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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 907 / 2017

31/01/2017 - 11:38:44

Jornalista Odilon Rios lança Alagoas 200

Escritor reuniu uma série de reportagens publicadas no jornal EXTRA sobre a história de Alagoas e presenteia público com um livro-reportagem

Odilon Rios lança Alagoas 200 dia 10 de fevereiro, em Maceió

Para comemorar os 200 anos de Alagoas, o jornalista Odilon Rios reuniu o que há de melhor da série de reportagens publicada pelo profissional no EXTRA ALAGOAS sobre o tema e presenteia seu público com o livro-reportagem Alagoas, 200. Fatos históricos, pitorescos, do passado e atuais estão presentes na obra. Com 145 páginas e capa de Pedro Cabral, o lançamento acontece dia 10 de fevereiro, no Memorial à República (Praia da Avenida, em Maceió), a partir das 18 horas.


De leitura fácil e linguagem que prende o leitor do começo ao fim, o livro sai quentinho do forno para aquecer a mente e alma do alagoano ou daquele apaixonado pela Terrinha e até por quem ainda vai se apaixonar após leitura da obra. O olhar de 11 nomes intelectuais alagoanos, de diversas áreas do conhecimento, como Sávio Almeida, Golbery Lessa, Ana Cláudia Laurindo, Fábio Guedes, Osvaldo Maciel, Douglas Apratto, Francisco Sales, Jorge Vieira, Elcio Verçosa, França Júnior e Dirceu Lindoso sobre o estado se imortaliza nas páginas de Alagoas, 200.


Mas o brilho nos olhos de Odilon quando fala de sua obra é um aperitivo do que nos reserva o livro. Ele passeia por uma Alagoas do Brasil colônia, do massacre dos Caetés, de Zumbi, à Revolta dos Quebra Quilo, pela violência silenciada pelo ciclo da cana-de açúcar, do apogeu do setor têxtil, do tipógrafo João Ferro que lutou pelos operários, mas morreu na miséria e a própria história fez questão que caísse no esquecimento e tantos outros fatos que tiveram mesmo destino. Mas ele se orgulha de falar de uma Alagoas de contrastes, de políticos corruptos e de tantos que tão bem representam seu povo. De uma Alagoas manchada pela violência, mas admirada por sua beleza natural e sua gente hospitaleira.


Rios buscou fazer um comparativo das escolas de hoje e as por onde o escritor Graciliano Ramos passou. E cita a obra Infância, na qual o Velho Graça narrou que eram caindo aos pedaços, sem qualquer condição de uso. E neste paralelo, Rios quis mostrar que, apesar das adversidades, Graciliano se tornou o grande nome da literatura mundial e que é possível galgar outros degraus.


Odilon disse que a ideia surgiu porque queria fazer uma reflexão sobre os 200 anos de Alagoas e em suas pesquisas observou que era uma terra muito rica e que nenhum de seus entrevistados coloca Alagoas como fraca. Ele garante que não se trata de uma obra fechada e que há muito ainda o que se explorar sobre o tema.


O autor apresenta também uma romântica visão da história alagoana, mas faz um raio x sobre o passado, presente e futuro de Alagoas onde o historiador Douglas Apratto Tenório mostra que “a elite alagoana detesta viver no Estado que a pariu; “ganha dinheiro e adora o exterior”. E Dirceu Lyndoso fala de Alagoas como “Uma terra em que se ama e se dói. Onde existe a paixão pela vida. E pela morte. Uma mistura de uma história fabulosa. E das guerras para sua formação”.


E o que dizer de histórias narradas pelo médico Francisco Salles, que tão bem “Arrua por Penedo”. Ele fala de uma Alagoas de 1859 recém-saída de uma epidemia de cólera, convivendo com a sífilis e uma elite faminta de títulos honoríficos que recebe o imperador Dom Pedro II. E nesta visita, o imperador percebeu que a miséria estava agregada à população do Baixo São Francisco como a lama grudando nos pés dos ribeirinhos. Mas tem histórias hilárias como a do baile em Penedo do qual Dom Pedro participou e ficou chocado porque não tinha mulher. O fato é que se qualquer uma fosse para a festa não seria “mais moça”. Para saber o desenrolar da história, só lendo a obra de Odilon.


