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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 911 / 2017

06/03/2017 - 18:27:04

Presidente da AMA analisa a situação atual do país

Hugo Wanderley afirma que os municípios são penalizados por obrigações que antes eram de responsabilidade da União

Éder Patriota Especial para o EXTRA
Hugo Wanderley diz que União não aponta fonte de recursos

Eleito recentemente presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), e com quase três meses à frente do município de Cacimbinhas, que fica a 177 km da capital alagoana, Hugo Wanderley é formado em Direito, foi vereador duas vezes e presidente durante dois mandatos da União dos Vereadores do Estado de Alagoas (Uveal), quando se projetou local e nacionalmente antes de se eleger prefeito na sua terra natal, em que familiares seus já dirigiram anteriormente, a exemplo do bisavô José Ferreira de Albuquerque, a avó Noêmia Wanderley e o tio Roberto Wanderley, além do avô materno Sandoval Caju, ex-prefeito de Maceió, e o pai, o renomado cardiologista José Wanderley Neto, vice-governador do Estado no período de 2007 a 2011, durante a gestão de Teotonio Vilela Filho.

Hugo Wanderley concedeu uma entrevista exclusiva na qual tratou de diversos assuntos, a exemplo da PEC do teto dos gastos públicos, já promulgada e que valerá durante 20 anos, durante os quais os investimentos nas áreas da educação e saúde serão congelados.

De acordo com Wanderley, o momento é de muitas dificuldades políticas e financeiras em todo o território nacional, e os gestores municipais não estão vislumbrando uma melhora na área econômica para breve. “É necessário termos cautela e avaliarmos melhor o cenário local e nacional, pois apesar de tudo estamos fazendo as coisas andarem no estado, quando comparamos ao que vem ocorrendo com outros que estão em situação delicada. Considero a atual gestão estadual bastante organizada e que ainda investe bastante nos municípios”, afirmou.

Sobre as responsabilidades repassadas pela União aos municípios nos últimos anos, o presidente diz que isso vem penalizando bastante todos eles. “A União nos repassa uma obrigação, mas não nos mostra a fonte do recurso para financiá-la, como é o caso das unidades da Estratégia de Saúde da Família- antigo Programa de Saúde da Família (PSF), onde o Ministério da Saúde entra com pouco mais de R$ 12 mil e os municípios com a maior parte dos recursos, algo em torno de R$ 30 mil, além de outras obrigações transferidas em outras áreas, já que as desonerações fiscais ocorridas durante uma parte da gestão do ex-presidente Lula e parte da ex-presidente Dilma dificultaram o aumento do volume de recursos para todos”, explicou.

Em relação à repatriação de recursos para parte dos municípios, o presidente da AMA diz que essa situação ajudou bastante os antigos gestores a fecharem as suas contas. “Graças ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que é o autor da Lei da Repatriação dos Recursos Públicos, muitos ex-prefeitos antes dos atuais assumirem fecharam suas contas, ao contrário do que vinha sendo proposto pela ex-presidenta Dilma Rousseff- a qual falava somente em aumentar impostos e dessa maneira diminuiu o consumo das famílias brasileiras, especialmente as alagoanas e consequentemente os recursos destinados pelo Fundo de Participação dos Municípios, o famigerado FPM despencaram”, destacou.

Já sobre a Operação Lava Jato, Hugo afirma que ela é importantíssima para o país, em virtude de estar combatendo com firmeza a corrupção. “Mas devemos ter cuidado para não prejudicar ainda a mais a nossa sensível economia, pois alguns excessos estão sendo cometidos, a exemplo da ampla divulgação de informações confidenciais pela imprensa e isso traz uma grande instabilidade política pelo país afora. Além disso, essa situação que as investigações causam ao Brasil é o principal obstáculo para a consolidação da economia, em virtude da potencialização da crise política”, ressalta.

Na avaliação do prefeito de Cacimbinhas, a PEC dos gastos públicos (241/2016) traz segurança para os gestores municipais e estaduais realizarem investimentos. “Antes vivíamos uma ilusão e com isso milhares de obras ficaram paralisadas em toda a nação. Teremos um volume menor de obras, entretanto todas serão concluídas e isso garantirá estabilidade para todos os gestores brasileiros”, afirmou.

Hugo Wanderley também considera que a reforma previdenciária que está tramitando no Congresso Nacional favorecerá os brasileiros como um todo, já que a população brasileira vem envelhecendo rapidamente, tornando obrigatório o alinhamento da atual realidade com o enorme deficit existente no setor.

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