na sua reeleição junto com o pai.

Foi por isso mesmo que o senador, sob a alegação de que o PMDB precisa estreitar o relacionamento com o governo, resolveu agir. E já estava na hora. Nas mãos do filho, bom de discurso, mas mal de articulações, a situação estava se complicando cada vez mais. Habilidoso, mas sem querer culpar o filho pelos desacertos políticos, Renan entrar em campo para encontrar uma solução rápida de paz principalmente com os aliados.

Insatisfação

A insatisfação é grande na Assembleia Legislativa, principalmente quando o governador nomeou políticos para secretarias chaves do governo. A decisão atingiu alguns deputados da base aliada que se ressentem de espaços na administração estadual.

São Tomé

Esta história de que o PMDB está de braços abertos para receber o deputado Marx Beltrão como candidato ao Senado, parece coisa a história de São Tomé de que agora só não se viu boi voar. Pouca gente acredita inclusive Marx Beltrão, de que o PMDB entre nas eleições majoritárias de 2018 com uma chapa puro sangue. Os resultados até agora não foram bons, inclusive nas últimas eleições para prefeito.

Preocupação

O senador Renan Calheiros, que andou algum tempo afastado de Alagoas pelas suas múltiplas funções como presidente do Senado, ficou assustado com o clima que viu e do que tomou conhecimento sobre as relações entre governo, deputados e lideranças políticas.

Franco atirador

Aliados de Marx Beltrão confidenciam que ele está pronto para sair candidato ao Senado, menos pelo PMDB. Com quatro partidos à sua disposição, inclusive o PSD, Beltrão aguarda somente a abertura de uma janela política no próximo ano para se ver desvinculado de compromissos com a atual legenda.

Apoio no interior

Alguns prefeitos do interior já ensaiam uma candidatura ao governo do Estado do prefeito de Maceió, Rui Palmeira.  Alguns devem se reunir até o próximo mês na cidade de Viçosa e anunciar apoio ao tucano para o governo nas eleições do próximo ano. Esta decisão gira pela insatisfação e a indiferença que muitos sofrem no governo de Renan Filho.

Outra história

O governador Renan Filho mudou o disco sobe nomeações no primeiro escalão do governo. Defendendo indicações absolutamente técnicas no início do governo, sentiu que a coisa não é bem assim que funciona. 

Assembleia                     sem jeito

O presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas, saiu-se com a preciosidade de que “ se eu fosse cumprir as exigências feitas pela Fundação Getúlio Vargas não ficava um funcionário na Casa”. Ou seja, a instituição está empestada de irregularidades. Se não poderia cumprir com os resultados da auditoria, por que permitiu gastar a bagatela de 2 milhões de reais com os trabalhos?

Caso de polícia

Como os relatórios da ALE nunca chegaram ao conhecimento público, o caso parece ser de atribuição da polícia. Suspeita-se que progressões antigas de servidores nunca atenderam aos requisitos legais, onde a sua maioria foi alçada a vultosos salários por conveniência política.

Diplomas                 suspeitos

Não é de agora que se denunciavam a existência de diplomas “fabricados” por alguns servidores para reforçar o salário na Assembleia. E até os deputados sabiam disso, mas preferiam fazer ouvido de mercador. Quem mexeu nesse vespeiro na Câmara de Vereadores, há anos, foi o pastor e hoje deputado estadual  João Luiz, que teve como resposta seu veículo incendiado.

Deixa pra lá

Pelas declarações de Luiz Dantas ao jornalista Marcos Rodrigues, o festival de irregularidades continua como está. Até que alguém tenha a coragem e a independência de passar4 a limpo a Assembleia, instituição corroída de histórias grotescas e nebulosas.

Constrangimento

O assessor do prefeito Rui Palmeira, Welisson Miranda, não deixou por menos as críticas feitas pelo senador Renan Calheiros no início da semana à administração tucana. Escalado para o confronto na própria emissora que se diz pertencente ao senador, Welisson chamou o parlamentar de “desinformado, desorientado” e que Renan armou um palanque antecipando as eleições de 2018.

Assombrado

O PMDB está antecipando nomes para disputar as eleições do próximo ano. Da lista para deputado federal apenas muito poucos podem chegar lá. Dos citados apenas Joaquim Beltrão tem chances reais de eleger novamente deputado.

Revolta

Credores da massa falida do Grupo João Lyra podem ir às ruas a qualquer momento. Para eles, o afastamento do administrador João Daniel dificulta  ainda mais o recebimento de suas indenizações.

Surpresa

O afastamento da administração, incluindo o gestor e o perito, foi recebido com surpresa por todos os credores. A perspectiva de venda de ativos para pagamentos das indenizações volta praticamente à estaca zero.

Recuperação               judicial

Pelo despacho do juiz Leandro Folly, existe uma grande possibilidade de a falência voltar a ser transformada numa recuperação judicial. O problema é saber quem iria tocar o novo projeto, já que João Lyra não teria condições de assumir tal responsabilidade.

Medo de calote

Muitos credores que imploram pelas suas indenizações estão com medo de calote. As mudanças de rumo no processo de falência criam um sentimento de incredulidade e de desesperança.

Precedente perigoso

A decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar o réu o senador Valdir Raupp pelo recebimento de doações oficiais, complica a vida de todos os outros políticos que são investigados na Lava Jato. Os ministros da 2ª Turma do STF acharam que o recebimento de 500 mil reais doados pela construtora Queiroz Galvão à campanha do senador, seriam “propina disfarçada”. Se isso prevalecer arrasta consigo centenas de deputados estaduais, federais, senadores e governadores.

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