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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 911 / 2017

06/03/2017 - 18:22:17

Alagoas terá moderno polo agroindustrial

Indústrias serão abastecidas com produção dos perímetros irrigados sob responsabilidade da Codevasf

Vera Alves [email protected]
Ponto de encontro entre o trecho 3, já concluído, e o 4, cujas obras estão em andamento

Alagoas se prepara para abrigar um moderno polo agroindustrial cujas bases estão sendo montadas a partir da implantação dos perímetros de irrigação do Canal do Sertão, a maior obra hídrica do estado iniciada em 1994 pelo então governador Geraldo Bulhões, um sertanejo que prometeu transformar em realidade o presságio do Padre Cícero: o sertão virar mar. A despeito dos entraves que provocaram por quase uma década a paralisação da obra, ela hoje avança, tem três trechos concluídos e está em vias de concluir o quarto, entre Senador Rui Palmeira e São José da Tapera.

É na região que abrange os municípios de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca que os primeiros perímetros de irrigação serão implantados. Por eles correm hoje as águas do Rio São Francisco dos dois primeiros trechos do canal, do total de três já inaugurados. A ideia é usar a água das Estações Elevatórias que serão construídas para o consumo humano, depois de passar por uma Estação de Tratamento, enquanto por outro duto passará a água a ser usada na irrigação dos pequenos lotes a serem distribuídos com pequenos produtores rurais da região.

Os perímetros de irrigação estão sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) que já tem assegurados R$ 9 milhões do Orçamento da União para este ano.

Cada perímetro vai abrigar cerca de 100 famílias de pequenos agricultores, que vão receber assistência técnica para o cultivo da área.

Mas o uso da água do Canal do Sertão é mais ambicioso. De acordo com o engenheiro Wellington Cabral Lou, da Cohidro – Consultoria, Estudos e Projetos, envolvido com o canal desde seu início, o objetivo é transformar a região cortada pelo canal em uma grande polo agroindustrial, isto porque ao logo do tempo indústrias de beneficiamento deverão ser implantadas na área. Ele cita como exemplo a produção de feno, nos moldes do que é feito nos Estados Unidos, o que garantirá o abastecimento do mercado interno.

O CANAL

Com um total de 250 km de extensão, o Canal do Sertão vai cortar 42 municípios alagoanos no Sertão e Agreste. Ele se inicia em Delmiro Gouveia, onde foi construída uma Estação Elevatória e Adutora e a partir da qual é captada a água do Velho Chico. No restante do trajeto, que vai terminar em Arapiraca, a água é conduzida pela força da gravidade, mas em seu percurso estão sendo construídas as estações elevatórias através das quais a água é conduzida aos perímetros de irrigação e grandes propriedades. Sobre as últimas, o Estado e a União ainda definem a forma de remuneração pelo uso da água.

Três dos seis trechos em que a obra foi dividida para execução já foram entregues, até o km 92,93. O quarto trecho está em fase de conclusão, devendo ser inaugurado ainda este ano, enquanto o trecho 5 aguarda a ordem de serviço para início das obras e o trecho final ainda será licitado. Para este ano, o Canal do Sertão já tem assegurados no Orçamento da União, via Ministério da Integração Nacional, R$ 200 milhões e há grandes perspectivas de que outros R$ 200 milhões venham a ser liberados também em 2017, o que deve acelerar a execução das obras.

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