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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 909 / 2017

13/02/2017 - 14:20:25

Jorge Oliveira

Centro de Convenções da Barra é elefante branco de R$ 3 milhões

Jorge Oliveira

Barra de S. Miguel, AL - Você sabia que estão construindo um Centro de Convenções na Barra de São Miguel, entre a primeira e a segunda entrada da cidade, ao lado do condomínio Iloa? Pois é, uma cidade com esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e empoeiradas, lixo acumulado nas esquinas, a internet ainda movida a carvão e com carência de luz e água diariamente, vai gastar 3 milhões de reais para construir um elefante branco. Desse dinheiro, 400 mil reais já foram liberados pelo Ministério do Turismo, segundo o portal de transparência do Governo Federal. Mas o que se vê no local são alguns tijolos em um terreno desocupado, um barracão de obra e nenhum sinal de gente trabalhando.


Ora, essa não é a prioridade da Barra de São Miguel nesse momento de crise. Hoje, é uma cidade praticamente abandonada, fruto de uma administração caótica e inapta que não ouve os moradores para discutir as suas necessidades. Não existe uma rede hoteleira qualificada. E nem a mínima infraestrutura que justifique a construção de um Centro de Convenções na cidade. O dinheiro gasto nesse monumento ao desperdício bem que poderia ser usado na saúde e na educação para atender a população local, carente de tudo. Esta semana, por exemplo, por dois dias não se viu um pingo de água nas torneiras. E a luz, da Eletrobras, continua um problema. Os altos e baixos da tensão elétrica têm provocado a queima constante dos aparelhos domésticos e comerciais.


O Centro de Convenções, que vai engolir tanto dinheiro, é mais uma obra inútil nesse momento, diante de tantas necessidades da população que reclama da falta de remédios e até de gazes, esparadrapo e mercúrios para o atendimento de pequenos ferimentos. 


A limpeza das ruas não é feita com frequência e as poças de água se acumulam nas valetas infectas, criando focos de mosquito da dengue, principalmente nas ruas sem calçamento, o que mostra o total descuido da administração.


Diante de toda essa carência é difícil acreditar que a cidade está construindo um Centro de Convenções que vai devorar 3 milhões de reais dos cofres públicos. Não precisa dizer que o Ministério do Turismo está jogando dinheiro no lixo numa administração incompetente e irresponsável, que não sabe distinguir o que é prioridade para a população. Obras mirabolantes como essas - que não são planejadas - acabam virando galpão para desocupados ou depósito de quinquilharias da própria prefeitura.


Acorda, gente, ainda há tempo de impedir que esse dinheiro termine no bolso dos empreiteiros gananciosos e inescrupulosos que só visam o bem-estar das suas contas bancárias.

Alucinada
A Dilma decidiu viajar para a Europa para liderar uma campanha de difamação contra o Brasil. Mas o que se viu na Itália, no seminário “La Solitudine dela democrazia”, numa universidade de Salento, na cidade de Lecce, foi uma ex-presidente lesada ao tentar iniciar uma palestra que não concluiu. A exemplo do que fazia em seus discursos mirabolantes no Brasil, ela esqueceu o que estava dizendo para delírio da plateia e da tradutora que morreram de rir com a gafe da nossa conferencista.

Vergonha
Ela começou a falar para uma pequena plateia na universidade buscando teorias vazias e infantiloides para descrever a democracia no mundo, tema do encontro. Mas em pouco tempo, em menos de quinze segundos, os italianos, enfim, descobriram porque a Dilma foi demitida da presidência no Brasil. Veja: “Ninguém só constrói o presente sem estar um pouco de olho no futuro. E é esse o processo que eu acho que nós temos de olhar, temos de olhar na Europa, na América Latina, nos Estados Unidos, somos todos irmãos nessa. E nunca, nunca...ah, esqueci o que eu tava falando...”

 Vexame
O vexame da ex-presidente transformou o seminário em um esquete humorístico, quando a plateia não se conteve e se desmanchou às gargalhadas como se visse à sua frente uma comediante descontraindo os sisudos acadêmicos da universidade e fazendo a festa dos alegres estudantes. Dilma nem tentou se recompor. Como cego em tiroteio, não se achava naquele meio acadêmico acostumado a receber com pompas grandes líderes do mundo.

 Conchavo
Enquanto ela tentava condenar o impeachment que a tirou da cadeira da presidência, acusando de golpistas o povo que foi às ruas, o STF e os parlamentares, no Congresso Nacional o PT fazia acordo por baixo dos panos para compor as mesas diretoras da Câmara e do Senado, que elegiam seus presidentes “golpistas”. No Senado conseguiu emplacar José Pimentel como primeiro-secretário e na Câmara ainda luta para pegar um restinho do que sobrou dos cargos para alojar seus militantes desempregados.
Fora
O acordo político – que não passou por ela – só mostra o desprezo que a cúpula do PT tem pela ex-presidente. Ao decidir compor a mesa com os “golpistas”, Lula não quis correr os mesmos riscos da eleição passada quando o PT ficou de fora até de comissões menos importantes na Câmara dos Deputados, depois de concorrer e perder as eleições de presidente da Casa. Agora, mais uma vez, jogou às favas os escrúpulos e tentou os acordos espúrios para manter o seu partido ainda respirando por aparelho dentro do Congresso Nacional.
 
Realidade
Mas, alheia ao que se passa na política brasileira, Dilma decidiu fazer uma campanha contra o impeachment, quase um ano depois do seu afastamento. Essa sua atitude, no mínimo, mostra o seu retardamento com os fatos e um grave problema de se conectar com a realidade, o que talvez justifique a fragmentação do seu pensamento. A obsessão dela em manter a versão do golpe para a sua queda é um caso psiquiátrico que vem afetando gradativamente o seu comportamento de pessoa tumultuada, desorientada e descompensada.
 
Exames
Estudiosos teriam condições de analisar esse transtorno mental da ex-presidente, caso, claro, ela queira se submeter a uma junta psiquiátrica. O que eu posso assegurar, no entanto, nesse meio século de jornalismo, é que nem maconha estragada provoca tanto distúrbio em uma pessoa.

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