OBRA INDEPENDENTE
Rios diz que se trata de uma obra independente e reclama que é uma pena que haja no estado uma política miúda para que os autores possam lançar suas obras. Ele compara que é caro e que há uma espécie de blindagem para que se lance algumas obras. De forma irônica, mostra que há nomes “privilegiados” e que ganham espaços diferenciados. Odilon disse que percebe que muita gente em Alagoas tem livros completos guardados na gaveta por falta de recursos ou vergonha de submeter sua obra a conselhos editoriais e acaba desestimulado. “Esperamos que possa existir nova política de impressão de livros em Alagoas, que vá atrás dos autores, que dê oportunidades”.


O jornalista-escritor oferece a obra para que as pessoas entendam o que é Alagoas, de onde veio, porque temos paixão pela morte, porque Alagoas é tão corrupta, mas com tanta gente apaixonada pela terra. E foi essa paixão por seu torrão que fez nascer Alagoas, 200.

Livro de Ana Cláudia Laurindo mostra Alagoas por dentro e por fora

Obra com narrações locais e personagens reais apresenta uma análise socioantropológica do estado

Maria Salésia
[email protected]

200 Anos de Alagoas- análise socioantropológica- da socióloga Ana Claúdia Laurindo é uma daquelas obras que leva o leitor a uma viagem ao passado, ao presente e, quem sabe, a visões futuras. Em seu trabalho, a autora teve o cuidado de rebuscar cada pedacinho, cada particularidade para oferecer o que Alagoas tem de melhor, ou não, nesse seu bicentenário. O lançamento será casado com o de Odilon Rios, dia 10, no Memorial à República.


Socióloga, com mestrado em Educação, Ana disse que o lançamento será casado com a obra de Odilon Rios para reafirmar  “a parceria de uma vida”. E foi ampliando olhares sobre a história dessa terra a partir de sua gente que Ana lança mais um filho literário.


As experiências de pessoas e histórias, principalmente ligadas à Região Norte do estado, estão presentes nas páginas da obra. Na verdade, a autora procurou resgatar histórias de pessoas comuns, de mitos, de violência, da cultura da cana-de-açúcar, da riqueza cultural e de tantos outros mistérios e encantos que só Alagoas tem.


Ela procurou não seguir um tempo cronológico, porém sem perder a meada dos acontecimentos. E assim, passeou pelas bandas do século XVI, adentrou pelos outros seguintes, viu o novo milênio despontar e aportou nos dias de hoje.


De leitura fácil, Ana buscou em suas 140 páginas atrair o público do começo ao fim. E pela facilidade da leitura,  o leitor pode ler o livro em apenas uma tarde, na fila do banco, deitado em uma rede, sob o olhar do mar, da lua e até mesmo na sombra de uma árvore para se proteger do sol escaldante de Alagoas.
E como falou em uma rede social: “Na vida, pari 4 filhos. Cada gestação, parto e experiência, foram únicas. Na estrada literária, o terceiro filho está para nascer. Diferente de filhos humanos, que a natureza trabalha com as forças de mistério para nos revelar depois, os filhos livros nos ensinam que já nascem mais envelhecidos, pois a cada produção sentimos um pouco mais de amadurecimento no que escrevemos. Que nasça lindo e vigoroso, sem negar a dor nem a poesia.”


Na verdade, neste misto de verdades, poesia, sonoridade, fatos que parecem irreais, mas não são, mandos e desmandos, violência, amor e tantos outros sentimentos, Ana quis que o leitor se sentisse conversando com a obra, que fizesse parte do contexto. E foi lapidando histórias, ideias, fatos históricos e conversas do “ouvi dizer” que a autora decidiu escrever um livro para homenagear o estado em que nasceu.

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