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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 908 / 2017

07/02/2017 - 10:04:12

Gabriel Mousinho

Chapa para 2018

Gabriel Mousinho

Uma chapa majoritária de oposição está sendo articulada nas caladas da noite para enfrentar as eleições do próximo ano. Deputados que acompanham as articulações nos bastidores, acham que esta é a vez mesmo do prefeito Rui Palmeira disputar o governo, ou mesmo do deputado federal e atual ministro Maurício Quintella.


A chapa seria encabeçada por Rui, tendo como vice Ronaldo Lessa, fechando a chapa majoritária com Benedito de Lira e o ex-governador Téo Vilela. Este time enfrentaria o governo de Renan Filho e o senador Renan Calheiros, até agora candidato à reeleição.


Essa eleição será uma das mais bem disputadas dos últimos anos. Sem dinheiro farto como antigamente, os candidatos devem mostrar o que já fizeram pela população e o que irão fazer. A história política de cada um deve prevalecer, já que recursos de campanha, com a Operação Lava Jato, estão cada vez mais escassos.

Ano decisivo
O ano de 2017 será decisivo politicamente para o prefeito Rui Palmeira consolidar sua liderança na capital. Rui precisa mostrar serviço cumprindo as promessas de campanha, transformando Maceió em um canteiro de obras.


Renúncia
Para sair candidato ao governo, ao contrário de Renan Filho, Rui Palmeira terá que se afastar da prefeitura seis meses antes, de acordo com a legislação eleitoral, mas, para isso, terá que fazer um trabalho de fôlego este ano e no primeiro semestre de 2018.


Decisão difícil
Renunciar o mandato seis meses antes é uma prova de fogo para o prefeito Rui Palmeira. Tem que está seguro das chances de chegar ao Palácio dos Martírios. E isso vai ser revelado pelo trabalho que realizará a partir de agora. Mais do que ninguém, ele sabe que é parada dura enfrentar os Calheiros em Alagoas.


Quintella na parada
Hábil, jeitoso e tocador de obras, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, também ser uma grande opção da oposi8ção para disputar o governo, o que vai depender do momento político. Ele nega, diz que é candidato a reeleição, mas pode mudar de opinião se os ventos soprarem a favor.


Dilema
O deputado JHC pode ser um grande reforço para qualquer candidato majoritário nas próximas eleições. Candidato à reeleição ele vai definir se fica com Renan ou com Rui.


Venha quem vier
A escolha do novo ministro para a vaga de Teori Zavascki e que certamente será o relator da Lava Jato, não significará que a Operação está ameaçada. Seja quem for o ministro vai enfrentar o processo e principalmente a opinião pública brasileira.


A história é outra
Quem pensar que qualquer decisão no curso processual induzirá à impunidade pode estar redondamente enganado. O Brasil está de olho na Lava Jato, que está desvendando o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia. Subestimar isso é provocar a população, que quer ver todos eles, que sejam políticos ou não, na cadeia e que seus suas contas bancárias e bens sejam bloqueados para garantir o ressarcimento do que foi roubado de todos nós.
Quem sentar na cadeira de Teori Zavascki ( que deveria ser escolhido ontem ) vai sentir o peso e a necessidade de agir com cautela, independência e justiça, sob pena de ser punido pelo Brasil.


Fora disso
Não caiu bem para os políticos envolvidos ou não na Lava Jato estarem defendendo esse ou aquele nome para o Supremo Tribunal Federal. O indicado já vai ser sabatinado pelo Senado sob suspeita.


Fritada
O governador já tinha a ideia fixa de que a secretária Rosângela Wyszomirska não dava para tocar a Saúde e preferiu afastá-la depois de fritá-la politicamente durante alguns meses. Para quem não sabe, Rosângela é uma das mais competentes técnicas quando se trata de saúde pública em Alagoas. Mas política é assim mesmo.


Exemplo de Traipu
Mesmo enfrentando dificuldades em Traipu, o prefeito Eduardo Tavares pagou os salários dos servidores rigorosamente em dia. Em vez de se preocupar em fazer oba-oba das administrações anteriores como fazem outros prefeitos, Tavares procura fazer o dever de casa, cumprindo com suas obrigações constitucionais. Em apenas 30 dias de mandato está organizando as finanças e ainda anuncia projetos de segurança e bem-estar para a população.


Shows do roubo
Se o Ministério Público tiver a preocupação de fazer um rastreamento de emendas parlamentares para shows públicos ao longo dos anos, com certeza vai descobrir coisas do arco da velha. Este era o esquema arranjado para superfaturar contratos com bandas famosas e deixar um rastro de corrupção. Muitos prefeitos que já deixaram os cargos também eram coniventes com essa safadeza toda.


Violência 1
Ao contrário de meses anteriores o governador Renan Filho recolheu o trem de pouso quando o assunto é criminalidade. Pelas estatísticas a violência com mortes subiu 3,42% em 2016 e o ano de 2017 começa bem pior.


Violência 2
Ninguém pode negar que o governo vem se esforçando para diminuir o índice de criminalidade, mas parece que as medidas tomadas até agora teem se mostrado ineficientes. A segurança pública deve repensar os métodos utilizados.


Pegue um táxi
Quem precisar de auxílio da Samu, cujos técnicos sempre realizaram um bom trabalho, é melhor chamar um táxi. Quase sempre não existem viaturas disponíveis para fazer socorro. Um caos.


Hora de trabalhar
Depois que detonou a administração de Célia Rocha e mostrou um buraco negro nas finanças de Arapiraca, chegou a hora de Rogério Teófilo trabalhar. A população já está acostumada das velhas reclamações de novos prefeitos.


Manchados
Com novas funções, os senadores Eunício Oliveira e Renan Calheiros já se destacam por terem sido citados em várias ocasiões na Operação Lava Jato. Os dois serão responsáveis pela interlocução do governo no Senado Federal.


Derrubado
O veto sobre o reajuste dos salários dos deputados será derrubado na Assembleia Legislativa nos próximos dias. Um deputado garantiu que o governador Renan Filho quis apenas jogar para a plateia.

Caos no TC
A nova presidente do Tribunal de Contas, Rosa Albuquerque não diz publicamente, mas lançou muitas dúvidas sobre a gestão do Conselheiro Otávio Lessa. Com uma situação “assustadora”, como disse ela, a nova diretoria vai suspender e revisar contratos realizados pela instituição. Com essas providências está perto de ser conhecida a tão falada “caixa preta”, tanto lá como na Assembleia Legislativa de que tanto o povo fala.


De calças curta
O Conselheiro Otávio Lessa não anda nada satisfeito com as investidas da atual presidente Rosa Albuquerque. Sua situação ficou delicada com as denúncias que já vieram à público sobre as condições precárias do Tribunal de Contas.

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