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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 909 / 2017

13/02/2017 - 14:16:19

Sururu

Todos juntos em 2018

Da Redação

A crise que afundou o país e vem quebrando estados e municípios pode levar as oligarquias de Alagoas a se unirem em torno de um projeto político nas eleições de 2018. Ao invés de se engalfinharem na disputa majoritária, a ideia é unir PMDB, PSDB e partidos aliados em um bloco único e todos se salvariam. Ou quase todos. 


Nessa linha, nem Renan Filho nem Rui Palmeira disputariam o governo do Estado em 2018. O prefeito concluiria seu mandato, o governador trocaria o cargo com o pai-senador e, em dobradinha com Téo Vilela, todos assumiriam o compromisso de eleger Rui Palmeira governador em 2022.


Seria um repeteco do pleito majoritário de 2014 que garantiu a vitória de Renan Filho e Fernando Collor, sob as bênçãos do então governador Téo Vilela. Em troca, o tucano recebeu do grupo a garantia de apoio à sua volta ao Senado em 2018, pacto até hoje não desfeito.


Em tese, a ideia pode até vingar, mas a prática tupiniquim tem poucos exemplos de união das suas lideranças em torno de um projeto político para Alagoas. Por aqui, vale mais a Lei de Murici, onde cada qual cuida de si. Mas não custa nada especular, ou sonhar, que não paga imposto.
Sistema desonesto

1 - A Caixa Econômica Federal nega que esteja impondo “venda casada” de serviços durante o recadastramento bancário dos servidores estaduais, determinado pelo governo. O superintendente do órgão em Alagoas, Kleber Paz, diz que se ocorreu esse fato em alguns casos, foi “falha do sistema”.


2 - Atribuir uma ilegalidade à “falha do sistema” é velha prática usada pelos bancos – incluindo os oficiais CEF e BB - para arrancar dinheiro dos correntistas. É golpe disfarçado de “serviços opcionais” impostos em operações de empréstimo, abertura de contas, entrega de cartões, talonários e atualização cadastral.


3 - Sempre foi assim. E o cliente que recusasse essa prática irregular passava a ser discriminado pelo gerente da conta, que cumpre metas de vendas impostas pelos superiores.  A diferença é que agora os correntistas dispõem das redes sociais e podem denunciar a extorsão sem risco de retaliação.


4 - Veja o relato de um servidor que detectou a “falha do sistema” e escapou da extorsão: “Ao fazer meu recadastramento descobri que a Caixa ‘padronizou’ as cestas de serviços. A minha é a cesta simples, e a Caixa imprimiu um contrato de ‘atualização’ com a opção de cesta especial marcada. Questionei e me informaram que iam alterar o meu contrato para a cesta que eu já pago”.


5 - Esta coluna recebeu diversas denúncias de servidores que se consideram lesados pela CEF. E pela reação de tantas vítimas, Sr. Kleber Paz, não dá mais para “empurrar” serviços bancários que o cliente não quer comprar, e depois usar a manjada “falha do sistema” como desculpa pela desonestidade. 


Desgraça completa
Primeiro veio o surto da Dengue, seguido da febre do Zica e mais recente a epidemia de Chikungunya, sem falar na violência que assola o estado. Como em toda desgraça nada é tão ruim que não possa piorar, surgem agora os dois primeiros casos suspeitos de febre amarela em Alagoas. Para coroar a tragédia, só faltam chegar as 7 pragas do Egito. Mas essas, certamente são menos danosas que a praga dos políticos que nos governam.


Golpe a vista
Assustados com a fiscalização do Ministério Público e do Tribunal de Contas, alguns prefeitos alagoanos depositaram os recursos do precatório do Fundef no mercado financeiro. Depois que o assunto esfriar e ninguém lembrar mais desse caso, os expertos gestores municipais darão um jeito de meter a mão na grana e investir alguns trocados para forjar uma prestação de contas. Mas estamos de olhos neles.


Bom de briga
A sucessão estadual está levando Renan Filho a disputar todos os espaços políticos capazes de somar apoios e votos na eleição de 2018. Após a derrota de seu partido nos maiores colégios eleitorais do estado na disputa municipal de 2016, Renan Filho passou a interferir até na eleição de síndico, desde que renda dividendos políticos.  A última batalha foi pelo comando da AMA (Associação dos Municípios de Alagoas) e a próxima será pela Uveal – entidade que reúne os vereadores de Alagoas.


Morte da  democracia
O encontro entre Lula e Michel Temer no leito de morte de Marisa Letícia já produziu o primeiro resultado: os deputados querem aprovar o projeto que impede o TSE de punir os partidos que tenham as contas reprovadas. É a nova anistia do caixa dois. (Diogo Mainard)


Paraísos  partidários
O PT embolsou meio bilhão de reais roubados da Petrobras? Não importa: ele não poderá ser cassado pelo TSE. O autor da proposta que anistia os partidos com suas contas reprovadas é o alagoano Maurício Quintella, ministro dos Transportes de Michel Temer.


O UOL explicou o golpe: “Começam a vigorar no próximo dia 3 de março normas do TSE que prevêem a punição das legendas com contas podres. O arrocho deveria ter vigorado no ano passado. Mas os partidos pediram tempo para se ajustar à moralidade. Não tiveram sucesso. Agora, tramam providências para assegurar que os partidos continuem operando como paraísos fiscais 100% bancados pelo déficit público”.
(O Antagonista).


Autonomia  para roubar
A justificativa de Maurício Quintella Lessa, autor do projeto que blinda os partidos da ação do TSE, hoje ministro dos Transportes, é que o tribunal interfere na “autonomia constitucional” das siglas...
A autonomia é para roubar impunemente e ainda encher as burras com o dinheiro do Fundo Partidário -- o nosso dinheiro. (Diogo Mainard)


Lula na  Lava Jato
Lula pediu 15 dias de folga da Lava Jato, por causa da morte de sua mulher. O juiz Sérgio Moro negou o pedido. “Apesar de trágico e lamentável acontecimento, há diversas audiências já designadas, com dezenas de testemunhas, e para as quais foram realizadas dezenas de diligências por este Juízo e pelos diversos Juízos deprecados para a sua viabilização”, respondeu o juiz Moro.


Laginha
A abertura dos envelopes com propostas de venda das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, do Grupo JL, localizadas em Minas Gerais, foi adiada mais uma vez.
Marcada para o dia 20 de fevereiro, a audiência foi remarcada para 28 de abril, às 9h, em Coruripe, Alagoas.


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