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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 911 / 2017

23/02/2017 - 19:22:31

Crime de Dimas Holanda pode prescrever

Acusado de ser o mandante ficará impune se processo não for julgado até abril

Maria Salésia [email protected]

O prazo pra julgamento do deputado João Beltrão no caso do assassinato do bancário Dimas Holanda prescreve em abril. Familiares e a sociedade alagoana temem que este seja mais um crime que passe a engrossar a lista da impunidade no estado. Como que correndo contra o tempo, na segunda-feira, 20, a Procuradoria Geral de Justiça enviou seu parecer no processo que está sob a relatoria do desembargador João Luiz Azevedo Lessa. 

 No despacho, é solicitado o dia para julgamento do acusado de ser o mandante do crime. “Estando o processo em ordem, peço inclusão na pauta de julgamento subsequente”.  O desembargador, por sua vez, avisou por meio da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça que dia 14 de março o processo vai ser analisado e colocado em pauta.

O caso Dimas Holanda, como ficou conhecido, parece mais roteiro de novela. A cada etapa muda-se o enredo, cogita-se punição para culpados, criminosos viram mocinhos e os capítulos não chegam ao fim. Longe da ficção, a realidade é que o bancário foi morto covardemente em uma emboscada e o deputado João Beltrão foi denunciado pelo MPE como mentor do crime. 

Porém, em 2012 o Tribunal de Justiça rejeitou a denúncia contra o deputado sob a alegação de que o MP não teria pedido autorização ao tribunal para processar o parlamentar. O MP não só manteve a denúncia contra Beltrão como a dos acusados da execução: e: Eufrásio Tenório Dantas (o Cutita), Daniel Luiz da Silva Sobrinho, Paulo Nei, Valdomiro dos Santos Barros e um outro Paulo. 

Em 2013 nova polêmica. É que o desembargador James Magalhães - então relator -  alegou que como não havia qualquer pedido do MP para processar Beltrão, os desembargadores entenderam pela anulação das provas produzidas no inquérito policial.

Nestes quase 20 anos de impunidade, a família de Dimas Holanda tem feito manifestações e procurado os órgãos competentes em busca de justiça.

ENTENDA o CASO

No dia 3 de abril completa 20 anos do assassinato de Dimas Holanda. Em 1997, o bancário de 34 anos, casado e pai de dois filhos, saia da casa de uma tia no conjunto Santo Eduardo - bairro do Poço, em Maceió -, quando teve o carro fechado. 

Na tocaia, pistoleiros abriram fogo contra Dimas que tentou correr, mas morreu no local. Ele foi atingido com 20 tiros, sendo 12 de pistola 9 milímetros.

Segundo o ex-tenente-coronel (líder da Gangue Fardada), Manoel Francisco Cavalcante, o motivo do crime teria sido porque o bancário havia paquerado uma suposta namorada de João Beltrão, conhecida como Clécia.  

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