Acompanhe nas redes sociais:

17 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 911 / 2017

06/03/2017 - 18:14:04

Sururu

A farsa tucana

Da Redação

1 - A Justiça começou a derrubar a farsa montada por assessores do governo Téo Vilela para retomar, no tapetão, uma fazenda vizinha ao polo de Marechal Deodoro, que há mais de 20 anos está sob domínio de um posseiro legal.  

2- A área pertenceu à Codeal e foi incorporada ao patrimônio da CARHP, órgão responsável pela liquidação das autarquias e empresas de economia mista extintas nos governos anteriores.

3 - Por omissão, negligência, ou incompetência da CARHP, a área foi abandonada, ficando desde então sob a guarda de um agricultor que passou a explorar a terra com plantio de cana-de-açúcar em parceria com uma usina da região. 

4 - Com a expansão do polo de Marechal, o Estado precisou de novas áreas para instalação de novas indústrias.  Ao invés de defenderem a indenização legal do posseiro, assessores de Téo Vilela sob o comando do ex-secretário Luis Otávio Gomes, o LOG, tentaram expulsá-lo no grito e armaram uma farsa que comprometeu até o próprio governador Téo Vilela.

5 – Primeiro convenceram o governador a assinar um ato de desapropriação com base em falsa matrícula da área, obtida com a conivência do Cartório de Marechal Deodoro. Descoberta a fraude, entraram com uma ação rescisória, que esta semana foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça. 

O ex-prefeito Cristiano Matheus, de Marechal Deodoro, foi denunciado em mais um crime de improbidade administrativa. Acusado de desviar recursos do município, Cristiano já acumula mais processos que o ex-prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, também denunciado por improbidade administrativa. 

Roubalheira

A nova ação tem origem no desvio de R$ 68 milhões de royalties do petróleo recebidos indevidamente graças à manipulação de uma disputa judicial entre os municípios de Pilar e Marechal Deodoro. A farsa envolveu uma quadrilha a serviço do ex-prefeito Cristiano Matheus.

Briga antiga

A disputa por royalties gerados pela exploração de gás e óleo em uma área situada no limite dos dois municípios teve início com uma ação ajuizada há anos pelo então prefeito de Marechal, Danilo Dâmaso, junto à Agência Nacional de Petróelo (ANP).

Cobiça

Desde décadas passadas os royalties eram pagos ao Pilar, mas Marechal entrou na briga e a partir de então a ANP vinha depositando os valores em conta judicial enquanto a ação tramitava na Justiça Federal. Até dois atrás os depósitos judiciais atingiram R$ 68 milhões, o que despertou a cobiça da quadrilha.

 Justiça suja

Para meter a mão nos milhões, Cristiano Matheus armou uma farsa com a participação ativa de um juiz, um deputado federal, um advogado, um diretor do Iteral e outras “autoridades”. O então governador Téo Vilela também foi usado no esquema pela quadrilha.

Golpe final

Para forçar a ANP a liberar os R$ 68 milhões, o prefeito se valeu de uma sentença judicial de primeira instância baseada em ação fraudulenta movida pela Prefeitura de Marechal contra o Iteral, que sequer contestou a fraude. Afinal o conluio também envolveu o órgão de terras, responsável pela demarcação dos limites entre municípios. Até hoje o prefeito não prestou conta desses recursos.

Divisão do butim

Na divisão da pilhagem todos ganharam seu quinhão, mas só o causídico teve os valores divulgados na prestação de contas do ex-prefeito Cristiano Matheus: foram perto de R$ 14 milhões. A maior parte, no entanto, deve ter ficado como o chefe da quadrilha. Afinal, quem parte e reparte sempre leva a maior parte, diz a sabedoria popular. 

Vara Agrária

O juiz José Afrânio Oliveira é o novo titular da Vara Agrária de Alagoas, responsável pela mediação dos conflitos de terra no estado. Criada há 10 anos, a jurisdição até hoje tem agido mais em defesa dos invasores de terra, sob o manto da Pastoral da Terra, em detrimento dos empresários rurais que geram emprego e renda.

Bom exemplo

1A Casal conseguiu, pela primeira vez em décadas, apresentar superávit em suas contas, o que significa dizer que ingressou em um processo de sustentabilidade econômico-financeira. O déficit anual de R$ 53 milhões até 2014 foi reduzido para R$ 23 milhões em 2015 e desapareceu em 2016. Com isso, a companhia vai começar uma nova fase na melhoria dos serviços prestados à população dos 77 municípios onde opera os sistemas de saneamento. 

2Para conseguir o equilíbrio financeiro, segundo Clécio Falcão, presidente da empresa, a Casal renegociou contratos, ajustou procedimentos, reduziu despesas, fez realinhamento tari-fário e desenvolveu outras ações de crescimento da arrecadação, que começam a apresentar resultados positivos. “Hoje, conseguimos pagar os compromissos em dia e ampliamos nossa capacidade de investimento”, definiu Falcão.

“O foro é a raiz de tudo”

Carlos Velloso disse a O Antagonista que, fora do governo, continuará na defesa aguerrida pelo fim do foro privilegiado.

“Hoje, o foro é a raiz de tudo.”

Se o foro não cair, reforça o ex-presidente do STF, a mais alta corte do País nunca terá condições de julgar a quantidade de processos envolvendo os protegidos pela prerrogativa.

Culpa da Dilma

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o valor a ser pago como indenização às transmissoras de energia em razão da MP 579, de 11 de setembro de 2012 editada no Governo Dilma, será de R$ 62,2 bilhões. O rombo será pago pelos consumidores até 2024 a partir de março. Com isso, o aumento médio na conta de luz deverá ser de 7,7%.

Irresponsabilidade

A MP 579 foi publicada com amplo estardalhaço do governo do PT. A então presidente Dilma Rousseff anunciou a medida como uma política para reduzir a conta de luz dos brasileiros. A promessa era uma redução de 20%. Em 2015, no entanto, sem condições de cobrir os subsídios dados, o governo reajustou as tarifas de luz em 50%.

A indenização às empresas transmissoras de energia deve-ria ter sido paga em 2013, mas o Governo Dilma adiou o compromisso para não prejudicar sua imagem na eleição presidencial disputada em 2014.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia