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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 908 / 2017

07/02/2017 - 10:27:50

A falência do poder público de segurança

ELIAS FRAGOSO

Hoje, a situação dos presídios brasileiros é uma vergonha. O exemplo do que aconteceu em Natal e Manaus mostra claramente a submissão e inoperância do Estado de direito sobre as atividades e ousadia dos apenados. Enquanto a população carcerária cresce assustadoramente, o Estado, representado pelas forças de seguranças estaduais, é cúmplice do sucateamento e desmoralização e corporativismo reinante dentro e fora desse caldeirão de bandidos.


A participação de agentes e funcionários na distribuição de armas, drogas e celulares dentro dos presídios, a preço de ouro, tem mudado a maneira nefasta de atuação de bandidos, que mesmo presos sobre a responsabilidade do estado, não consegue deter as atrocidades comandadas por delinquentes apenados.
A cada dia aumenta a população de presos nas cadeias do Brasil, mostrando que as políticas empregadas na punição desses bandidos não têm surtido os efeitos desejados: punição e ressocialização. A saber, os presídios brasileiros nunca foram nem serão de segurança máxima, mas casas de barro e escolas do crime.


 A corrupção política que denigre a imagem da política brasileira serve de referência pra marginais violentos, que usam as mesmas táticas pra burlar as leis e ter diversos privilégios.  Não bastam apenas prisões e construções de mais presídios, se a ressocialização desses nefastos que semeiam sangue e dor nos corações de famílias em todo país não pode ser positiva. Envios de tropas federais e recursos para modernização de cadeias, apenas aumenta o deficit público: pouco proveito terá. Ademais, o sistema prisional brasileiro comandado por diversas facções criminosas não se intimida mesmo dentro de uma cidade cercada de grades e uma suposta segurança.


A falência do poder público de segurança na cumplicidade e na corrupção estatal não poderia já mais evitar massacres e que marginais ditem as ordens usurpando a leis e a moral.

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