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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 910 / 2017

21/02/2017 - 10:04:33

Gabriel Mousinho

A campanha começou

Gabriel Mousinho

As últimas ações colocadas em prática pelo go-vernador Renan Filho dão a verdadeira dimensão de como serão as eleições do próximo ano. Procurando reforços para sua base aliada na busca do voto, o governador se apressa para fechar alianças, que passam por Cicero Almeida, Antônio Albuquerque e possivelmente até mesmo com JHC.

A busca por novas alianças não fica somente restrita a Renan Filho. O prefeito Rui Palmeira tem se movimentado nos bastidores e tentado barrar as investidas do seu provável candidato ao governo de Alagoas, segurando os passes de lideranças políticas a exemplo de Biu de Lira, Téo Vilela, Maurício Quintella e Ronaldo Lessa, somente para citar alguns.

Até o final do primeiro semestre deste ano o time a ser colocado em campo pelos dois candidatos já deverá ser conhecido de todos e, até lá, muitas novidades deverão ainda acontecer.

A verdade, é que a campanha já começou.

Balcão de negócios

O governador Renan Filho começou o ano com o pé no acelerador. Transformou o governo num balcão de negócios, visando as eleições de 2018. Com dificuldades de montar um time político de primeira linha que tenha muito voto, vai se contentando com lideranças na periferia.

Reforço

Mesmo sem ganhar uma eleição há anos em Limoeiro de Anadia, o deputado Antônio Albuquerque fechou politicamente com o governador Renan Filho. Acertou a ida do filho, Arthur Albuquerque, para a Secretaria do Trabalho. Outros estão na agenda do governador, que está vendo a coisa preta para 2018.

Conveniência

O petista Joaquim Brito sem espaço político, caiu do governo do PMDB. Como o PT deixou a base aliada, foi o primeiro a ser defenestrado.

Jogando pesado

Depois de algumas modificações no secretariado, o governador quer agora os passes de Cícero Almeida e JHC. O primeiro estaria cotado para assumir a Secretaria de Esportes e, o segundo, se aceitasse, iria para a Secretaria de Ciência e Tecnologia. JHC, entretanto, teria que renunciar ao cargo de 4º secretário da Mesa Diretora da Câmara, eleito recentemente.

Chances reais

Sem fazer falta na Câmara dos Deputados, com uma atuação pra lá de sofrível, Cícero Almeida deve mesmo fazer parte do secretariado de Renan Filho. Deve vir com dois objetivos: recuperar seu eleitorado que vem perdendo a cada dia e garantir uma candidatura a deputado estadual.

Pressão no          Planalto

O senador Benedito de Lira está liderando um grupo de 27 senadores para um encontro com o presidente Michel Temer. Na pauta, socorro para a grande estiagem no Nordeste e particularmente em Alagoas. Biu quer a presença do governo federal em ações concretas contra a seca, que está destruindo a região e Alagoas.

Acordo difícil

Uma dobradinha política entre Téo Vilela e Renan Calheiros, no quadro atual, está sendo considerada muito difícil. Para 2018 Téo está comprometido com Rui Palmeira, que enfrentará o filho do senador nas urnas.

Aliança provável

Para as duas vagas do Senado, o mais provável é o ex-governador Téo Vilela fazer uma aliança com Benedito de Lira, hoje com redutos eleitorais consistentes no interior. Renan poderia fazer uma aliança com Marx Beltrão e lançar uma chapa puro sangue do PMDB.

Expondo                   o prefeito

Certos setores da prefeitura devem estar atentos para não comprometer o prefeito Rui Palmeira. É o caso da contratação de uma empresa para cuidar da Zona Azul em Maceió que não cumpriu o os ritos administrativos necessários. O Ministério Público entrou com ação e terminou sobrando para o prefeito, o que poderia ter sido evitado.

Dias contados

A secretária Mellina Freitas está com os dias contados na Cultura, a exemplo de Cláudia Petuba, no Esporte. Desgastada, Mellina pode sair até o início do mês de março.

Pouco caso

Mesmo sendo investigado em vários processos na Lava Jato, o senador Renan Calheiros pouco parece se importar com o que possa vir a acontecer. Além de insistir de que é inocente em todas as acusações, não acredita que o Supremo Tribunal Federal julgue seus processos, se for indiciado, nos próximos anos.

Nem aí

O senador Renan Calheiros, confidenciam pessoas que o conhece bem, não está nem aí para o desgaste político que teve nos últimos anos. O fato é que o eleitorado, principalmente no interior, não sabe nem o que é Lava Jato e outros penduricalhos jurídicos. Se ganha o voto no interior com favores, chegando junto, apoiando lideranças que só sabem na vida fazer política do é dando que se recebe. 

Perda de mandato

O deputado Cícero Almeida deve ser julgado nos próximos trinta dias sobre o processo de infidelidade partidária, depois que deixou o PRTB. O julgamento será feito no Tribunal Superior Eleitoral, mas Almeida já tem a seu favor parecer do Ministério Público Eleitoral.

Primeiro voto

O prefeito Júlio César, de Palmeira dos Índios, já definiu em quem vai votar para o Senado no próximo ano. Será em Benedito de Lira, que ficou ao lado de sua campanha, e de Marx Beltrão, se este sair mesmo candidato.

Segundo plano

O deputado Marx Beltrão anda dizendo que não abre mão de sair candidato ao Senado, mas que o primeiro voto é de Renan Calheiros. O próprio ministro admite nas suas declarações que fica em segundo plano na eleição do próximo ano. Ou seja, começa mal a campanha, desacreditando nele próprio.

Mudando de partido

Ninguém sabe a mágica que Marx Beltrão fará para enfrentar uma candidatura ao Senado pelo PMDB, a não ser por duas hipóteses: Renan Calheiros permitir uma chapa majoritária puro-sangue ou Marx migrar para o PSD, partido que ele domina em Alagoas. Isso, se a legislação permitir.

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