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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 910 / 2017

21/02/2017 - 10:37:51

Ladravazes sem alma nem escrúpulos

ELIAS FRAGOSO

O ladrão te assalta, rouba sua grana, celular, carro, relógio. O político nos rouba o emprego, a saúde da nossa família, a educação dos nossos filhos,  o nosso direito ao lazer, a qualidade de vida,  do transporte público de qualidade, a segurança e a tranquilidade para irmos e voltarmos do trabalho ou simplesmente para ir visitar a vovó. Rouba mais: o nosso direito de sonhar por dias melhores, por uma Nação melhor. No caso do primeiro ladrão você é escolhido aleatoriamente. Mas no caso dos políticos ladravazes, é você quem o escolhe. Vai continuar fazendo isso?

Nossa experiência de redemocratização resultou em ruína. Apeados os militares do poder, os políticos logo, logo retomaram os usos e costumes centenários de sempre. Desdenhar do povo, enganar com promessas vãs e roubar, roubar sempre. E com o nazipetismo cada vez mais e desbragadamente. Todos. Ou quase todos (a esquerda “defensora do povo” já teve uma resposta na última eleição e na próxima será varrida do mapa, espero por longos anos. E os outros? Depende do seu voto).

Insistir com esse modelo caduco (que eles lutam para não mudar) é dar a todos esses safados a chance de continuarem as mesmas práticas corruptas envelhecidas. O mundo político, acreditem de uma vez por todas, é “um mundo à parte”. Para eles essa tragédia de agora de quase treze milhões de mães e pais de famílias desempregados, de sofrimento inaudito das suas famílias, do brutal aperto por que passa a classe média (os únicos sobre quem recai a mão pesada do Estado cobrador de impostos), das pessoas pobres agredidas cada vez mais por aqueles que deviam protegê-los, a ruína da saúde e da educação, estão quase nos levando à eclosão de conflitos que podem desencadear rapidamente em descontrole social (Vitória, Natal, Rio de Janeiro são exemplos claros da panela de pressão  prestes a eclodir. E não é apenas lá). E os políticos, os efetivos causadores do problema? Bem... não é com eles. Veja se algum deles põe a cara na rua para se posicionar.

Toda essa catástrofe que está acontecendo nas ruas brasileiras é tão somente um cenário distante para os políticos. Pode acreditar. É “comovente” ver como eles estão empenhados em garantir sua zona de conforto, suas reeleições, a possibilidade de continuar roubando e enriquecendo à custa do povo brasileiro (a propósito, se esse fosse um país sério e os organismos de justiça funcionassem de fato, quase todos já teriam perdido o mandato e certamente estariam presos ou respondendo a processos por enriquecimento ilícito). Afirmo alto e bom som: nenhuma dessas declarações fajutas de renda deles resiste a uma simples – mas séria – auditoria. 

É preciso ter uma paciência bovina para suportar suas diatribes contra a Lava Jato, as tentativas de “melar o jogo” para se livrarem da corda que a cada dia chega aos seus pescoços. E ainda assim, e aqui chamo a atenção: a roubalheira não parou. Senhores fiscais da coisa pública sigam a rota do dinheiro das malfadadas “emendas parlamentares”, dos duodécimos repassados ao Legislativo, das liberações dos parcos, quase nenhum, recursos ainda disponíveis no caixa dos governos, e irão encontrar as digitais de “suas excelências”.

Por trás do drama dos milhões de brasileiros, uma enorme, lamacenta e putrefata estrutura se move para neutralizar iniciativas em prol do país (toda essa conversa mole de reforma é mais uma empulhação), contra as investigações e punições dos políticos ladrões e para garantir que o poderoso, antigo e fortíssimo esquema de corrupção que sempre imperou saia vencedor. Neste caso, certamente não será a gente brasileira e sim, políticos, empresários corruptos e a elite dos “servidores públicos” os ganhadores. Conseguirão de novo?

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